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Entenda: Que horas será o pico da chuva de meteoros do cometa Halley? Veja o melhor horário para observar

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 18:25
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Entenda: Que horas será o pico da chuva de meteoros do cometa Halley? Veja o melhor horário para observar
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Que horas será o pico da chuva de meteoros do cometa Halley? Veja o melhor horário para observar Fenômeno associado ao cometa Halley pode ser visto em todo o Brasil, com melhores condições na segunda metade da madrugada Orionídeas: chuva de meteoros formada por detritos do cometa Halley atinge o pico nesta quarta-feira, 21 (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 15h10 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Chuva de meteoros Saiba mais A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico entre a noite desta quarta-feira, 21, e a madrugada de quinta-feira, 22, com possibilidade de observação no Brasil. Os rastros luminosos surgem quando fragmentos deixados pelo cometa Halley em passagens anteriores entram na atmosfera terrestre.

Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO, na sigla em inglês), o fenômeno pode apresentar 20 ou mais meteoros por hora, desde que as condições de observação sejam ideais.

A segunda metade da madrugada concentra as condições mais favoráveis para acompanhar o fenômeno. Os rastros parecem partir da constelação de Órion , mas podem aparecer em qualquer região do céu.

De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), os fragmentos entram na atmosfera a velocidades de até 66 quilômetros por segundo . Essa característica favorece a formação de meteoros com brilho e trilhas que podem permanecer visíveis por alguns segundos.

O fenômeno pode ser acompanhado de norte a sul do país. Segundo o astrônomo, as regiões Norte e Nordeste têm uma vantagem de observação porque o radiante — ponto de onde os meteoros parecem surgir — alcança uma posição mais elevada no céu.

Neste ano, a Lua crescente terá cerca de 77% do disco iluminado. A orientação é priorizar o intervalo após o ocaso lunar e antes do amanhecer, quando a interferência da luz da Lua diminui.

O horário em que a Lua se põe varia conforme a localização do observador. Por isso, as condições de observação também dependem da cidade, da nebulosidade e da quantidade de luz artificial nas proximidades.

O radiante das Orionídeas fica perto de Betelgeuse, estrela da constelação de Órion , que também abriga as Três Marias. Apesar dessa referência, não é necessário manter o olhar fixo nesse ponto.

A observação pode ser feita a olho nu , sem telescópio ou binóculo. A recomendação é procurar um lugar com pouca iluminação, preferencialmente afastado dos centros urbanos, e apagar as luzes ao redor.

No Hemisfério Sul , a orientação é olhar para o setor entre o norte e o nordeste. Manter o campo de visão cerca de 30 a 45 graus afastado de Órion pode ajudar a perceber rastros mais longos.

A previsão de meteoros por hora considera condições ideais. A quantidade efetivamente observada depende da transparência do céu, da ausência de nuvens e da poluição luminosa.

As Orionídeas ocorrem quando a Terra atravessa uma região com partículas deixadas pelo cometa Halley , cujo período orbital é de aproximadamente 75 a 76 anos. Ao atingir a atmosfera terrestre, esses fragmentos produzem os rastros luminosos observados do solo.

Em 2026, o período de atividade informado vai de 2 de outubro a 7 de novembro. O pico corresponde à passagem pela região de maior concentração de detritos.

O Halley também dá origem às Eta Aquáridas , chuva de meteoros que ocorre em maio. Os dois fenômenos estão associados a encontros da Terra com partículas dispersas pelo cometa ao longo de sua órbita.

Os fragmentos que viajam pelo espaço são chamados de meteoroides. Eles podem ter origem em cometas ou asteroides e variar de partículas de poeira a pequenos pedregulhos.

Ao entrar na atmosfera em velocidade elevada, o material passa por um processo de perda de massa conhecido como ablação. A interação com o ar produz o fenômeno luminoso chamado de meteoro. Uma chuva ocorre quando a Terra encontra uma concentração dessas partículas.

Nas Orionídeas , a velocidade de entrada favorece a ionização dos gases nas camadas superiores da atmosfera. Alguns eventos deixam trilhas persistentes, cujo brilho continua visível por segundos após a passagem do meteoro. Também podem ocorrer bólidos, nome dado aos meteoros de maior luminosidade.

O estudo desses fenômenos ajuda pesquisadores a conhecer as características dos detritos de cometas e a estimar os períodos de maior entrada de partículas na atmosfera. Essas informações também podem contribuir para o planejamento de medidas de proteção de satélites e equipamentos espaciais.

Para registrar os meteoros, as recomendações apresentadas incluem lentes grande-angulares entre 14 e 24 milímetros, abertura de f/1.4 a f/2.8 e ISO entre 1.600 e 3.200.

As exposições sugeridas variam de 10 a 15 segundos. Os ajustes precisam considerar a luminosidade do local para evitar que o brilho do céu comprometa o registro dos rastros.

Câmeras DSLR, modelos sem espelho e celulares com controles manuais permitem ajustar esses parâmetros. A escolha de um local escuro e as condições meteorológicas também influenciam o resultado das imagens.

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