Entenda: Porto Belo terá seu ‘Dubai Mall’, primeiro shopping da cidade que custará R$ 400 milhões
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Consulte formatos e valores disponíveisPorto Belo terá seu ‘Dubai Mall’, primeiro shopping da cidade que custará R$ 400 milhões Portohaus, nova marca da Praiholl, banca sem dívida o primeiro shopping de Porto Belo e cria administradora própria para operar o ativo Dubai Mall de Porto Belo: fachada projetada do primeiro shopping da cidade, que homenageia o emirado sem ter vínculo com a Emaar (Portohaus/Divulgação)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A incorporadora Portohaus vai construir o Dubai Mall de Porto Belo, shopping de mais de R$ 400 milhões em Santa Catarina, a partir de 2027, com inauguração prevista para maio de 2030. Financiado com capital próprio, o projeto terá 22,5 mil m² de ABL. Não há vínculo com a Emaar Properties, dona do shopping homônimo nos Emirados Árabes Unidos.
O Dubai Mall, nos Emirados Árabes Unidos, recebeu mais de 100 milhões de visitantes em 2025 e passou a ser chamado de o lugar mais visitado do planeta. Em Porto Belo, cidade de cerca de 31 mil habitantes no litoral norte de Santa Catarina, o mesmo nome vai batizar um shopping de mais de R$ 400 milhões.
A coincidência termina no nome. O empreendimento catarinense não tem vínculo societário nem comercial com a Emaar Properties, dona do original. O projeto é da Portohaus, e o nome funciona como uma homenagem ao emirado.
Segundo a incorporadora, a escolha faz referência a Dubai como um dos principais destinos globais de arquitetura, turismo e consumo. A ideia é dar ao projeto um posicionamento internacional, adaptado à realidade de Porto Belo.
A Portohaus é a nova identidade de marca da Praiholl Empreendimentos, incorporadora com sede em Porto Belo e conhecida no mercado pela sigla PH. A mudança foi apenas de marca, sem alteração na estrutura jurídica, na equipe ou nos projetos em andamento.
Comandada pelos irmãos Leandro e Ricardo Coradini, a empresa adota como estratégia desenvolver projetos inspirados em referências internacionais. Seu portfólio no bairro de Perequê inclui empreendimentos batizados de Atlantis Tower, Las Vegas Home Club e Macau.
O shopping fica no centro de um complexo de uso misto de mais de R$ 2 bilhões em Balneário Perequê. Com mais de 324 mil metros quadrados de área total projetada, o conjunto terá seis torres: quatro de flats e duas de apartamentos de dois e três dormitórios.
As obras do complexo começam em 2026, com entregas escalonadas até 2037. O shopping começa a ser construído em 2027, e a inauguração está prevista para maio de 2030.
O Dubai Mall de Porto Belo terá cerca de 50 mil metros quadrados de área total e área bruta locável (ABL) prevista de 22,5 mil metros quadrados, já considerando uma expansão futura. A primeira etapa terá mais de 16 mil metros quadrados de ABL, com possibilidade de ampliação de outros 5 mil.
O projeto prevê mais de 1.200 vagas de estacionamento exclusivas, quatro salas de cinema, restaurantes e praça de alimentação.
O investimento de mais de R$ 400 milhões será financiado integralmente com capital próprio, sem alavancagem, segundo Gilvani Voltolini, executivo contratado para comandar a operação. A empresa descarta, por ora, recorrer a crédito bancário ou a fundos imobiliários para erguer o ativo.
A Portohaus não vai apenas construir e vender. A empresa criou uma administradora própria, que ficará responsável pela operação e pelo desempenho do shopping no longo prazo. Isso inclui prospecção de marcas, definição do mix, comercialização, gestão de contratos, marketing e relacionamento com lojistas.
"Quando decidimos entrar no segmento de shopping centers, entendemos que o negócio exigia uma estrutura própria, com conhecimento de varejo, gestão, relacionamento com marcas e visão de longo prazo", afirma Leandro Coradini, CEO da Portohaus.
Para liderar a operação, a empresa trouxe Voltolini do Grupo Almeida Junior. Lá, ele foi superintendente do Garten Shopping, em Joinville, e do Neumarkt e do Norte Shopping, em Blumenau. Mais recentemente, atuou na área de novos negócios, em projetos de torres residenciais integradas aos shoppings.
"Um shopping começa a ser construído muito antes de abrir as portas. É nessa fase que definimos posicionamento, mix, relacionamento com as marcas e, principalmente, qual papel o empreendimento terá na rotina da cidade e da região", diz Voltolini.
A aposta acompanha o crescimento imobiliário da cidade, vizinha de Balneário Camboriú e Itapema. Só no primeiro semestre de 2026, Porto Belo movimentou R$ 2,5 bilhões em vendas de imóveis novos e lançamentos, com 2.850 unidades comercializadas, segundo a plataforma Inteligência de Mercado DWV.
O desempenho colocou o município no topo do ranking da DWV, à frente de cidades como Curitiba, Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú.
"Porto Belo vive uma transformação rápida, impulsionada pelo mercado imobiliário, e existe espaço para que varejo, serviços, gastronomia e entretenimento acompanhem esse movimento", afirma Voltolini. A meta é transformar o shopping em um destino regional de consumo.
O setor também ajuda a sustentar a tese. Os 658 shopping centers do país faturaram R$ 200,9 bilhões em 2025, recorde histórico, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A taxa média de ocupação chegou a 95,4%, e 11 inaugurações estão previstas para 2026.
A Portohaus já negocia com marcas nacionais e internacionais para compor o mix. A estratégia inclui missões empresariais no exterior, como a realizada recentemente no Panamá.
Os nomes das marcas, no entanto, só serão divulgados quando os contratos forem assinados, segundo a empresa. A Portohaus afirma ainda que a administradora pode assumir novos projetos de shopping no futuro, além do Dubai Mall.
O Dubai Mall de Porto Belo tem inauguração prevista para maio de 2030. A construção do shopping deve começar em 2027.
O investimento no Dubai Mall de Porto Belo será superior a R$ 400 milhões. Segundo Gilvani Voltolini, executivo responsável pela operação, o projeto será financiado integralmente com capital próprio, sem alavancagem.
Não. O shopping catarinense é um projeto da incorporadora Portohaus e não possui vínculo societário nem comercial com a Emaar Properties, dona do Dubai Mall dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo a Portohaus, o nome homenageia Dubai como destino global de arquitetura, turismo e consumo. A escolha busca dar posicionamento internacional ao projeto, adaptado à realidade de Porto Belo.
O shopping terá cerca de 50 mil metros quadrados de área total e 22,5 mil metros quadrados de área bruta locável, considerando uma expansão futura. A primeira etapa contará com mais de 16 mil metros quadrados de ABL.
O projeto prevê mais de 1.200 vagas exclusivas de estacionamento, quatro salas de cinema, restaurantes e praça de alimentação. A Portohaus ainda negocia com marcas nacionais e internacionais para definir o mix de lojas.
AW Realty, que lançou R$ 400 milhões no primeiro semestre, agora segura o restante do ano e diz ter R$ 2,5 bilhões em projetos para os próximos três anos
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