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Entenda: Os Erros Que Ensinaram Empreendedores Under 30 a Crescer

No painel Built From Scratch, Gabriel Rosa, Carolina Matsuse e Enaldinho compartilharam os erros, as decisões e os aprendizados que marcaram a construção de seu

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 08:00
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Entenda: Os Erros Que Ensinaram Empreendedores Under 30 a Crescer
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Tentar fazer tudo sozinho, contratar as pessoas erradas ou ampliar demais a operação foram alguns dos erros relatados por Gabriel Rosa, Carolina Matsuse e Enaldinho no painel Built From Scratch, realizado na quinta-feira (29), durante o Forbes Under 30 Summit, em São Paulo (SP). O evento teve patrocínio de Omoda & Jaecoo e Johnnie Walker e parcerias oficiais de MCI e JW Marriott

Durante o painel, empreendedores, crescer exige delegar tarefas e criar processos, mas também reconhecer o que precisa continuar sob a condução dos fundadores. Os três já foram destaques da lista Forbes Under 30: Gabriel em 2025, na categoria Design; Enaldinho em 2023; e Carolina em 2020.

Gabriel abriu seu escritório de arquitetura ainda na faculdade, depois de perceber que sua visão dos projetos se distinguia daquela dos locais em que trabalhava. “Eu já sentia ali uma linguagem, uma linha diferente”, disse. Um trabalho desenvolvido para a graduação ganhou repercussão e o fez enxergar que sua linguagem poderia encontrar espaço no mercado. Com o tempo, afirmou, os clientes passaram a procurá-lo justamente por essa assinatura. “Eu acho que foi a coragem de ser autêntico e conseguir entregar para o mundo aquilo que eu gosto de fazer.”

Em 2024, Gabriel estreou na CASACOR São Paulo como o arquiteto mais jovem da mostra e recebeu o prêmio de Melhor Ambiente. Também venceu a primeira edição do concurso da Bienal de Arquitetura Brasileira, com um projeto escolhido para representar São Paulo.

A Insider começou com uma camiseta tecnológica criada para responder a um problema de conforto e suor. As primeiras pesquisas com consumidores não confirmaram a intenção de compra. Os fundadores decidiram então colocar um lote pequeno à venda em um site próprio e observar a reação do público.

“Tudo começa com hipótese”, disse Carolina ao explicar como a empresa testa novas oportunidades. Segundo ela, a Insider formula hipóteses, define experimentos e analisa os dados antes de decidir os próximos passos. A empresa também demorou alguns anos para voltar ao público feminino, depois de perceber que precisava adaptar sua proposta a esse mercado.

A companhia faturou mais de R$ 500 milhões em 2025 e tem como meta chegar a R$ 800 milhões em 2026, segundo dados informados pela empresa. A Insider também afirma ter mais de 2 milhões de clientes e presença em mais de 50 países.

Enaldinho começou a publicar vídeos de games no YouTube em 2012, sem imaginar que o canal se tornaria sua profissão. Desde cedo, porém, pensava em criar uma identidade visual para a marca e lançar produtos ligados ao conteúdo. “Eu já tinha uma identidade visual formada”, contou. A expansão incluiu livros, colecionáveis, produtos licenciados e espetáculos ao vivo.

Hoje, seu canal no Youtube tem 48 milhões de inscritos e soma 27 bilhões de visualizações. A operação da empresa reúne mais de 200 produtos licenciados cujas vendas chegaram a 21 milhões de unidades entre 2021 e 2025, movimentando R$ 310 milhões no varejo.

Gabriel disse que, no começo, acumulava funções e tentava cuidar de todas as etapas dos projetos. “Eu acho que é realmente tentar fazer tudo sozinho e não ter a coragem de delegar ainda no começo”, afirmou. Com o tempo, percebeu que isso atrasava a operação e prejudicava a qualidade do trabalho. A entrada de profissionais nas áreas comercial e criativa ajudou a equipe a avançar com mais velocidade.

Carolina apontou erros relacionados à gestão de pessoas. “Os maiores erros foram relacionados a pessoas”, disse. Entre eles, citou contratar a pessoa errada, não reconhecer talentos e demorar para dar feedback. Para ela, processos e sistemas são importantes, mas são as pessoas que fazem o negócio funcionar.

Enaldinho relatou que, depois de ampliar a equipe de produção e se afastar de decisões criativas, viu o engajamento do canal cair. A pandemia também afetou o faturamento. Ele decidiu reduzir a operação e retomar tarefas que considerava essenciais para o conteúdo.

O aprendizado, segundo o criador, foi delegar o que outras pessoas podiam fazer melhor, sem abrir mão daquilo que dependia de sua visão. “A única coisa que eu realmente não abro mão são essas partes criativas”, afirmou. Em paralelo, a empresa busca reduzir a dependência da marca em relação à sua imagem. Enaldinho contou que uma proposta de compra do negócio apontou essa concentração como um risco para investidores.

A inteligência artificial apareceu como uma ferramenta para ampliar a produtividade e abrir novas frentes. Carolina disse que a Insider usa um sistema conversacional no atendimento, capaz de resolver 30% das solicitações recebidas, segundo sua estimativa. Funcionários que tiveram tarefas absorvidas pela tecnologia foram treinados e realocados para outras áreas.

Gabriel afirmou que usa IA para organizar informações de reuniões com clientes, preparar orçamentos e acelerar a criação de imagens. Para ele, a tecnologia ajuda na produtividade, mas não deve apagar a identidade do escritório.

Enaldinho disse que a inteligência artificial participa de várias etapas da produção, da criação de imagens e cenas à edição. Ele também contou que desenvolve uma série de animação com dez episódios de 20 minutos, criada com a tecnologia. A iniciativa pode ajudar a construir personagens e projetos menos dependentes de sua imagem pessoal.

Na rodada final, os participantes falaram sobre o que aprenderam ao construir um negócio do zero. Gabriel resumiu a importância da equipe: “Ninguém cresce sozinho. Você precisa de pessoas do seu lado.” Para ele, reunir diferentes perspectivas ajuda a empresa a crescer com qualidade.

Carolina destacou a humildade para ouvir clientes e equipe sem perder de vista a visão do negócio. “O empreendedor tem que ter uma convicção e uma visão de onde ele quer chegar”, disse. Ela também afirmou que é preciso ser humilde o suficiente para aceitar as opiniões dos outros e considerar diferentes perspectivas.

Enaldinho citou a necessidade constante de se reinventar e defendeu que o empreendedor deve começar antes de ter todas as condições ideais. “Eu sempre tive um lema no meu trabalho: antes feito do que perfeito. Eu não espero o melhor cenário para poder testar, para poder começar, porque, senão, chega outra pessoa e faz na sua frente.”

#Brasil#Internacional#Economia#Negócios
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