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Entenda operação que levou à prisão de mãe e irmão de Oruam — Internet do CV

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 19 de outubro de 2026 às 15:52
Via CNN Brasil
Entenda operação que levou à prisão de mãe e irmão de Oruam — Internet do CV
Foto: Foto: CNN Brasil
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A Polícia Federal (PF) prendeu 19 pessoas nesta segunda-feira (19) durante a Operação Backbone, que investiga um esquema de monopólio de internet imposto pelo CV (Comando Vermelho) em comunidades do Rio de Janeiro. Entre os presos estão a mãe e um irmão do rapper Oruam, Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca.

A investigação apura como a facção utilizaria ameaças e violência para controlar o fornecimento de internet em comunidades e obter recursos por meio da exploração do serviço. A operação também mira suspeitas de lavagem de dinheiro com o uso de empresas provedoras e outros negócios.

PF diz que Marcinho VP mantém domínio de internet do CV em complexos Sobrinho de cantora gospel é suspeito de matar o próprio tio a tiros no Rio Internet do CV: Mãe do rapper Oruam é presa em operação da PF no RJ Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ao todo, a PF busca cumprir 23 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.

Entre os presos está também o vereador do Rio Fabio Silva (Podemos) , preso em Londrina, no Paraná. A operação incluiu ainda um mandado de prisão contra Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, pai de Oruam, que já está encarcerado.

Até a última atualização, não havia confirmação de que o rapper fosse investigado neste inquérito.

Segundo a PF, integrantes do Comando Vermelho usavam armas e ameaças para impor o monopólio do fornecimento de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na zona Norte do Rio.

De acordo com as investigações, criminosos cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, além de impedir que técnicos realizassem reparos. A estratégia dificultava a atuação de empresas autorizadas e pressionava moradores e comerciantes a contratar os serviços de provedores ligados ao grupo.

Esses provedores, por sua vez, pagariam mensalmente uma espécie de taxa à facção para operar nos territórios dominados. Registros contábeis atribuídos à organização indicam que, em um único mês, a cobrança pelo serviço de internet representou mais de 40% da arrecadação do grupo no Complexo da Penha .

Para a PF, a exploração do serviço se tornou uma importante fonte de renda para a facção e também contribui para a disputa pelo controle territorial, já que as comunidades dominadas representam mercados de consumidores submetidos às regras impostas pelo grupo.

As apurações apontam ainda que um dos líderes históricos da facção, preso há quase três décadas e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continuaria a controlar atividades empresariais nos territórios dominados pelo grupo, com a participação de familiares e outras lideranças.

A operação determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, envolvendo 40 pessoas físicas e 42 empresas . Também foi ordenada a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, incluindo provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e negócios apontados como de fachada.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) será comunicada para avaliar a cassação das autorizações e a interdição dos serviços prestados pelas empresas investigadas. A PF informou que deverão ser adotadas medidas para garantir a continuidade do fornecimento de internet aos moradores das localidades afetadas.

Os investigados poderão responder por crimes como domínio social estruturado , extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

A Operação Backbone faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.

A defesa do vereador Fabio Silva afirmou que "não teve acesso aos autos e se manifestará apenas após o mesmo".

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos outros citados. O espaço está aberto para manifestações.

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