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Entenda: Obra de quase R$ 1 bilhão avança no Centro de Manaus; conheça a estrutura do novo porto

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 05:45
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Entenda: Obra de quase R$ 1 bilhão avança no Centro de Manaus; conheça a estrutura do novo porto
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Novo terminal terá 38 mil metros quadrados, capacidade para 3,5 milhões de passageiros por ano e estrutura adaptada às cheias e vazantes do Rio Negro; previsão de entrega é de 24 meses

As obras do novo Porto da Manaus Moderna, localizado no Centro de Manaus, avançaram nesta quinta-feira (22) com a instalação da primeira das 1.400 estacas que vão sustentar o empreendimento. A etapa foi acompanhada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo.

Com investimento estimado em quase R$ 1 bilhão, o projeto integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e prevê a construção de um complexo portuário destinado ao transporte de passageiros, cargas e encomendas entre Manaus e os municípios do interior do Amazonas.

Após acompanhar os trabalhos na área portuária, a comitiva seguiu para o Estaleiro Juruá, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. No local, foi realizado o corte da primeira chapa de aço naval, que será utilizada na fabricação das estruturas metálicas do novo terminal.

A construção será desenvolvida em diferentes frentes de trabalho, envolvendo tanto a instalação das estruturas na área da Manaus Moderna quanto a fabricação de componentes no setor naval.

Novo porto terá capacidade para 3,5 milhões de passageiros por ano

O projeto do novo Porto da Manaus Moderna prevê uma área de aproximadamente 38 mil metros quadrados, com capacidade estimada para atender até 3,5 milhões de passageiros anualmente.

A estrutura contará com terminal de passageiros, espaços destinados ao transporte de cargas e encomendas, cais flutuantes, pontes metálicas móveis, estacionamentos e áreas comerciais.

Também estão previstos restaurantes, espaços de convivência, mirante, playground e instalações administrativas e de fiscalização.

O empreendimento terá ainda estação de tratamento de esgoto, subestação de energia elétrica e estacionamento coberto com placas solares.

Uma das principais características do projeto será a adaptação às variações do nível do Rio Negro. A estrutura elevada, sustentada pelas 1.400 estacas, foi planejada para permitir a operação do terminal durante os períodos de cheia e vazante.

O complexo também terá capacidade para receber embarcações de grande porte, incluindo barcos com mais de 80 metros de comprimento.

Estruturas metálicas serão fabricadas em Iranduba

Parte dos componentes do novo terminal será produzida no Estaleiro Juruá, localizado no município de Iranduba.

A fabricação utilizará aproximadamente 16 mil toneladas de aço fornecidas pela Usiminas. O material será empregado na construção de nove módulos de cais, oito pontes metálicas de 50 metros, seis flutuantes intermediários e seis berços de apoio.

As estruturas serão utilizadas na operação de embarque e desembarque de passageiros e na movimentação de mercadorias.

A execução do empreendimento está sob responsabilidade do consórcio formado pela Construtora ETAM e pela Juruá Estaleiros e Navegação, com acompanhamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A previsão apresentada durante a visita técnica é de que o complexo seja concluído em 24 meses.

Projeto prevê unidade de saúde e base do Samu

Além das instalações destinadas ao transporte fluvial, o projeto prevê a implantação de serviços de saúde no novo complexo.

Segundo o senador Eduardo Braga, está prevista a instalação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) tipo 5 e de uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A proposta busca ampliar o atendimento à população que utiliza o terminal, incluindo passageiros vindos de municípios do interior para consultas, exames e tratamentos médicos na capital.

Outra medida anunciada é a previsão de acesso gratuito ao futuro porto para passageiros e veículos. De acordo com Braga, a cobrança deverá ocorrer apenas pelos serviços utilizados, conforme as regras de operação que ainda serão estabelecidas.

Obra integra projeto de revitalização do Centro de Manaus

A construção do novo Porto da Manaus Moderna também está relacionada a propostas de reorganização e revitalização da região central da capital amazonense.

Entre as intervenções previstas estão melhorias na circulação de veículos, reorganização das atividades comerciais e integração do terminal com a Feira da Banana e a Feira da Manaus Moderna.

O objetivo é melhorar as condições de embarque e desembarque, além de facilitar o transporte de mercadorias que abastecem Manaus e municípios do interior.

Atualmente, o transporte fluvial representa uma das principais formas de deslocamento entre comunidades e cidades amazonenses, especialmente em localidades que não possuem ligação rodoviária com a capital.

O senador Eduardo Braga participou das articulações para a inclusão do empreendimento entre as prioridades do Novo PAC, em conjunto com o senador Omar Aziz e representantes do governo federal.

Durante a visita, o ministro Tomé Franca destacou a participação de Braga nas negociações para viabilizar os recursos destinados à construção.

Segundo o ministro, o investimento busca melhorar as condições de segurança, acessibilidade e conforto para os usuários do transporte fluvial.

Braga afirmou que o novo Porto da Manaus Moderna deverá se tornar o maior porto de beira de rio da América do Sul, considerando as características previstas no projeto.

A expectativa apresentada pelos responsáveis é de que o empreendimento amplie a capacidade operacional do terminal, melhore o atendimento aos passageiros e contribua para o abastecimento das cidades do interior do Amazonas.

Com a instalação das primeiras estacas e o início da fabricação das estruturas metálicas, o projeto entra em uma nova fase de execução, mantendo a previsão anunciada de conclusão em dois anos.

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