URGENTE
Voltar para a página inicial

Entenda: O livro mais triste do mundo e a necessidade de cultivar o desencanto

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 8 de novembro de 2026 às 10:40
69.913 visualizações
Entenda: O livro mais triste do mundo e a necessidade de cultivar o desencanto
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

O livro mais triste do mundo e a necessidade de cultivar o desencanto Convivemos com a desumanização todos os dias e não podemos fingir nem fugir

Fragmento da capa de 'A Desumanização', de Valter Hugo Mãe, em edição da Cosac & Naify lançada no Brasil em 2014 Apoie Siga-nos no let intervalNews = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.s-content__share--news')) return; clearInterval(intervalNews); document.querySelector('.s-content__share--news').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Google Discover', { 'event_category': 'googleNews', 'event_action': 'click', 'event_label': "o-livro-mais-triste-do-mundo-e-a-necessidade-de-cultivar-o-desencanto" }); }) }, 500); let intervalApoio = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.support-btn')) return; clearInterval(intervalApoio); document.querySelector('.support-btn').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Apoio', { 'event_category': 'Apoio', 'event_action': 'click', 'event_label': "o-livro-mais-triste-do-mundo-e-a-necessidade-de-cultivar-o-desencanto" }); }) }, 100);!function(){let e=document.createElement("script");e.src="https://readme.ai/static/widget/cartacapital.js",document.body.appendChild(e)}(); O livro mais triste do mundo é A Desumanização, do Valter Hugo Mãe. O segundo é Trilogia, do Jon Fosse. São duas de minhas obras favoritas, por dezenas de motivos, também pelo fato de serem tristes.

Quando tinha 20 anos, queria ser feliz o tempo todo, beliscar o impossível, e convivia com pensamentos recorrentes sobre o porquê de gostar de coisas tristes, músicas, livros, filmes, pessoas, olhares. Não sabia se era de dentro para fora (consumir como um reflexo de meus sentimentos) ou o contrário (assimilação me tornando melancólico).

Aqui não é lugar para teorias e estudos psicológicos, nem tenho base para entrar em algo assim. Três décadas depois, meu veredito pessoal é: despir o mundo da tristeza é enxergar com miopia, é perder a chance de se envolver com o mais profundo da existência, é deixar de ser humano.

Porque existe um senso equivocado de que viver bem é exalar felicidade. Ninguém é assim nem será. Alegria é delícia, e passa. O Sol afunda no horizonte e depois há a noite, todos os dias a efemeridade das cores dá lugar ao breu. Tristeza também some, mas não é volátil como a felicidade. Deixa marcas profundas, carimba lições na testa. Não há vida sem desencanto e é preciso vive-lo para não estar em fuga constante.

A literatura é a arte mais triste do mundo. Acredito muito pouco que um livro sirva para fazer rir. Ele existe para pensar, aprofundar, questionar, encontrar pontos inacessíveis dentro de cada um, locais que passam, irremediavelmente, por desconforto, dor e tristeza. A música não é assim, faz-se canções apenas de sorrisos. O cinema, idem. O teatro. A dança. As artes plásticas. A literatura é triste, tristíssima.

Não confunda: estar triste é aprender a morar no mundo. É entender que deus, se existe, carrega em si um tanto de demônio. Estar triste é se afastar da idiotice. É aprender o valor de chorar. É se entregar ao abismo inevitável.

Coloque o desencanto no bolso e leve-o para passear no parque, sentado em um banco, olhando o pôr do sol até o último ponto de luz sumir. Na tentativa de entender as coisas, um pouco, bem pouco, ou nada, aprende-se. Como a pequena Halla de Valter Hugo Mãe vivenciando a tristeza profunda pela morte da irmã. Entendo bem pouco, ou nada. Convivemos com a desumanização todos os dias e não podemos fingir nem fugir. A literatura vem e nos salva.

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

#Internacional#Cultura
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas

No Ar · Ao Vivo

TV Empire — Programação ao Vivo

Acompanhe nossa programação exclusiva em tempo real: jornalismo regional, coberturas especiais, política, economia e entrevistas com grandes personalidades.

Dica de reprodução: Se o vídeo não iniciar automaticamente, dê 1 clique sobre a tela do player para liberar a transmissão e o áudio.
Transmissão oficial Empire Magazine & Empire Cidades
Dica: clique no botão de tela cheia no canto inferior direito do player para expandir
EMPIREFLIXApresentadores & Programas

Catálogo de Estrelas da EmpireFlix

Clique na capa para assistir aos episódios e conteúdos exclusivos de cada apresentador