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Entenda: O jeito como seus pais reagiam às suas notas ainda aparece no trabalho, diz coach

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 19:20
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Entenda: O jeito como seus pais reagiam às suas notas ainda aparece no trabalho, diz coach
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O jeito como seus pais reagiam às suas notas ainda aparece no trabalho, diz coach Para coach que acompanhou mais de 200 famílias, a reação dos pais ao erro pesa mais do que notas e medalhas Raphaela Seixas Redatora

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 15h37 .

Priorizar nos meus resultados Google Boas notas, vitórias no esporte e quarto arrumado costumam ser a régua de quem quer criar filhos bem-sucedidos.

Para a coach de parentalidade Reem Raouda , que diz ter trabalhado com mais de 200 famílias , as lições que mais pesam para uma vida adulta plena têm pouco a ver com conquistas. Em artigo publicado na CNBC Make It, ela lista seis mensagens que os pais de crianças confiantes e resilientes transmitem desde cedo.

Segundo Raouda, essas mensagens não chegam em conversas solenes. As crianças as absorvem em momentos comuns do dia: na reação dos pais quando elas têm dificuldade, falham, discordam, decepcionam ou simplesmente se tornam alguém diferente do que os adultos imaginavam.

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A primeira lição é que o fracasso não muda quem a criança é para os pais. Raouda lembra que os filhos observam o rosto dos adultos quando sai a nota e percebem se eles parecem mais orgulhosos depois de uma vitória e mais distantes depois de uma derrota.

A troca que ela sugere é simples. Em vez de perguntar “Por que você não estudou mais?”, os pais podem dizer: “Eu sei que você queria um resultado diferente. Como você se sente em relação a isso?”.

Quando a criança sabe que um resultado ruim não muda o olhar dos pais, ela não precisa ter tanto medo de errar. O fracasso deixa de ser algo a esconder e vira algo com que aprender.

Se ser “bom” significa agradar aos outros, qualquer decepção alheia pode soar como prova de que a criança fez algo errado. O risco, segundo a coach, é que ela aprenda a ler o ambiente antes de aprender a ler a si mesma.

Uma frase ajuda a desfazer essa associação: “Alguém pode ficar decepcionado com a sua escolha, e ela ainda pode ser a escolha certa para você”. Confiar em si mesmo diante da discordância, escreve Raouda, faz diferença mais tarde com amigos, parceiros e chefes.

Até rótulos positivos pesam. Frases como “você é tão inteligente”, “você é o atleta da família” ou “você é o responsável” podem ser ouvidas como uma exigência silenciosa: é isso que preciso continuar sendo.

A partir daí, uma nota mediana deixa de ser só uma nota. Ser cortado do time deixa de ser só uma decepção e passa a parecer a perda de um pedaço da própria identidade.

A saída é olhar para o esforço por trás da conquista. “Você continuou tentando mesmo quando ficou difícil”, sugere Raouda. Separar o que a criança conquista de quem ela é abre espaço para que se torne mais do que aquilo em que é boa hoje.

A quarta lição é que dá para discordar de alguém, ou ficar com raiva, e continuar sendo amado. Isso não significa deixar a criança decidir tudo. Os pais podem manter um limite e seguir conectados ao mesmo tempo: “Você tem o direito de ficar bravo com a minha decisão. A resposta continua sendo não, e nós continuamos bem”.

Para a coach, a criança não deveria ter de escolher entre ter voz e se sentir próxima dos pais. Quem aprende em casa que precisa abrir mão da própria voz para manter o vínculo tende a ter mais dificuldade de dizer não em qualquer outro lugar.

O instinto dos pais costuma ser resolver, tranquilizar, distrair ou garantir que tudo vai ficar bem. Às vezes, a criança precisa de algo mais simples. “Isso é difícil. Estou aqui”, propõe Raouda.

A ideia é ensinar que sentir-se mal não significa que algo deu errado. A criança pode passar vergonha e superar, ficar nervosa e ainda assim entrar na sala. Ficar ao lado dela durante o desconforto, em vez de resgatá-la, é o que permite que descubra que dá conta.

A última lição responde a um mundo que mede tudo: notas, times, rankings e curtidas, e depois processos seletivos, ofertas de emprego e avaliações de desempenho. Lá fora, a pergunta será sempre o que a pessoa é capaz de fazer. Em casa, segundo a coach, a resposta precisa ser um sim enfático a outra pergunta: eu ainda importo quando não há nada para comemorar?

Às vezes, ajuda dizer isso com todas as letras: “Adoro ver você ter sucesso. Mas você nunca precisa me impressionar para ser bem-vindo aqui”. As conquistas devem somar à vida da criança, escreve Raouda, e nunca ser o único motivo para ela se sentir valiosa.

A lista foi escrita para pais, mas descreve habilidades que a vida adulta cobra de novo, com outros nomes: receber uma avaliação ruim sem desmoronar, discordar de um gestor sem romper a relação, atravessar a ansiedade antes de uma apresentação. Autoconhecimento, autogestão e empatia são a base da inteligência emocional, e podem ser desenvolvidos em qualquer fase da vida.

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Antes de aprender a vencer, uma criança precisa saber que continua importando quando perde.

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