URGENTE
Voltar para a página inicial

Entenda: “Medicina não é negócio”, diz Ludhmila ao defender OAB da Medicina

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 7 de novembro de 2026 às 12:59
72.298 visualizações
Entenda: “Medicina não é negócio”, diz Ludhmila ao defender OAB da Medicina
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Médica criticou faculdades que oferecem formação inadequada e relatou receber profissionais já formados sem experiência em atendimentos de emergência; fala foi durante sanção de exame para exercício da medicina

> copiar link --> Ludhmila Hajjar criticou a formação oferecida por faculdades de medicina e afirmou que os alunos são as principais vítimas do ensino inadequado Sergio Lima/Poder360 - 7.jan.2026 PODER360 7.nov.2026 (sábado) - 12h59 Priorize o Poder no Google A médica e professora Ludhmila Hajjar criticou, na 6ª feira (6.nov.2026), a qualidade da formação médica no Brasil e defendeu a criação de mecanismos para avaliar os estudantes durante a graduação. Segundo ela, há profissionais que concluem o curso sem experiência em atendimentos de emergência, como paradas cardíacas.

A declaração foi dada durante a cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que estabelece a aprovação no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) como requisito para a obtenção do registro profissional de médico. A avaliação foi apelidada de “OAB da Medicina”, em referência ao exame exigido para o exercício da advocacia. Leia a íntegra da Lei 15.527 de 2026 (PDF – 375 kB), que estabeleceu o exame obrigatório.

“Eu tenho certeza de que aquela mãe lá no interior, ao levar o seu filho, não vai sofrer uma iatrogenia, porque ali terá um médico capacitado e a escola que agiu como um negócio terá sido fechada, porque medicina não é negócio”, declarou.

Iatrogenia é o termo utilizado para designar danos à saúde provocados por intervenções médicas, incluindo complicações decorrentes de procedimentos, tratamentos ou erros na assistência.

Ludhmila afirmou que, em sua experiência como professora, tem observado um agravamento das deficiências na preparação dos profissionais.

“Nos últimos 3 anos, eu vivo o período no qual eu mais me assusto com os médicos que eu treino. Eles vêm muitas vezes já formados, sem ter nunca atendido uma parada cardíaca, sem ter nunca visto um paciente em choque circulatório, sem ter nunca atendido um paciente que precisava de uma ventilação mecânica”, disse.

A médica também criticou a estrutura de determinadas instituições de ensino. Segundo ela, há faculdades que não dispõem de hospitais adequados para a formação prática dos estudantes nem de professores suficientemente qualificados.

“Nós vivemos as consequências desse período de moratória e de inúmeras escolas que nem sequer têm um hospital, que nem sequer têm um professor com doutorado, com capacitação para escutar aquele aluno, para ensinar aquele aluno”, afirmou.

A referência foi ao período de restrições à abertura de novos cursos de medicina, durante o qual instituições também recorreram à Justiça para obter autorização de funcionamento ou ampliação de vagas.

Ludhmila defendeu que as avaliações sejam realizadas ao longo da graduação, e não apenas no momento em que o estudante conclui o curso.

Para ela, o modelo permitirá identificar deficiências no aprendizado antes que o profissional comece a atender pacientes.

“Nós não queremos só uma prova tipo OAB da medicina. O aluno não é culpado pela formação inadequada. O aluno muitas vezes é a principal vítima”, declarou.

A médica afirmou que a aplicação de exames no 2º, no 4º e no 6º ano permitirá acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e corrigir problemas durante a formação.

“Quando nós fazemos um teste de progresso, no 2º ano, no 4º ano e no 6º ano, nós temos tempo de corrigir a rota do aprendizado”, disse.

Segundo Ludhmila, a realização de uma única prova ao final da graduação teria efeito limitado sobre a qualidade do ensino.

“Quando nós simplesmente fazemos uma prova na saída, isso vai gerar muito pouco benefício para a sociedade. Eu quero é corrigir a rota de formação do aluno e eu quero que, ao se formar, ele tenha as competências que a sociedade busca no médico”, afirmou.

Ela também ressaltou que os estudantes e suas famílias investem recursos na formação e podem ser prejudicados quando as instituições não oferecem ensino adequado.

Durante o discurso, Ludhmila projetou que a implementação do novo modelo de avaliação poderá resultar no fechamento de escolas médicas nos próximos anos.

“Eu garanto que esses próximos anos de implementação serão anos ainda mais importantes, porque juntos nós iremos aperfeiçoar em tempo real e nós, daqui a 2, 3 anos, teremos fechado escolas médicas”, afirmou.

A médica citou o Enamed aplicado em 2025 como instrumento para identificar problemas na qualidade dos cursos. A avaliação já existia, mas a nova legislação amplia seu alcance ao estabelecer provas ao longo da graduação e vincular o desempenho à obtenção do registro profissional.

O fechamento de instituições, no entanto, não é automático. Cursos com desempenho insatisfatório poderão ser submetidos a processos de supervisão e medidas administrativas, conforme as regras aplicáveis.

Ludhmila também destacou a importância da participação do MEC (Ministério da Educação), do Ministério da Saúde e do CFM (Conselho Federal de Medicina) na avaliação da formação médica.

“Hoje a gente inaugura uma nova era na medicina, quando se unem o Legislativo, o Executivo, o Conselho Federal de Medicina e a sociedade brasileira”, declarou.

O resultado considerará o desempenho nas 3 etapas, com maior peso para a avaliação final. Os critérios de pontuação e o desempenho mínimo exigido serão definidos pela comissão responsável pelo exame.

A exigência de aprovação para o registro profissional será aplicada aos estudantes que ingressaram na graduação a partir de 19 de junho de 2026, data da publicação da medida provisória que deu origem à lei.

Os alunos que já estavam matriculados antes dessa data não precisarão cumprir a nova exigência para obter o registro.

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a avaliação terá efeitos também sobre as instituições de ensino, ao permitir a identificação de cursos com desempenho insatisfatório.

Segundo ele, as medidas poderão incluir redução de vagas, restrições à abertura de novas turmas e suspensão de processos seletivos, conforme os procedimentos de supervisão.

Ludhmila afirmou que o objetivo deve ir além da aprovação em uma prova. Para ela, a formação médica precisa garantir tanto o conhecimento técnico quanto a capacidade de atendimento humanizado.

“A gente quer do médico a competência, a gente quer ser tratado como centro da responsabilidade, que é o paciente. Nós queremos humanismo e dedicação”, declarou.

#Belém#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas

No Ar · Ao Vivo

TV Empire — Programação ao Vivo

Acompanhe nossa programação exclusiva em tempo real: jornalismo regional, coberturas especiais, política, economia e entrevistas com grandes personalidades.

Dica de reprodução: Se o vídeo não iniciar automaticamente, dê 1 clique sobre a tela do player para liberar a transmissão e o áudio.
Transmissão oficial Empire Magazine & Empire Cidades
Dica: clique no botão de tela cheia no canto inferior direito do player para expandir
EMPIREFLIXApresentadores & Programas

Catálogo de Estrelas da EmpireFlix

Clique na capa para assistir aos episódios e conteúdos exclusivos de cada apresentador