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Entenda: Mais de 3 milhões de adolescentes estão com vacinação da dengue incompleta

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 18:18
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Entenda: Mais de 3 milhões de adolescentes estão com vacinação da dengue incompleta
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Quase 4 milhões de doses da vacina contra a dengue que foram enviadas aos municípios de todo o Brasil continuam sem uso. Enquanto isso, mais de 3 milhões de adolescentes tomaram só a primeira dose e ainda não completaram o esquema vacinal com a segunda etapa do imunizante.

Os números foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, no Rio de Janeiro, na semana passada. Até agora, foram aplicadas mais de 11,8 milhões de doses, sendo 7,6 milhões como primeira e 4,2 milhões como segunda.

Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal para que a pessoa entre na sazonalidade protegida A proteção completa contra a dengue só vem com a segunda dose da vacina, que deve ser aplicada três meses depois da primeira.

Mudanças climáticas impulsionam o avanço da dengue no Brasil, aponta estudo Pernambuco registra seis mortes por dengue em 2026 Calor extremo aumenta risco de doenças respiratórias em bebês; entenda Vacina está disponível em todo o país A vacinação começou pelos municípios mais afetados e hoje já acontece em todo o Brasil pelo SUS. O público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa em que o risco de desenvolver a forma grave da doença é maior.

A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, “até um desejo”, segundo o diretor. Mas ela depende de cuidados operacionais, orçamentários e de segurança.

A vacina usada é a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. A aplicação da vacina produzida pelo Instituto Butantan continua suspensa desde junho. A decisão do Ministério da Saúde veio depois de três casos de dengue grave após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

A necessidade de ampliar a vacinação chega em um momento sensível. O El Niño, considerado um dos mais devastadores das últimas décadas, teve início no segundo semestre de 2026 e deve provocar 44% dias a mais de calor extremo do que seria esperado em um ano normal.

No verão, os casos de dengue costumam subir, pois o clima favorece a ploriferação do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em lugares úmidos e quentes. Por isso, o ideal é se vacinar fora do período de pico da doença, para chegar a esta época do ano já protegido.

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