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Entenda: Mais de 100 pessoas deixaram casa de acolhida por condições precárias, diz PM

Parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230.De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 15:25
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Entenda: Mais de 100 pessoas deixaram casa de acolhida por condições precárias, diz PM
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Mais de 100 pessoas que deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, na quinta-feira (22), saíram do local por causa das condições precárias, segundo informações da Polícia Militar. Parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230.

De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas.

Questionado sobre quais seriam essas condições, o oficial citou as instalações, a alimentação e o tratamento recebido pelas pessoas, mas não detalhou cada um desses pontos.

Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las. O oficial também afirmou que a situação ocorreu sem depredação ou violência por parte do grupo e que as pessoas estavam tranquilas.

Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou à TV Cabo Branco que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído.

"Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares", disse.

Dorgivan afirmou à TV Cabo Branco que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco. Segundo o proprietário, as pessoas começaram a chegar na quarta-feira (21) e, na quinta-feira, o local chegou a receber cerca de 160 pessoas.

“O nosso espaço estava disponível para locação, então fomos procurados para eles abrirem uma filial da clínica. Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente, em média 160 pessoas. Eu procurei ele e disse que aqui não ia comportar essa quantidade de pessoas”, relat ou.

À TV Cabo Branco, o grupo que estava instalado na casa relatou que a instituição alegou não ter condições de mantê-lo e relataram ter sofrido maus-tratos. Uma das pessoas que estavam no espaço relatou que os familiares não sabiam que ela havia sido levada para Santa Rita e acreditavam que ela ainda estava em Pernambuco.

O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa.

Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.

#João Pessoa#Polícia
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