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Entenda: Lula cogita nomear primeira mulher para o Ministério da Defesa; conheça a favorita

(Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Hisaac Gomes/Flickr/MD) Atual secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo foi indicada pelo atual ministro José Mú

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 19:40
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Entenda: Lula cogita nomear primeira mulher para o Ministério da Defesa; conheça a favorita
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Ministério da Defesa pode ser comandado por uma mulher pela primeira vez desde sua criação, em 1999, no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A atual secretária-geral da pasta Cinara Wagner Fredo foi indicada pelo ministro José Múcio Monteiro para sucedê-lo. Múcio não deverá permanecer no governo em 2027 por vontade própria.

A principal vantagem de Cinara, na avaliação de José Múcio, é o conhecimento que já possui sobre o funcionamento do Ministério da Defesa e o relacionamento construído com a cúpula militar.

O atual ministro considera que ela reúne experiência administrativa, conhecimento técnico e trânsito entre os integrantes das Forças Armadas. A escolha também evitaria uma mudança brusca na condução da pasta.

A possibilidade de nomear uma mulher civil para o comando da Defesa tem significado político para o governo. Desde a criação do ministério, todos os titulares foram homens.

A eventual indicação também seria um gesto de valorização da participação feminina nas instituições militares. A partir de 2026, as Forças Armadas passaram a permitir o alistamento voluntário de mulheres para o serviço militar inicial, ampliando a presença feminina na estrutura de Defesa do país.

Lula ainda não tomou uma decisão. O presidente avalia outros nomes e também considera mudar os comandantes das Forças Armadas. Por isso, pretende ouvir a opinião dos atuais chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica, e seus principais interlocutores políticos, antes de anunciar um novo ministro.

Cinara Wagner Fredo é servidora pública de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ), onde ocupa o cargo efetivo de técnica do Seguro Social. Sua trajetória profissional é marcada pela atuação em áreas administrativas e de gestão da administração pública federal.

Formada em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), ela tem mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Também possui formação internacional em Direção e Gestão de Sistemas de Seguridade Social e em Direção e Gestão de Planos e Fundos de Pensão, pela Universidade de Alcalá, na Espanha.

Na área de Defesa, especializou-se em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola Superior de Guerra (ESG), instituição vinculada ao Ministério da Defesa.

Antes de chegar ao posto atual, Cinara acumulou passagens por diferentes órgãos do governo federal. Entre 2016 e 2017, foi secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social. Na sequência, ocupou a Subsecretaria de Gestão da Previdência, entre 2017 e 2019, e a Subsecretaria de Assuntos Corporativos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, entre 2019 e 2021.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, também trabalhou no Ministério da Cidadania, onde foi secretária-executiva adjunta entre 2021 e 2022.

Em 2023, passou pela Secretaria de Governo Digital, como chefe da Assessoria de Apoio à Gestão. No mesmo ano, ingressou na estrutura do Ministério da Defesa como secretária-geral adjunta, função que exerceu até 2025. Posteriormente, assumiu o comando da Secretaria-Geral da pasta.

Se escolhida, Cinara Wagner Fredo terá pela frente o desafio de comandar uma estrutura estratégica do governo federal, responsável pela coordenação das políticas de Defesa Nacional e pela articulação institucional com as três Forças Armadas.

Embora Cinara seja considerada favorita de José Múcio, os nomes de outras mulheres também aparecem nas conversas sobre a sucessão.

Um deles é o da ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM). Ela foi a primeira mulher a assumir a presidência da Corte Militar e tem experiência na área jurídica relacionada às Forças Armadas.

Outro nome mencionado é o da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet. Com perfil político moderado e capacidade de diálogo com diferentes setores, ela também aparece entre as possibilidades avaliadas por interlocutores do governo.

A escolha, entretanto, ainda depende de conversas de Lula com seus auxiliares e com os comandantes das três Forças. O presidente não pretende fazer uma indicação que provoque resistência significativa entre os militares.

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