Entenda: Lembra dele? Campeão mundial, Lenísio usa lições do futsal para mudar de profissão aos 50 anos
Um dos maiores pivôs da história do futsal brasileiro e campeão mundial em 2008, o agora ex-jogador aproveita a experiência que obteve dentro da quadra para imp
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FS%2Fi%2FZK7BCoS1qnHuGQBDUhEA%2F20261021-132818.jpg&w=3840&q=75)
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisBelém — Conforme acompanhado na região, lenísio relembra título mundial em 2008 e se emociona: ‘Melhor momento da minha vida” Depois de duas décadas dando trabalho para defesas pelo mundo, Lenísio hoje ataca o mercado imobiliário.
O caso chamou atenção recentemente no município de Belém e região. Um dos maiores pivôs da história do futsal brasileiro e campeão mundial em 2008, o agora ex-jogador aproveita a experiência que obteve dentro da quadra para impulsionar a mudança de carreira, iniciada aos 50 anos. Em entrevista ao ge no dia em que completa meio século de vida, Lenísio relembrou os momentos mais marcantes da trajetória como jogador e explicou como o esporte o ajuda na transição profissional. O ex-pivô também recordou a passagem pelo time de campo do Atlético-MG, contou sobre a relação com Carlos Alberto Parreira e revelou bastidores do título da Copa do Mundo: "Momento mais especial da minha vida". Ex-Galo, Batista é pastor em BH e foi de 'quase pianista' a medalhista olímpico pela Seleção Lenísio, ex-jogador de futsal, campeão da Copa do Mundo de 2008 Luís Fellipe Borges/ge Com anos de dedicação ao esporte, o cuiabano decidiu explorar um novo ramo em 2026. Inspirado na esposa Andrea e convidado por amigos, o ex-jogador se capacitou para trabalhar no mercado imobiliário e atua há dois meses em uma empresa que assessora construtoras no lançamento de empreendimentos em Uberlândia. — A gente acaba tendo contato com as construtoras, com as imobiliárias, com os corretores, é um outro tipo de trabalho. É muito novo para mim também, mas estou muito feliz com o desafio. Não é nada diferente do esporte, a gente só tem que saber as regras do jogo. É só identificar realmente quem é o adversário, qual é a competição, qual é o objetivo, qual o gol que você vai fazer, o gol que você tem que defender. É assim que eu levo minha vida — explicou. "Eu vivi 20 anos da minha vida só no futsal, me dediquei muito, renunciei muitas coisas para estar no futsal, e eu acredito que essas experiências são importantes". A vasta bagagem no futsal, no entanto, não é desperdiçada. Lenísio aponta que a preocupação com os dados — algo comum na nova rotina - o acompanha desde a época dele como jogador, vivida em um período em que a estatística ainda não era valorizada na formação e no dia a dia dos atletas. — Eu gosto muito da área de análise de dados, e isso foi fundamental na minha carreira, porque eu sempre fui muito observador. Eu via a maneira como o goleiro se portava, com quem eu atuava, com quem eu interagia. Tudo isso fez parte da minha vida, da minha carreira. "Na época, era muito empírico, era caneta e papel. Muitas vezes, eu fazia análise ali comigo mesmo, de alguns dados, algumas informações. Mas era muito manual, não era tecnológico como é hoje". Lenísio com a camisa da seleção brasileira Divulgação — No futsal, você tem que tomar muitas decisões muito rápidas. E quanto mais informações você possui, mais repertório você tem, e fica melhor tomar as decisões. O meu grande diferencial realmente foi poder observar, antecipar uma jogada. Quanto antes você antecipa, você ganha um, dois, três segundos a mais, e isso impacta diretamente no resultado de uma decisão — acrescentou. Aposentado das quadras desde 2012, Lenísio se formou em Educação Física e cursou pós-graduação em treinamento de futsal. O ex-pivô integrou as comissões técnicas de Jaraguá e Corinthians, no futsal, e foi analista de desempenho do Uberlândia Esporte Clube, no campo, em 2026. Com a visão do lado de fora das quadras, ele afirma torcer para que a análise de dados se torne um foco cada vez maior para as equipes no Brasil. — Se eu pudesse escolher um sonho para o futsal, é que as pessoas olhassem para essa área com um pouco mais de carinho, um pouco mais de amor, e que fosse tão importante como é a parte da preparação física, a parte técnica com os treinadores, a parte de gestão, a parte psicológica, a parte nutricional — destacou. Lenísio trabalhou como analista de desempenho no Uberlândia Giovanni Mendes/UEC Enquanto se redescobre na nova profissão, Lenísio não descarta voltar a trabalhar com futsal e disse sentir gratidão por tudo que construiu no esporte. — Sempre que eu posso e sempre que eu sou chamado, não é um convite, é uma obrigação que eu tenho com a minha modalidade. É uma convocação, porque tudo que eu tenho, eu devo ao futsal. Não é só a parte material, a parte financeira. Mas os valores, tudo que eu vivi. Foram 20 anos no futsal, eu tenho obrigação em contribuir e ajudar. "O futsal sempre foi minha vida, é uma paixão à primeira vista. Para mim foi muito mágico, e desde o primeiro dia que eu entrei numa quadra, eu não quis sair". Campeão mundial, Lenísio usa lições do futsal para encarar carreira no mercado imobiliário Início no futsal e chance no Atlético-MG de Parreira Natural de Cuiabá, Lenísio morou em várias cidades do Brasil por conta do trabalho do pai em uma empresa de ônibus. Entre Presidente Prudente, Uberlândia e Araçatuba, o menino descobriu a paixão pelo futsal e alimentou o sonho de jogar bola. — Minha mãe fala que eu nasci com uma bola na mão. Eu sempre tive esse sonho de me tornar um atleta profissional, e o futsal complementou o que eu gostava na época. No futsal, a gente pega muitas vezes na bola, tem muitas oportunidades de gol, é muito dinâmico, é muito rápido. Eu tive várias oportunidades para estar no futebol de campo, mas o que me fez apaixonar pelo futsal foi o dinamismo e as oportunidades que eu tive, de estar na hora certa, no lugar certo, com as pessoas certas — relembrou. Vincius e Lenísio categorias de base Araçatuba Reprodução Facebook Lenísio despontou para o futsal brasileiro no time histórico do Atlético-MG no final dos anos 1990, que também contava com Falcão e Manoel Tobias. Em 2000, o pivô foi o artilheiro da Liga Nacional com incríveis 50 gols e chamou a atenção do time de campo do Galo. Na época, o Atlético era comandado por Carlos Alberto Parreira, que treinou Lenísio ao lado de Marques, Guilherme e Veloso, entre outros nomes. O pivô passou três meses com o elenco, mas optou por retornar às quadras. Mesmo assim, levou consigo as lições que aprendeu com o treinador. "Algumas pessoas falavam que eu poderia permanecer no futebol, mas eu, dentro de mim, achava que não estava no nível do Atlético Mineiro, até porque era um nível muito alto". Carlos Alberto Parreira no Atlético-MG, em 2000 TV Globo — O Parreira tinha muito conhecimento do futsal. Ele considerava também o futsal muito importante como formador dos atletas. A gente tinha uma relação muito legal. Fui muito bem recebido por ele. E aprendi muito, principalmente sobre gestão de grupo — contou. Apesar da passagem curta nos gramados, Lenísio fez valer a fama de artilheiro e balançou as redes pelo Galo em um amistoso contra o Independente Vespasiano, vencido pelo Atlético por 4 a 1. O ge não encontrou vídeos que mostrem o lance, mas o autor da jogada garante que foi um golaço típico de futsal. — Eu tenho uma característica de fazer um gol por cobertura no futsal, e esse gol foi uma cavadinha também. Colocaram a bola entre os zagueiros, e eu acabei tendo a felicidade de fazer um gol de cavada, que era uma característica que eu tinha no futsal e consegui replicar ela no futebol — detalhou Lenísio. Campeão mundial ao lado do irmão Vinícius relembra bastidores da conquista do Mundial de Futsal 2008 A escolha pelo futsal em definitivo rendeu frutos a Lenísio, que construiu uma carreira vitoriosa e se consagrou como um dos maiores artilheiros da modalidade. Ao todo, o ex-pivô foi o maior goleador da Liga Nacional em cinco oportunidades. O sucesso no Brasil o levou ao futsal europeu. Na Espanha, foi artilheiro e eleito o melhor jogador da liga em três oportunidades, com passagens pelos times de Murcia e Cartagena. Lenísio vestiu a camisa da Seleção Brasileira Divulgação/LNF Para Lenísio, o ponto mais alto da carreira aconteceu em 2008. Ao lado de nomes históricos do futsal brasileiro - como Falcão, Schumacher, Tiago e companhia - e do irmão mais novo, Vinícius, que era o capitão do time, ele foi campeão da Copa do Mundo de Futsal no Rio de Janeiro. — O Brasil vai continuar sendo campeão mundial, favorito, uma referência na nossa modalidade. Mas jogar uma Copa do Mundo no Brasil, com a sua família, os seus amigos, com o seu irmão de capitão, é realmente um privilégio para poucos — disse o ex-pivô. "Eu tive esse privilégio de me tornar campeão mundial com o meu irmão. Com certeza, é o momento mais especial da minha vida". Brasil campeão mundial de futsal 2008 Foto-net Na decisão, o Brasil bateu a Espanha nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo normal no Maracanãzinho. A euforia com o título foi tamanha que Lenísio não resistiu: levou para casa, escondido, a bola usada na conquista da Seleção. — Quando o Franklin faz a defesa, todo mundo vai comemorar com o Franklin, e a bola vem, vem, vem, e para na minha mão. Eu consigo pegar a bola, escondi, já dei para o meu pai, ele conseguiu esconder também. O pessoal foi atrás da bola, mas a gente conseguiu negociar, e ela ficou comigo durante muitos anos. Depois, eu doei para um amigo que tem uma clínica de fisioterapia lá em Jaraguá do Sul— contou. Os anos de convívio na seleção e de encontros por clubes fortaleceram a união dos membros daquele time, que mantém contato até hoje, segundo Lenísio. — A gente tem uma relação bem legal, e é sempre muito especial quando a gente encontra e relembra. Agora o papo é outro. Qual é a lesão que cada um tem, quantos quilos acima, se o pessoal está careca ou não. É bem legal, é bem divertido — disse. Lenísio presenteou amigo com bola da final da Copa do Mundo de 2008 Redes sociais Paixão familiar Após o título mundial, Lenísio jogou por mais quatro anos em alto nível. Em 2012, no entanto, uma lesão grave no joelho forçou o pivô a encerrar a carreira aos 36 anos. — Eu tive duas cirurgias no joelho e, na segunda cirurgia, eu não consegui me recuperar. Tive um problema de cartilagem, hoje eu tenho uma artrose — contou o ex-atleta. Lenísio, Manoel Tobias e Falcão no Atlético-MG futsal Reprodução "Eu não me arrependo de nada. A gente tem que tomar as decisões quando tem que tomar. Olhando para trás, não me faltou nada com relação a títulos, conquistas. Os sonhos que eu tinha, eu consegui realizar". A paixão pelo futsal, compartilhada com o irmão Vinícius, também foi transmitida para os filhos de Lenísio após a aposentadoria. O mais velho, Vini Lanza, seguiu os passos do pai e joga no futsal europeu. A mais nova, Letícia, cursa design gráfico e atua no mercado audiovisual com foco em esportes. Vini Lanza; ala; Pulo Futsal Pulo Futsal/Divulgação Com 50 anos completos e uma bagagem repleta de lições, Lenísio espera inspirar os filhos, também, a crescerem como pessoas. — Meu sonho é poder ter saúde e me tornar um ser humano melhor, ajudar as pessoas que precisam, ter capacidade de ser útil para as pessoas. A gente muda com o passar do tempo. Quando a gente é mais novo, a gente pensa nas nossas conquistas, nos nossos sonhos, nos nossos objetivos — afirmou. "Os 50 anos te trazem isso: na verdade, a vida é para o outro. A gente consegue se doar para o outro, ser uma pessoa melhor para o outro, ajudar o próximo". Lenísio ao lado da família Arquivo pessoal
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Polícia apura se avião que caiu em MT era usado no tráfico internacional de drogas
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Atualização: Trump diz que EUA vão ‘cuidar de Cuba’ depois de lidarem com o Irã
No mês anterior, Trump havia previsto que Washington e Havana chegariam […]
Panorama: Flávia aposta na ousadia do FC Estadual por título inédito do Capixaba Feminino
O time vem sendo uma verdadeira “pedra no sapato” do clube representante de Vitória, levando a melhor nos confrontos recentes entre as duas equipes.


%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fc%2FX%2F9n90e9RF6pBFD6LBGlrQ%2Fnovo-projeto-20-.png&w=3840&q=75)