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Entenda: Ibovespa subiu 7% entre 1º e 2º turno da eleição; veja as ações que mais ganharam

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 22:35
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Entenda: Ibovespa subiu 7% entre 1º e 2º turno da eleição; veja as ações que mais ganharam
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ibovespa subiu 7% entre 1º e 2º turno da eleição; veja as ações que mais ganharam Rali foi impulsionado pela reação do mercado ao resultado do primeiro turno e pelas apostas em uma mudança de governo; varejistas lideraram os ganhos Ibovespa: o principal índice da B3 passou de 187.197 pontos em 1º de outubro para 205.082,56 pontos nesta sexta-feira, 23 (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 18h45 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira B3, subiu 6,75% entre 2 e 23 de outubro, antes do segundo turno das eleições presidenciais. O rali eleitoral ganhou força após Flávio Bolsonaro liderar o primeiro turno contra Luiz Inácio Lula da Silva. Magazine Luiza avançou 66,75%, enquanto WEG caiu 16,95%.

O Ibovespa acumulou valorização de 6,75% entre o último pregão antes do 1° turno e a véspera da segunda volta das eleições presidenciais , em um período marcado por um forte rali eleitoral na bolsa brasileira. A alta foi impulsionada pela reação dos investidores ao desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e pelo aumento das apostas em uma eventual alternância de poder a partir do próximo ano.

O principal índice da B3 passou de 192.115 pontos em de outubro para 205.082,56 pontos nesta sexta-feira, 23, último pregão antes da votação de domingo, 25. No intervalo, a bolsa chegou a superar pela primeira vez a barreira dos 200 mil pontos, um patamar que estava no horizonte dos investidores desde fevereiro.

O movimento mais intenso ocorreu na segunda-feira, 5, primeiro pregão após o primeiro turno. Com Flávio à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, o Ibovespa disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, e registrou recordes de máxima intradia e de fechamento.

A reação foi acompanhada por uma entrada expressiva de recursos na bolsa. O volume financeiro negociado na B3 alcançou R$ 79,3 bilhões, cerca de três vezes o registrado em um pregão normal. Ao longo do dia, o mercado acionário brasileiro ganhou mais de R$ 400 bilhões em valor de mercado.

O resultado das urnas surpreendeu parte dos cenários considerados antes da votação. Com 100% das urnas apuradas, o senador do PL terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de votos, ante 45,16% do atual presidente, que recebeu 53,9 milhões.

A diferença de aproximadamente dois pontos percentuais reforçou entre os investidores a perspectiva de uma eventual alternância de poder em 2027. Uma mudança de governo passou a ser associada a possibilidades de reformas estruturais e de redução da percepção de risco fiscal no país, fatores que favoreceram os ativos brasileiros.

O câmbio também refletiu essa mudança de expectativas. No dia seguinte ao primeiro turno, o dólar caiu 4,12%, para R$ 5,001, na maior desvalorização diária em oito anos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores altas acumuladas no período ficaram concentradas em empresas de varejo, consumo, construção civil e educação. O Magazine Luiza (MGLU3) liderou a lista, com valorização de 66,75%, seguido por MRV (MRVE3), Smart Fit (SMFT3), Vamos (VAMO3) e C&A (CEAB3).

O desempenho do varejo está relacionado, em parte, à queda dos juros de longo prazo. Segundo relatório do UBS BB, as ações brasileiras do setor subiram, em média, 20% desde o primeiro turno, beneficiadas por um recuo de aproximadamente 170 pontos-base nas taxas de longo prazo.

A redução dos juros tende a favorecer empresas mais sensíveis ao custo de financiamento e ao consumo. Para o UBS, a combinação de taxas menores e redução do custo de capital abre espaço para novas valorizações. O banco ressalva, porém, que preocupações com o crescimento estrutural do setor podem limitar uma recuperação completa dos múltiplos aos níveis históricos.

Entre os fatores que seguem no radar estão a concorrência internacional, a migração para o comércio eletrônico e as mudanças demográficas e no comportamento dos consumidores.

O Magazine Luiza também conta com fatores específicos. Segundo o UBS, a companhia foi favorecida por ganhos de participação de mercado após a recuperação judicial de sua principal concorrente. O banco elevou em 11% suas estimativas médias de Ebitda para 2027 e 2028 e aumentou em 27% as projeções de lucro, incorporando novas premissas macroeconômicas e perspectivas específicas para a empresa.

A revisão ajuda a explicar por que o papel teve desempenho muito superior à média do varejo durante o período. O UBS afirmou estar cada vez mais positivo em relação à companhia, beneficiada tanto pelas condições macroeconômicas quanto por fatores particulares do negócio.

A presença de empresas de construção civil, como MRV e Cyrela, também é compatível com a sensibilidade do setor às condições de financiamento. Já a valorização de companhias de educação e consumo ocorreu em um ambiente de forte reprecificação dos ativos brasileiros após o primeiro turno.

Na outra ponta, a WEG (WEGE3) acumulou queda de 16,95% no período entre os turnos, a maior entre as ações listadas na relação. Usiminas (USIM5), Embraer (EMBJ3), Bradespar (BRAP4) e Vibra Energia (VBBR3) também registraram perdas.

O desempenho negativo da WEG mostra que o rali eleitoral não beneficiou de maneira uniforme as empresas da bolsa. Apesar de não ser uma produtora de commodities, a companhia tem receitas ligadas ao mercado internacional e pode ser prejudicada pela desvalorização do dólar, que reduz o valor convertido de receitas externas.

Além disso, investidores aguardam sinais de normalização da demanda global por equipamentos industriais.

Os resultados do terceiro trimestre acrescentaram outro elemento à avaliação. A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,665 bilhão, alta anual de 0,9%, enquanto a margem Ebitda recuou de 22,2% para 21,6%. Assim, mesmo com crescimento do lucro, a pressão sobre as margens e as expectativas já incorporadas ao preço podem afetar o desempenho das ações.

A Embraer também tem exposição internacional e pode sofrer com a desvalorização do dólar. A combinação de receitas vinculadas a mercados externos e uma estrutura de custos que não diminui necessariamente no mesmo ritmo pode pressionar as margens.

Nas siderúrgicas, por sua vez, as perspectivas para os preços do minério de ferro e do aço, a demanda internacional e o custo de financiamento influenciam as expectativas de resultados.

Apesar da valorização acumulada, investidores ouvidos pelo Citi ainda enxergam espaço para novos ganhos caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.

Para o Citi, a disparada após o primeiro turno não significa que o resultado eleitoral esteja totalmente incorporado aos preços. A leitura é que ainda existe espaço para uma redução adicional do prêmio de risco do Brasil, embora a reação possa ser negativa caso o resultado contrarie as expectativas predominantes entre os investidores.

O Ibovespa acumulou alta de 9,55% entre 1º e 23 de outubro, ao passar de 187.197 para 205.082,56 pontos. No período, o índice superou pela primeira vez a marca de 200 mil pontos.

O Ibovespa avançou com o aumento das apostas em uma eventual alternância de poder após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva. Investidores associaram uma possível mudança de governo a reformas estruturais e à redução da percepção de risco fiscal.

Magazine Luiza liderou as altas, com valorização de 66,75%, seguida por MRV, com 46,18%, Smart Fit, com 41,35%, Vamos, com 35,23%, e C&A, com 34,37%. Segundo o UBS BB, as ações brasileiras de varejo subiram, em média, 20% desde o primeiro turno, favorecidas pela queda dos juros de longo prazo.

Segundo pesquisa do Citi com 73 participantes, 49,3% esperam alta superior a 5% no primeiro pregão após a votação caso Flávio Bolsonaro vença, enquanto 48% projetam avanço entre 1% e 5%. Em caso de vitória de Lula, 79,5% preveem queda superior a 5%.

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