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Entenda: Golpe do “free flow” usa sites falsos e medo de multa para roubar motoristas

A fraude pode começar em anúncios de buscadores ou redes sociais e termina com o dinheiro transferido para contas controladas pelos criminosos.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 17:02
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Entenda: Golpe do “free flow” usa sites falsos e medo de multa para roubar motoristas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Prefira o CT no Google Ecovias/Divulgação Golpistas usam sites que imitam plataformas de pedágio free flow e o medo de receber uma multa para induzir motoristas a pagar cobranças falsas. A fraude pode começar em anúncios de buscadores ou redes sociais e termina com o dinheiro transferido para contas controladas pelos criminosos.

O esquema explora dúvidas sobre o pedágio sem cancela. Pórticos identificam os veículos pela placa ou pela tag; sem pagamento automático, é necessário consultar e quitar a tarifa nos canais oficiais.

A Kaspersky informou, em levantamento divulgado em 1º de setembro, ter identificado 480 sites fraudulentos relacionados ao free flow desde o início de 2026.

A página pode exibir dados corretos do veículo para dar credibilidade à cobrança. O Pix direciona o dinheiro a uma conta usada pelos criminosos, que também exploram a ameaça de multa para pressionar a vítima.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também alerta para boletos falsos enviados por e-mail ou correspondência. Dados corretos do carro não garantem que a cobrança seja legítima.

O prazo ordinário é de 30 dias após a confirmação do processamento da passagem na base nacional de trânsito. O descumprimento pode gerar infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Até 16 de novembro de 2026, porém, vigora um regime excepcional de regularização, com suspensão de novas autuações e penalidades por inadimplência nas passagens abrangidas. A tarifa continua sendo devida.

Nas passagens feitas durante a transição, vale o prazo mais favorável: o fim do período excepcional ou os 30 dias da regra ordinária. A sistemática normal volta em 17 de novembro, quando débitos vencidos poderão gerar autuações.

A tarifa é devida pela passagem; a multa é uma penalidade de trânsito. O tipo de cobrança define o canal de consulta e pagamento.

Desde agosto, a CNH do Brasil reúne passagens dos sistemas integrados, com data, concessionária e situação da tarifa. O aplicativo direciona ao canal da empresa responsável, onde o pagamento é realizado.

Use o site, app ou ponto de atendimento indicado pela empresa que administra o trecho.

Consulte os registros do veículo e siga o direcionamento para o pagamento na concessionária.

Acesse sigafacil.sp.gov.br e escolha Pague Aqui para consultar a placa e as opções de pagamento.

O portal orienta a consulta e a emissão do boleto conforme o número e a data do auto de infração.

Consulte a CNH do Brasil ou o portal oficial do órgão identificado na notificação.

Em São Paulo, o Siga Fácil permite consultar a placa e acessar o pagamento por Pix ou cartão. O endereço oficial é sigafacil.sp.gov.br.

Regularizar a tarifa nas condições da transição permite cancelar a multa correspondente. Se a penalidade já foi paga, é possível pedir revisão e restituição ao órgão autuador. A ANTT publica orientações para os casos sob sua responsabilidade.

1. Abra o canal oficial por conta própria. Evite links de anúncios e de mensagens de remetentes desconhecidos.

2. Confira o endereço do site e a concessionária responsável antes de informar a placa ou outros dados.

3. Valide a passagem, a data e o valor no sistema oficial. Páginas falsas também exibem dados corretos do veículo.

4. Desconfie da pressão para pagar. Confira a cobrança antes de usar boletos, QR Codes ou chaves Pix recebidos por mensagem.

5. Tire dúvidas com a concessionária ou o órgão autuador e guarde os comprovantes dos pagamentos.

Se pagou por Pix, procure o banco rapidamente, relate o golpe e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED), orienta o Banco Central. A instituição também recomenda registrar um boletim de ocorrência. Os bancos analisarão o pedido.

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