Entenda: Flávio Bolsonaro e os nove dedos de Lula
Amanhã, domingo, 25 de outubro de 2026, os brasileiros vão às urnas escolher, em segundo turno, quem será o próximo presidente da República.Quem será o próximo

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Consulte formatos e valores disponíveisFoto/Reprodução Hoje é sábado, 24 de outubro de 2026. Amanhã, domingo, 25 de outubro de 2026, os brasileiros vão às urnas escolher, em segundo turno, quem será o próximo presidente da República.
Quem será o próximo presidente da República? Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para um quarto mandato? Ou o senador Flávio Bolsonaro, que disputa o cargo pela primeira vez?
Algumas bolhas respondem que será Lula. Outras dizem que será Flávio. Numa disputa tão acirrada como esta, o bom senso recomenda que a gente não faça qualquer prognóstico.
Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno e começou a campanha do segundo turno como favorito. Em três semanas, as vozes da rua e a ação digital de André Janones fizeram Lula crescer.
As vozes da rua e o "Exército do Lula", de Janones, serão suficientes para levar o presidente à vitória? Quem afirmar categoricamente que sim não estará sendo guiado pela razão.
Também não estará sendo guiado pela razão quem afirmar categoricamente que o vencedor será o senador Flávio Bolsonaro. As pesquisas confirmam a imprevisibilidade.
Vi o debate que a Globo realizou nesta sexta-feira (23) e segui pela madrugada acompanhando a Central das Eleições , da GloboNews. Esse texto que posto agora é sobre símbolos.
Já contei muitas vezes essa história e vou repetir. Na infância, perguntei à minha mãe o que eram símbolos, e ela respondeu: "São coisas pequenas que falam sobre coisas grandes".
Durante o debate, Flávio Bolsonaro disse que Lula dá com uma mão e tira com os nove dedos. Todo mundo sabe que Lula perdeu um dedo num acidente de trabalho quando operário.
A fala de Flávio Bolsonaro foi de ofensa e de ironia. Se quisermos ser mais explícitos, podemos dizer que a fala de Flávio Bolsonaro sobre os nove dedos de Lula é coisa de moleque.
Lula dá com uma mão e tira com os nove dedos. Não minimizemos. Essa fala de Flávio Bolsonaro não é compatível com um homem que amanhã pode ser eleito presidente da República.
Lula demorou a reagir, e, quando o fez, exigiu um pedido de desculpas. Houve o pedido, mas Flávio seguiu sugerindo que Lula é quem deve uma série de pedidos de desculpas ao povo.
Não há desonra alguma em ter nove dedos, e não dez, como Lula. Mas há, na fala de Flávio Bolsonaro, a explícita revelação de quem ele é. Do seu caráter de homem perverso.
Flávio foi bem treinado para o debate. Mas, por mais que se esforce para ser "mais Tarcísio do que Marçal", há momentos em que ele esquece as lições e se mostra por inteiro.
Lula dá com uma mão e tira com os nove dedos. Apenas uma frase no meio de um longo debate? Não. Uma fala de grande força simbólica. É Flávio Bolsonaro sendo Flávio Bolsonaro.
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