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Entenda: Falta de engenheiros pode travar projetos de infraestrutura no Brasil, diz superintendente do BNDES

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 11:10
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Entenda: Falta de engenheiros pode travar projetos de infraestrutura no Brasil, diz superintendente do BNDES
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Falta de engenheiros pode travar projetos de infraestrutura no Brasil, diz superintendente do BNDES Para superintendente, desafio atual é ampliar a capacidade de execução em um setor que avançou na estruturação de projetos, mas precisa preparar sua cadeia para mais obras Borim: 'Talvez agora o desafio seja escalar' (Ueslei Marcelino/Reuters)

André Martins e Letícia Cassiano Publicado em 1 de novembro de 2026 às 08h00.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A falta de engenheiros pode dificultar a execução de projetos de infraestrutura no Brasil, em meio à expansão dos investimentos no setor. O alerta é de Felipe Borim, superintendente de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que defende maior planejamento de longo prazo para preparar as empresas. Segundo o executivo, o banco deve encerrar o ciclo iniciado em 2023 com mais de R$ 300 bilhões em financiamentos aprovados para infraestrutura. No setor ferroviário, oito projetos estruturados, incluindo Ferrogrão, Fico e Fiol, somam cerca de R$ 160 bilhões em investimentos previstos. O BNDES também ampliou para até 40 anos o prazo de financiamento de projetos ferroviários.

A falta de engenheiros pode se tornar um gargalo para a execução dos projetos de infraestrutura no Brasil, em um momento de expansão dos investimentos e aumento da demanda por obras. O alerta é de Felipe Borim, superintendente de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vê no planejamento de longo prazo uma forma de ajudar as empresas a se prepararem para o crescimento do setor.

“Talvez agora o desafio seja escalar. Estamos precisando de projetos e falta engenheiro para executá-los”, afirmou Borim em entrevista ao Exame Infra. Segundo ele, um maior planejamento sobre as obras previstas para os próximos anos pode ajudar empresas de engenharia e concessionárias a se organizarem para atender à demanda.

O cenário é de expansão dos investimentos. Desde 2023, o BNDES deve encerrar o ciclo com mais de R$ 300 bilhões em aprovações de financiamento para infraestrutura, segundo Borim. Aproximadamente 80% desses recursos, afirmou, são concedidos sem subsídio.

Para o executivo, o desafio atual é ampliar a capacidade de execução em um setor que avançou na estruturação de projetos, mas precisa preparar sua cadeia de fornecedores para um volume maior de obras. A dificuldade de formar profissionais em tempo suficiente para acompanhar a expansão dos investimentos torna o planejamento ainda mais relevante.

Borim citou mudanças na estratégia de contratação das concessionárias rodoviárias como exemplo de adaptação à escassez de capacidade no setor. Segundo ele, empresas responsáveis por trechos extensos e espalhados pelo país têm procurado contratar companhias locais de engenharia, em vez de concentrar os serviços nos grandes grupos do setor.

"Estão, inclusive, incentivando e financiando os grupos locais para se consolidarem, para ficarem mais parrudos e fazer frente aos projetos", afirmou.

A necessidade de ampliar a execução aparece em diferentes segmentos da infraestrutura. Em rodovias, Borim afirmou que o país já tem uma carteira relevante de projetos e citou a expectativa de mais leilões nos próximos meses.

O setor ferroviário, por sua vez, enfrenta desafios de financiamento que vão além da capacidade de execução. Segundo Borim, há oito projetos estruturados, incluindo corredores como Ferrogrão, Fico e Fiol, que somam aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos previstos.

A construção de novas ferrovias exige grandes aportes antes que os empreendimentos comecem a gerar receita. Como exemplo, Borim citou a Ferrogrão, cujo investimento estimado é de cerca de R$ 30 bilhões, com um período de construção que pode chegar a dez anos.

Para viabilizar projetos desse porte, o governo vem desenvolvendo um modelo de aporte público que combina recursos de outorgas de outras concessões com financiamento privado. A proposta está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O BNDES também ampliou para até 40 anos o prazo de financiamento de projetos ferroviários, segundo Borim, em uma tentativa de ajudar a viabilizar os investimentos.

O executivo avalia que a combinação entre projetos estruturados, financiamento de longo prazo e mecanismos de participação pública pode abrir espaço para uma nova onda de investimentos no setor.

A escassez de engenheiros pode dificultar a execução de obras em um momento de expansão dos investimentos. Segundo Felipe Borim, superintendente de Infraestrutura do BNDES, o país tem uma carteira crescente de projetos, mas precisa ampliar a capacidade das empresas de engenharia e da cadeia de fornecedores para atender à demanda.

Segundo Felipe Borim, o BNDES deve encerrar o ciclo iniciado em 2023 com mais de R$ 300 bilhões em aprovações de financiamento para infraestrutura. Aproximadamente 80% desses recursos, de acordo com o executivo, são concedidos sem subsídio. Os financiamentos abrangem projetos de diferentes segmentos do setor.

Segundo o BNDES, algumas concessionárias rodoviárias estão ampliando a contratação de empresas locais de engenharia para executar obras em diferentes regiões do país. Essas concessionárias também têm incentivado e financiado o fortalecimento de fornecedores regionais, reduzindo a dependência dos grandes grupos de engenharia. O planejamento de longo prazo é apontado como uma forma de preparar a cadeia produtiva para novos investimentos.

Segundo Felipe Borim, há oito projetos ferroviários estruturados que somam aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos previstos. Entre os empreendimentos citados estão a Ferrogrão, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A viabilização dessas obras depende de soluções de financiamento de longo prazo e de mecanismos de participação pública.

A Ferrogrão tem investimento estimado em aproximadamente R$ 30 bilhões e um prazo de construção que pode chegar a dez anos, segundo Felipe Borim. O projeto exemplifica os desafios de financiamento das ferrovias, que exigem grandes aportes de capital antes de começar a gerar receitas.

O governo desenvolve um modelo de aporte público que combina recursos provenientes de outorgas de outras concessões com financiamento privado. A proposta busca viabilizar empreendimentos ferroviários que exigem investimentos elevados e têm longo período de construção. Segundo o executivo do BNDES, o modelo está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O BNDES ampliou para até 40 anos o prazo de financiamento de projetos ferroviários, segundo Felipe Borim. A medida busca adequar as condições de crédito às características desses empreendimentos, que exigem grandes investimentos iniciais e podem levar vários anos até começar a gerar receitas.

Entre os desafios apontados pelo BNDES estão a escassez de engenheiros, a necessidade de ampliar a capacidade de execução das obras, o fortalecimento dos fornecedores e a estruturação de financiamentos de longo prazo. No setor ferroviário, também há dificuldades relacionadas ao elevado custo inicial dos projetos e ao intervalo entre o início da construção e a geração de receitas.

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