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Entenda: Especialistas descartam a necessidade de vacinação em massa contra a Mpox

Infectologistas avaliam que medidas preventivas têm se mostrado eficazes

Por Redatores da Empire Cidades 7 de novembro de 2026 às 10:25
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Entenda: Especialistas descartam a necessidade de vacinação em massa contra a Mpox
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Especialistas descartam a necessidade de vacinação em massa contra a Mpox O Ministério da Saúde adquiriu até 20 mil doses para uso estratégico. Infectologistas avaliam que medidas preventivas têm se mostrado eficazes

Autoridades sanitárias reservaram 20 mil doses para pacientes imunocomprometidos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Apoie Siga-nos no let intervalNews = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.s-content__share--news')) return; clearInterval(intervalNews); document.querySelector('.s-content__share--news').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Google Discover', { 'event_category': 'googleNews', 'event_action': 'click', 'event_label': "especialistas-descartam-a-necessidade-de-vacinacao-em-massa-contra-a-mpox" }); }) }, 500); let intervalApoio = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.support-btn')) return; clearInterval(intervalApoio); document.querySelector('.support-btn').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Apoio', { 'event_category': 'Apoio', 'event_action': 'click', 'event_label': "especialistas-descartam-a-necessidade-de-vacinacao-em-massa-contra-a-mpox" }); }) }, 100);!function(){let e=document.createElement("script");e.src="https://readme.ai/static/widget/cartacapital.js",document.body.appendChild(e)}(); O aumento de casos de Mpox no Brasil em 2026 levou o Ministério da Saúde a adquirir até 20 mil doses da vacina, em caráter preventivo e estratégico. Apesar da compra, especialistas avaliam que não há, neste momento, necessidade de imunização em larga escala da população. Até outubro, o País registrou 665 casos da doença, sem nenhum óbito confirmado.

De acordo com a médica infectologista Carolina Lázari, integrante da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), as ações adotadas precocemente pela pasta têm se mostrado eficazes. Segundo ela, a prioridade recai sobre grupos específicos, como homens jovens infectados pelo HIV/Aids com imunidade comprometida e profissionais que manipulam o vírus em laboratórios.

A especialista também alerta que pessoas responsáveis pelo cuidado de pacientes infectados e que mantêm contato diário com eles podem contrair a doença. A transmissão ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias, conforme explica Rafael Galliez, infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião.

Carolina Lázari relembrou dois surtos anteriores da Mpox. Em 2022, a doença atingiu o status de emergência internacional, com o Brasil contabilizando 10.821 casos provocados pela variante 2B. Já em 2024, um surto na República Democrática do Congo, causado pela nova variante 1B, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII). Na ocasião, a infecção se disseminou de forma mais ampla e resultou em mortes de crianças.

A doença se manifesta inicialmente com erupções na pele, que evoluem para manchas, bolhas e crostas. Os sintomas aparecem com mais frequência no rosto, mãos, pés, boca e região genital, além de ínguas na virilha. Entre as demais manifestações estão aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou, em nota, que monitora o crescimento do número de casos, sobretudo na capital fluminense. As mais de duas mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (4) serão destinadas ao município do Rio, que concentra 207 dos 298 casos confirmados no estado entre janeiro e 6 de novembro, sem registro de óbitos. Em 2025, o estado havia confirmado 119 casos.

Diante do avanço, a SES-RJ mantém vigilância ativa junto aos municípios e afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e acompanhar os pacientes. A pasta também vai emitir nota técnica com critérios e definições para orientar as prefeituras fluminenses, além de organizar treinamento das equipes técnicas para qualificar a identificação e o encaminhamento de casos.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio retomou, na sexta-feira (6), a vacinação contra a Mpox. A imunização ocorre de forma escalonada, priorizando os grupos com maior vulnerabilidade a formas graves da doença. Nesta primeira etapa, serão atendidas apenas pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³, com 18 anos ou mais.

A ampliação para outros públicos, incluindo as demais pessoas vivendo com HIV/Aids e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ocorrerá conforme a disponibilidade e o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde. As vacinas estão disponíveis em cinco unidades concentradoras: os três Super Centros Cariocas de Vacinação, localizados em Botafogo, na Zona Norte (Shopping Nova América) e na Zona Oeste (ParkShopping Campo Grande), além do Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA) e do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI).

Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão, os especialistas recomendam evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de sintomas compatíveis. “Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos”, afirmou Galliez.

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