Voltar para a página inicial

Entenda: Enem 2026 tem mais de 5 milhões de inscritos; mulheres são 64% do total

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 07:00
0 visualizações
Entenda: Enem 2026 tem mais de 5 milhões de inscritos; mulheres são 64% do total
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2026 tem 5.051.345 inscrições confirmadas , segundo dados do painel do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

As mulheres representam 63,98% dos inscrito s, o equivalente a 3.232.013 participantes . O levantamento também mostra que 13.821 candidatos têm mais de 60 anos, evidenciando a diversidade de perfis entre os participantes do exame.

Com a proximidade das provas, a organização dos estudos ganha importância. Para Patrícia Lessa, diretora pedagógica do Supera, a estratégia deve priorizar as dificuldades identificadas durante a preparação, em vez de apenas ampliar o número de horas dedicadas aos livros.

Preparação para o Enem: estudar demais pode atrapalhar? Saiba como dosar Número de professores está reduzindo no Brasil: como reverter situação? Eleições, conflitos e mais: quais temas podem cair na redação do Enem? Uma das formas de avaliar o aprendizado é tentar explicar um conceito sem consultar as anotações ou resolver questões sem ajuda. A prática permite identificar conteúdos que ainda não foram assimilados e precisam ser retomados.

Uma revisão publicada na revista científica Psychological Science in the Public Interest aponta a prática de testes e o estudo espaçado — com revisões distribuídas ao longo do tempo — entre as técnicas de aprendizagem com maior utilidade.

Em vez de reservar um período apenas para estudar uma disciplina, o candidato pode definir tarefas específicas, como revisar um assunto, resolver determinado número de questões e corrigir os erros.

Segundo Patrícia, o planejamento deve levar em conta as dificuldades identificadas em exercícios e simulados, além do tempo disponível até a prova. A proposta é acompanhar o que já foi concluído e quais conteúdos ainda exigem atenção.

Após a leitura, fechar o livro e tentar explicar o conteúdo com as próprias palavras ajuda a verificar o que foi assimilado. Outra possibilidade é responder a perguntas ou escrever tudo o que consegue lembrar sobre determinado assunto.

A conferência deve ocorrer depois da tentativa. Informações esquecidas, conceitos confundidos e explicações incompletas indicam quais pontos precisam ser revistos. A estratégia é conhecida como prática de recuperação, técnica que consiste em tentar acessar informações armazenadas na memória.

Conferir apenas a quantidade de acertos não é suficiente para identificar as principais dificuldades. A recomendação é investigar por que cada questão foi respondida incorretamente.

O erro pode estar relacionado ao desconhecimento de uma fórmula, à interpretação do enunciado, à falta de atenção ou a uma falha de cálculo. Registrar o motivo ajuda a direcionar as próximas revisões.

Patrícia também recomenda refazer as questões depois de estudar a explicação, sem consultar a resolução original. Dessa forma, o candidato pode verificar se compreendeu o raciocínio necessário para chegar à resposta.

Concentrar todo o estudo de um tema em uma única sessão pode dificultar a identificação do que ainda não foi aprendido de forma consistente. Por isso, a orientação é retomar os assuntos em diferentes dias.

As revisões podem incluir perguntas, exercícios e registros dos erros anteriores, sem a necessidade de reler todo o material a cada sessão. O objetivo é criar novas oportunidades para recuperar as informações e identificar dúvidas persistentes.

A preparação não precisa ficar restrita à leitura e à marcação de trechos. Resolver questões, interpretar gráficos, relacionar conceitos e construir argumentos também são atividades importantes para o treinamento exigido pelo exame.

Segundo a especialista, atividades de estimulação cognitiva podem complementar a rotina, mas não substituem o estudo das disciplinas nem a resolução de questões. Essas atividades, isoladamente, também não garantem notas mais altas ou aprovação.

Além de avaliar o domínio dos conteúdos, os simulados ajudam a identificar dificuldades na administração do tempo.

O candidato pode observar quais questões consumiram mais minutos, se conseguiu concluir a redação e se teve tempo para revisar as respostas. Também é importante verificar se os erros se concentram em determinadas áreas do conhecimento.

Com base nesses resultados, é possível testar diferentes estratégias de resolução e reorganizar o cronograma de estudos. Uma única nota, no entanto, não deve ser considerada uma previsão definitiva do desempenho no exame.

O planejamento deve incluir intervalos, refeições, lazer e sono adequado. A recomendação de Patrícia é estabelecer uma rotina compatível com o tempo disponível, evitando um volume de estudos difícil de sustentar até a data da prova.

Reduzir as interrupções também pode ajudar. Deixar o celular fora do alcance e definir previamente a tarefa a ser realizada são medidas simples para organizar o ambiente de estudo.

Nas últimas semanas, a prioridade deve ser retomar os conteúdos que ainda geram dúvidas , refazer questões e praticar com provas anteriores. A identificação das dificuldades e o acompanhamento da própria evolução ajudam a orientar a preparação até o dia do exame.

#Educação
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas