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Entenda: “Ele está etilizado”, disse PM ao ver motorista de Porsche

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 16:09
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Entenda: “Ele está etilizado”, disse PM ao ver motorista de Porsche
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Imagens da câmera corporal da PM são exibidas no 2º dia do julgamento de Fernando Sastre, acusado de matar motorista de aplicativo na zona leste de São Paulo

Imagens da câmera corporal da policial militar Dayse Cardoso Romão mostram uma conversa em que os PMs afirmam que condutor de Porsche que matou motorista de aplicativo na zona leste de São Paulo estava “etilizado” e confirmam que não havia bafômetro na viatura para fazer o teste no momento do acidente.

“Tem etilômetro aí?”, ela pergunta aos policiais de outra equipe, que chegaram ao local na madrugada de 31 de março de 2024.

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Os vídeos foram apresentados durante o segundo dia de julgamento de Fernando Sastre, que dirigia o veículo de luxo que bateu na traseira de um carro de aplicativo. O motorista atingindo, Ornaldo da Silva Viana, não resistiu e morreu.

A soldado foi a primeira testemunha ouvida nesta quinta-feira (29). Ela disse, ainda, que estava pegando a identificação das testemunhas quando liberou Sastre, sem que ele tivesse feito o teste do bafômetro, a pedido da mãe do motorista. A alegação foi de que ele estava com um sangramento no nariz e que seria levado para o hospital, o que não aconteceu. A policial afirmou que se sentiu enganada por Fernando e a mãe dele.

Sastre se apresentou à polícia no dia seguinte. Ele está preso preventivamente desde 6 de maio de 2024.

No primeiro dia de julgamento, nesta quarta-feira (28), foram ouvidas nove das 14 testemunhas arroladas. Amigo do réu que estava com ele na hora da batida, Marcus Vinícius Machado Rocha, confirmou que o acusado bebeu antes de dirigir, embora não tenha conseguindo dizer a quantidade de drinks. Marcus disse ainda que Fernando estava nervoso e com tom de voz acima do normal. Também foram ouvido o filho da vítima, que contou sobre os problemas psicológicos e financeiros enfrentados por ele, pela mãe e pelos dois irmãos após a morte do pai. A mãe do réu também respondeu às perguntas dos advogados.

Neste segundo dia de júri, deve ser exposto um parecer técnico contratado pela defesa que mostraria uma simulação do acidente para tentar convencer os sete jurados de que não houve a intenção de matar a vítima. Por fim, o réu vai se pronunciar.

O laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche estava a cerca de três vezes a velocidade da via, que era 50 km/h. A promotoria pede a condenação de Sastre a 20 anos de prisão. Ele responde pelos crimes de homicídio qualificado, com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e também lesão corporal gravíssima.

#Brasil#São Paulo#Justiça
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