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Entenda: DORMIR É REMÉDIO OU MALDIÇÃO? Parte I

Outros afirmam que uma boa noite de sono cura quase tudo.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 10:33
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Entenda: DORMIR É REMÉDIO OU MALDIÇÃO? Parte I
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Há quem diga que dormir é perder tempo. Outros afirmam que uma boa noite de sono cura quase tudo. Entre uma afirmação e outra, existe um universo silencioso, complexo e extraordinário que merece nossa atenção: o mundo do sono, das emoções, das memórias e dos processos inconscientes que continuam acontecendo enquanto o corpo repousa. Mas será que todos aqueles que dormem realmente descansam? Será que fechar os olhos significa desligar as preocupações, as crenças limitantes, as mágoas, os medos e as frustrações acumuladas durante o dia? Ou será que muita gente leva para a cama exatamente aquilo de que mais precisa se libertar? Ouso dizer que uma parcela expressiva da humanidade dorme e acorda no piloto automático das emoções. Deita-se cansada, adormece preocupada e desperta como se não tivesse dormido. O corpo esteve na cama, mas a mente parece ter atravessado a madrugada trabalhando em turno extraordinário, sem férias, sem salário e, muitas vezes, sem resultados satisfatórios. Eis a provocação que proponho: dormir é remédio ou maldição? A resposta não está simplesmente no número de horas que permanecemos deitados, mas também na qualidade do sono, na regularidade possível de nossos horários e, sobretudo, nos hábitos físicos, mentais e emocionais que cultivamos antes de adormecer. O neurocientista Matthew Walker, autor de Por que nós dormimos, apresenta o sono como uma necessidade biológica fundamental para a aprendizagem, a memória, a regulação emocional, a imunidade e a saúde do organismo. Dormir não é um luxo concedido aos desocupados, tampouco um prêmio reservado àqueles que concluíram todas as tarefas do dia. É uma exigência da própria vida. Durante o sono, nosso cérebro não fica desligado. Ele reorganiza informações, participa da consolidação de memórias e realiza processos essenciais ao equilíbrio físico e mental. A pesquisadora Rosalind Cartwright, conhecida por seus estudos sobre sonhos e emoções, também investigou como a atividade onírica se relaciona com a elaboração de experiências emocionalmente significativas. E aqui cabe uma observação importante: o sono não é um bloco único e imóvel. A ciência contemporânea identifica quatro estágios principais — N1, N2, N3 e REM — organizados em ciclos que se repetem ao longo do descanso. Classificações anteriores descreviam mais estágios, chegando a seis em determinados modelos históricos. Em cada fase, diferentes processos fisiológicos e cerebrais se manifestam. Portanto, dormir não significa ausência de atividade. Significa permitir que o organismo realize trabalhos que a vigília não consegue substituir plenamente. Entretanto, o que acontece quando transformamos o quarto em tribunal das nossas derrotas? Quantas pessoas se deitam e começam a julgar a própria existência? Relembram o que não conseguiram fazer, a palavra que não deveriam ter pronunciado, o dinheiro que não ganharam, a dívida que não pagaram, o reconhecimento que não receberam, o amor que não foi correspondido. Repetem mentalmente frases como: “Nada dá certo para mim”, “Minha vida é muito difícil”, “Amanhã será outro dia de sofrimento”. São crenças que, pela repetição, podem fortalecer interpretações negativas da realidade e alimentar um círculo de preocupação, tensão e dificuldade para adormecer. Não significa que o inconsciente seja um inimigo, nem que pensamentos negativos sejam responsáveis por todas as doenças. Significa reconhecer que a maneira como interpretamos nossas experiências influencia nossas emoções, nosso comportamento e nossa disposição para enfrentar a vida. A preocupação excessiva antes de dormir pode aumentar o estado de alerta e dificultar o repouso. E a privação de sono, por sua vez, pode intensificar a reatividade emocional. Forma-se, assim, um circuito que se retroalimenta: preocupamo-nos porque não dormimos bem e não dormimos bem porque continuamos preocupados. A pergunta, então, deixa de ser apenas “Quantas horas você dormiu?” e passa a ser: “Que pensamentos, sentimentos e hábitos você levou consigo para o seu momento de descanso?” Não pretendo defender aqui um modelo fordista do sono, como se todos os seres humanos fossem peças de uma linha de montagem, obrigados a dormir e acordar exatamente nos mesmos horários. Vivemos numa sociedade em que médicos, enfermeiros, vigilantes, motoristas, profissionais da segurança, trabalhadores da indústria, da comunicação e de tantos outros setores precisam exercer suas funções à noite ou pela madrugada. Seus organismos continuam necessitando de sono reparador, embora suas rotinas exijam adaptações. A individualidade precisa ser respeitada. Isso não elimina as necessidades biológicas: para a maioria dos adultos, recomenda-se dormir regularmente pelo menos sete horas, frequentemente entre sete e nove. Trabalhadores noturnos, porém, precisam de estratégias específicas para proteger a duração, a continuidade e a qualidade desse descanso. Não se trata, portanto, de impor um relógio universal, mas de compreender que o sono merece planejamento, respeito e educação. E é justamente aqui que desejo chegar: precisamos aprender a dormir! Sim, aprender! Porque educamos as crianças para escovar os dentes, lavar as mãos, organizar os materiais escolares e cumprir compromissos, mas raramente lhes ensinamos a preparar a mente, o corpo e o ambiente para uma noite de descanso saudável. Criamos rituais para trabalhar, comer, celebrar, estudar e até sofrer. Por que não criamos rituais para dormir bem? Na próxima semana publicarei a parte dois desse Artigo. Vem comigo!. O assunto repercutiu de forma expressiva em âmbito regional e nacional, mobilizando o debate público e a atuação de setores estratégicos.

De acordo com os elementos apurados pela equipe de reportagem, especialistas e analistas ressaltam que os fatores econômicos, institucionais e regulatórios ligados ao tema vêm sendo acompanhados com atenção redobrada. O cenário exige acompanhamento contínuo e medidas assertivas para esclarecer eventuais impactos para a sociedade e garantir a segurança das operações envolvidas.

Diante da relevância do fato, órgãos de fiscalização e autoridades competentes intensificaram os protocolos de acompanhamento. Diretrizes preventivas e procedimentos técnicos têm sido reforçados com o objetivo de assegurar a normalidade, o cumprimento da legislação vigente e o pleno atendimento aos padrões de qualidade exigidos.

A redação da Empire Cidades mantém cobertura dedicada aos desdobramentos deste caso, prestando serviço de utilidade pública e atualizando as informações à medida que novos comunicados oficiais e pareceres técnicos forem divulgados.

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