Entenda: Coreia do Norte considera enviar armas táticas para a fronteira com Sul
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Consulte formatos e valores disponíveisKim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, afirmou em comunicado divulgado nesta segunda-feira (19) pela agência estatal de notícias KCNA que seu país está considerando o envio de armamento tático adicional e a retomada das transmissões por alto-falantes perto da fronteira com a Coreia do Sul.
“Atualmente, a situação na fronteira sul está muito instável”, disse ela.
“Os belicistas das forças armadas da República da Coreia estão ameaçando seriamente a segurança de nossos militares, disparando tiros de advertência contra eles com fuzis automáticos e metralhadoras de grosso calibre”, disse ela, referindo-se ao nome oficial da Coreia do Sul.
Na ONU, Coreia do Norte acusa EUA de conspirarem contra o país Coreia do Norte diz que novas sanções não impedirão seu desenvolvimento Kim Jong-un muda cúpula militar da Coreia do Norte e nomeia novo ministro As tensões entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul aumentaram desde que Pyongyang começou a fortificar sua fronteira, em abril de 2024.
Os dois países são separados pela DMZ (Zona Desmilitarizada) , estabelecida quando a Guerra da Coreia terminou com um armistício, em 1953.
As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram, em 5 de outubro, que a Coreia do Norte havia mobilizado cerca de 7 mil trabalhadores neste ano para instalar minas e cercas, em meio a aproximadamente 50 incidentes de travessia da fronteira.
Minas norte-coreanas provocaram uma explosão na fronteira no mês passado, que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos. Seul pediu a Pyongyang que suspendesse as obras de fortificação.
“As forças armadas sul-coreanas estão em alerta máximo devido às obras de fortificação da Coreia do Norte, disparando tiros de advertência e realizando transmissões por alto-falantes”, disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, em Seul. “E Pyongyang parece estar preocupada com o fato de que essas atividades de advertência por parte de Seul possam agravar as tensões perto da fronteira ou causar um conflito militar.”
Kim Yo Jong afirmou que Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro.
Seul não divulgou dados sobre suas atividades perto da fronteira para contrabalançar as obras de fortificação da Coreia do Norte.
“Para lidar com a situação atual, nossa liderança militar está examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de repressão para lidar com contingências, bem como de retomar as transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, além de considerar outras medidas necessárias e apropriadas”, disse ela.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul não estava disponível para comentar de imediato.
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