Entenda: Como evitar açúcar na infância diminui risco de depressão e ansiedade na fase adulta
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google Ler Resumo Um novo estudo, publicado no General Psychiatry, revela que a restrição de açúcar nos primeiros 1.000 dias de vida — da concepção aos 2 anos — pode reduzir significativamente o risco de ansiedade e depressão na vida adulta. A pesquisa mostra uma diminuição de até 24% nos riscos, além de atrasar o diagnóstico dessas condições. Uma descoberta crucial para a saúde mental e o desenvolvimento infantil. Este resumo foi útil?
Nas festinhas de aniversário ou na casa dos avós, não é raro alguém oferecer um docinho para crianças pequenas. O gesto pode ser considerado inofensivo, mas não é bem assim. Para além da recomendação médica de apresentar o açúcar somente após os 2 anos de idade, considerando o risco futuro de doenças como obesidade e diabetes, um novo estudo publicado no periódico General Psychiatry mostrou que a restrição nos primeiros 1 000 dias de vida reduz o risco de ansiedade e depressão na vida adulta.
O estudo considerou a restrição de açúcar desde a gestação a partir de um experimento natural. O grupo utilizou como marcador o racionamento do produto no Reino Unido ocorrido em setembro de 1953. Antes desse período, a recomendação de consumo não era diferente da atual (25 gramas por dia). Com a interrupção da restrição, os índices dobraram.
Dessa forma, os pesquisadores da Universidade Sun Yat-Sen, na China, puderam observar dados de 66.223 participantes com, em média, 54 anos, do UK Biobank, o banco genético e de saúde do Reino Unido, nascidos no período de transição e compararam com pessoas expostas a diferentes momentos do racionamento na primeira infância.
A avaliação de todos os voluntários mostrou que restringir o açúcar levou a um risco 17% menor de ansiedade e 14% menor de depressão em relação àqueles que consumiram o alimento quando crianças.
No grupo em que a exposição não ocorreu desde a concepção até os 2 anos, os riscos para ansiedade e depressão foram, respectivamente, 24% e 21% menores.
“A restrição de açúcar durante os primeiros 1 000 dias após a concepção reduz significativamente o risco de ansiedade e depressão e atrasa o primeiro diagnóstico dessas condições, destacando a importância de intervenções dietéticas precoces para a saúde mental a longo prazo”, escreveram os autores.
A observação dos pesquisadores de que evitar o açúcar na primeira infância atrasa o diagnóstico dos transtornos diz respeito ao dado de que o primeiro registro médico de ansiedade foi retardado em dois anos e o de depressão em quatro anos entre os participantes do grupo com restrição ao nutriente nos primeiros 1 000 dias de vida.
Embora o estudo tenha a limitação de ser uma análise observacional e não tenha medido a quantidade de açúcar consumida, ele traz reflexões sobre a alimentação na primeira infância e como determinados itens podem interferir no desenvolvimento cerebral, processos inflamatórios e regulação do estresse.
Assim, a recomendação de evitar as guloseimas e bebidas açucaradas vai além de evitar obesidade e diabetes. Vale seguir os conselhos dos pediatras e adiar o contato com docinhos – e manter o consumo moderado ao longo da vida –.
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