Entenda: Comitê da Meta diz estar preocupado com 'falhas recorrentes' no controle de conteúdos eleitorais
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Consulte formatos e valores disponíveisComitê da Meta diz estar preocupado com 'falhas recorrentes' no controle de conteúdos eleitorais Segundo o Oversight Board, a dona do Facebook, WhatsApp e Instagram aplicou de forma excessiva suas políticas antifraude contra as contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Oversight Board afirmou que a Meta precisa tornar a fiscalização eleitoral mais transparente e consistente (Agence France-Presse/AFP)
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 18h32 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições 2026 Saiba mais RESUMO + O Oversight Board, comitê independente de supervisão da Meta, afirmou nesta terça-feira, 20, que a dona de Facebook, Instagram e WhatsApp precisa ampliar a transparência após falhas nas eleições brasileiras. O conselho citou a aplicação excessiva de políticas antifraude contra anúncios de Luiz Inácio Lula da Silva e a falta de métricas públicas sobre integridade eleitoral.
Após uma onda de questionamentos sobre a atuação da Meta, dona do Facebook, WhatsApp e Instagram , nas eleições brasileiras, disputadas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) , o Comitê de Supervisão de Conteúdo da empresa, conhecido como Oversight Board , afirmou nesta terça-feira, 20, que a companhia precisa aumentar a transparência para evitar suspeitas de interferência eleitoral.
Em comunicado, o conselho afirmou que a aplicação excessiva das políticas antifraude da Meta contra as contas de anúncios do presidente Lula representa "uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas."
"Temos alertado repetidamente que, durante eleições e períodos de tensão política elevada, as falhas na moderação de conteúdo da Meta frequentemente se manifestam de duas maneiras: aplicação excessiva das regras, que suprime a liberdade de expressão política, e aplicação insuficiente, que prejudica a integridade eleitoral", diz o comitê em comunicado.
O conselho também criticou a falta de indicadores públicos que permitam avaliar a eficácia das medidas adotadas pela empresa durante as eleições. O comitê lembrou que já havia recomendado mudanças após problemas na atuação da Meta nas eleições presidenciais brasileiras de outubro de 2022.
Em resposta às falhas da Meta na condução das eleições presidenciais de outubro de 2022 no Brasil, o Conselho solicitou que a Meta criasse uma estrutura mensurável para avaliar seus esforços em prol da integridade eleitoral, incluindo o compartilhamento de métricas relevantes. Embora a Meta frequentemente cite métricas de atividade genéricas, como o número de anúncios armazenados ou contas removidas, ela ainda não estabeleceu métricas públicas que avaliem de forma transparente a eficácia — ou as lacunas críticas — de sua atuação. Isso precisa mudar", afirma.
O comitê independente ainda disse estar preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das normas eleitorais da Meta . "Desde a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos EUA antes das eleições de meio de mandato até restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato à presidência no Brasil, levando a alegações de interferência eleitoral, fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a liberdade de expressão política seja protegida, em vez de reprimida", diz.
Formado por especialistas independentes de diferentes países, o Oversight Board analisa decisões da Meta sobre a permanência ou remoção de conteúdos em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.
No comunicado, o grupo afirmou que a empresa ainda precisa avançar para cumprir a promessa feita em 2025 de ampliar a liberdade de expressão e reduzir erros durante eleições e debates políticos.
“O Conselho de Supervisão está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das normas eleitorais da Meta. Desde a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos EUA antes das eleições de meio de mandato até restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato à presidência no Brasil, levando a alegações de interferência eleitoral, fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a liberdade de expressão política seja protegida, em vez de reprimida.”
"Temos alertado repetidamente que, durante eleições e períodos de tensão política elevada, as falhas na moderação de conteúdo da Meta frequentemente se manifestam de duas maneiras: aplicação excessiva das regras, que suprime a liberdade de expressão política, e aplicação insuficiente, que prejudica a integridade eleitoral."
"O erro de aplicação das regras em relação à conta No Kings deveria ter sido detectado pelos sistemas de prevenção de erros da Meta. Permanece incerto por que os esforços da Meta para garantir a integridade das eleições não levaram a uma resolução muito mais rápida, ou por que as contas da No Kings não foram incluídas no programa de verificação cruzada da Meta – que permite à empresa designar entidades cívicas importantes para garantir a revisão humana antes que uma decisão seja tomada, uma decisão que poderia comprometer seriamente a participação em um evento político significativo."
"Da mesma forma, a aplicação excessiva das políticas antifraude da Meta contra as contas de anúncios do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas."
Em resposta às falhas da Meta na condução das eleições presidenciais de outubro de 2022 no Brasil, o Conselho solicitou que a Meta criasse uma estrutura mensurável para avaliar seus esforços em prol da integridade eleitoral, incluindo o compartilhamento de métricas relevantes. Embora a Meta frequentemente cite métricas de atividade genéricas, como o número de anúncios armazenados ou contas removidas, ela ainda não estabeleceu métricas públicas que avaliem de forma transparente a eficácia — ou as lacunas críticas — de sua atuação. Isso precisa mudar.
Como o Conselho destacou em diversos casos envolvendo eleições regionais ( Curdistão Iraquiano ), protestos antigovernamentais ( slogan de protesto no Irã ) e sátira política ( Harris-Walz), a remoção indevida de discursos políticos antes de uma eleição corre o risco de minar a integridade eleitoral e criar um efeito inibidor irreversível na participação política. As ferramentas automatizadas de fiscalização devem levar em consideração a linguagem, as nuances e o contexto político para melhor proteger os discursos políticos que não incitam a violência.
"Em 2025, a Meta prometeu permitir mais liberdade de expressão e menos erros em eleições e debates políticos. Como demonstram os eventos recentes, a empresa ainda tem muito trabalho a fazer para cumprir essa promessa."
O Oversight Board afirmou que a Meta precisa tornar a fiscalização eleitoral mais transparente e consistente. Segundo o comitê, falhas recorrentes podem suprimir a liberdade de expressão política ou prejudicar a integridade eleitoral.
Segundo o Oversight Board, a Meta aplicou de forma excessiva suas políticas antifraude contra as contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O conselho afirmou que o caso deveria ter sido encaminhado a uma equipe interna de especialistas.
De acordo com o Oversight Board, a Meta divulga métricas genéricas, como o número de anúncios armazenados ou de contas removidas, mas não apresenta indicadores públicos sobre a eficácia de suas medidas eleitorais. O comitê cobra dados que revelem também as lacunas da atuação da empresa.
O Oversight Board é um comitê formado por especialistas independentes de diferentes países. O grupo analisa decisões da Meta sobre a permanência ou a remoção de conteúdos em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.
Após problemas nas eleições presidenciais de outubro de 2022, o Oversight Board pediu que a Meta criasse uma estrutura mensurável para avaliar seus esforços de integridade eleitoral. A recomendação incluiu o compartilhamento de métricas relevantes.
Segundo o Oversight Board, a Meta ainda precisa avançar na promessa feita em 2025 de ampliar a liberdade de expressão e reduzir erros durante eleições e debates políticos. O comitê afirmou que os episódios recentes mostram que a empresa ainda tem trabalho a fazer.
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