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Entenda: Comissário da ONU condena ‘atos de violência’ em protestos na Europa

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 18:31
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Entenda: Comissário da ONU condena ‘atos de violência’ em protestos na Europa
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira, 20, “todos os atos de violência” ocorridos durante manifestações dos últimos dias em vários países europeus, instando as partes envolvidas a “reduzirem as tensões”.

“As pessoas têm o direito de se manifestar pacificamente e de fazer ouvir a sua voz. Os Estados devem facilitar o exercício desses direitos”, afirmou Türk em comunicado. O representante da ONU lamentou tanto os atos de vandalismo quanto uma resposta por vezes “excessiva” das forças de segurança.

Segundo o comissário, “protestos em massa na Albânia, Bélgica, França, Itália e Portugal estão levantando preocupações quanto aos direitos humanos”.

Manifestações se espalham por diferentes países europeus, impulsionada sobretudo pela insatisfação com o custo de vida, o acesso à educação e à moradia e a precariedade dos serviços públicos. Com forte participação de jovens, os atos também refletem reivindicações específicas de cada país, como denúncias de corrupção e críticas a medidas dos governos.

Em muitos casos, os protestos terminaram em violência.

Nesta terça-feira, o governo francês anunciou que enviará algumas forças militares para reforçar o policiamento durante ⁠protestos previstos para ‌o próximo sábado.

A declaração de Nuñez ocorre após o primeiro-ministro Sébastien Lecornu ‌afirmar que o destacamento policial para ⁠as manifestações do próximo sábado seria “massivo” e que seu objetivo é um “retorno imediato à ordem”, depois do país viver, no último final de semana, alguns dos seus piores episódios de violência nas ruas dos últimos anos .

Na Bélgica, estudantes protestaram contra o aumento dos custos da educação e mudanças que, segundo eles, podem dificultar o acesso ao ensino superior.

Em Portugal, manifestantes montaram acampamentos em Lisboa para denunciar o encarecimento da moradia, enquanto na Albânia os atos contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama foram marcados por confrontos com a polícia e acusações de corrupção.

Na Espanha, mobilizações contra o preço da habitação também vêm ocorrendo nas últimas semanas.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou estar preocupado com o que considera um fenômeno de alcance internacional, capaz de se alimentar de episódios semelhantes em outros países. Em declarações à agência italiana Ansa, ele relatou vitrines quebradas, lojas saqueadas e moradores assustados, e disse que cenas semelhantes têm sido vistas em cidades de diferentes partes do mundo.

#Internacional#Polícia
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