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Entenda: Câmara de Teresina mantém veto de Silvio Mendes e barra projeto que ampliaria transparência na cobrança do IPT

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 14:55
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Entenda: Câmara de Teresina mantém veto de Silvio Mendes e barra projeto que ampliaria transparência na cobrança do IPT
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Proposta permitiria aos moradores conhecer os critérios utilizados pela Prefeitura para classificar imóveis como urbanos e sujeitos à cobrança do imposto. Vereador Dudu criticou a decisão, enquanto Executivo alegou problemas jurídicos no texto.

A proposta buscava garantir que os moradores tivessem acesso às informações utilizadas pela administração municipal para definir quais imóveis estão localizados em áreas urbanas e, consequentemente, sujeitos à incidência do imposto.

Com a manutenção do veto, o projeto não será transformado em lei, permanecendo as regras atualmente existentes no município.

A decisão provocou questionamentos sobre o acesso dos contribuintes às informações que fundamentam a cobrança do IPTU, especialmente em regiões de Teresina que passam por expansão urbana.

Projeto pretendia dar mais transparência à cobrança do IPTU

De autoria do vereador Petrus Evelyn (PP), com participação do vereador Dudu (PT) na tramitação, o Projeto de Lei nº 141/2026 previa a divulgação de critérios e informações relacionados à caracterização das áreas urbanas da capital.

Entre os dados que deveriam ser disponibilizados estavam a identificação dos logradouros, a infraestrutura existente nas localidades e os fundamentos utilizados para determinar a incidência do IPTU.

O objetivo era permitir que proprietários acompanhassem eventuais alterações na classificação de seus imóveis, principalmente em áreas que anteriormente eram consideradas rurais.

Vereador Dudu critica veto e defende direito à informação

O vereador Dudu (PT) se posicionou contra a manutenção do veto e criticou a decisão durante a discussão na Câmara Municipal.

Segundo o parlamentar, a proposta era importante para garantir que os moradores soubessem quando e por quais razões determinadas regiões passariam a ser consideradas urbanas.

A preocupação envolve principalmente famílias que possuem imóveis em áreas de expansão da cidade e que podem ser afetadas por mudanças na classificação territorial.

Na avaliação de Dudu, a divulgação desses critérios permitiria acompanhar as decisões da administração municipal e evitaria que alterações na classificação dos imóveis ocorressem sem o conhecimento dos proprietários.

O parlamentar defendeu maior transparência no processo de definição das áreas sujeitas à cobrança do IPTU.

Prefeitura alega inconstitucionalidade e risco de prejuízos à arrecadação

Na justificativa enviada ao Legislativo, o prefeito Silvio Mendes apresentou argumentos jurídicos para o veto integral à proposta.

Segundo o Executivo, o texto ultrapassava a finalidade de ampliar a transparência administrativa e avançava sobre procedimentos relacionados à legislação tributária municipal.

A Prefeitura sustentou que determinados dispositivos tratavam de revisão e cancelamento da cobrança do IPTU, matérias que, na avaliação da gestão, deveriam observar regras específicas previstas no Código Tributário Nacional e na legislação municipal.

Outro argumento foi a existência de possíveis divergências entre os critérios de infraestrutura urbana estabelecidos pelo projeto e aqueles previstos na legislação federal.

A administração municipal também alertou para o risco de aumento das contestações administrativas e judiciais contra a cobrança do imposto, com possíveis efeitos sobre a arrecadação.

Para o Executivo, essas questões justificavam o veto total ao projeto.

Prefeitura afirma que informações já podem ser acessadas

Apesar de vetar a proposta, a gestão municipal reconheceu, na justificativa apresentada, a importância da transparência sobre os critérios utilizados para classificar imóveis como urbanos.

A Prefeitura argumentou que parte dessas informações já pode ser disponibilizada por mecanismos administrativos existentes, incluindo o Cadastro Territorial Multifinalitário.

Esse instrumento reúne informações territoriais e cadastrais que podem subsidiar o planejamento urbano e a administração tributária.

A posição do Executivo é que a ampliação do acesso às informações deve respeitar os procedimentos e as normas atualmente previstos na legislação.

Com a manutenção do veto, não haverá a criação das novas obrigações de divulgação previstas no Projeto de Lei nº 141/2026.

Na prática, permanecem os procedimentos atuais utilizados pela Prefeitura para classificar os imóveis e aplicar a cobrança do IPTU.

É importante esclarecer que o projeto vetado não acabava com o IPTU e sua rejeição não significa aumento automático do imposto.

A discussão estava relacionada principalmente à transparência dos critérios de enquadramento dos imóveis e aos mecanismos administrativos associados à cobrança.

Moradores que discordarem da classificação de suas propriedades continuam podendo buscar informações e apresentar questionamentos pelos canais administrativos e legais existentes.

Expansão urbana levanta questionamentos sobre cobrança de impostos

O crescimento de Teresina e a incorporação de novas áreas ao perímetro urbano tornam a discussão especialmente relevante para proprietários de imóveis localizados em regiões de expansão da cidade.

Uma das principais preocupações envolve a possibilidade de terrenos anteriormente classificados como rurais passarem a integrar áreas urbanas e ficarem sujeitos a regras tributárias diferentes.

A incidência do IPTU depende dos requisitos estabelecidos na legislação, incluindo as disposições do Código Tributário Nacional e as normas municipais aplicáveis.

Transparência na cobrança do IPTU continua em debate

A manutenção do veto encerra a tramitação do Projeto de Lei nº 141/2026, mas não elimina o debate sobre a divulgação das informações utilizadas pela administração municipal.

De um lado, parlamentares contrários ao veto defendem que a população tenha acesso mais claro aos critérios que determinam a cobrança do imposto.

Do outro, a Prefeitura sustenta que a proposta apresentava irregularidades jurídicas e poderia comprometer procedimentos da administração tributária.

A questão que permanece é como garantir que os contribuintes tenham acesso fácil e compreensível às informações sobre a classificação de seus imóveis, sem criar conflitos com a legislação vigente.

Para o morador de Teresina, conhecer os critérios utilizados para a cobrança de um imposto é parte fundamental do direito à informação e à transparência na administração pública.

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