Entenda: Bullying pode deixar 'marcas' na vida adulta? Estudos apontam consequências
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Consulte formatos e valores disponíveisBullying pode deixar 'marcas' na vida adulta? Estudos apontam consequências Pesquisas que acompanharam vítimas por anos investigaram os efeitos do bullying na saúde mental, nos relacionamentos e na vida adulta Bullying: pesquisas apontam maior risco de ansiedade, depressão e dificuldades sociais na vida adulta (Freepik)
Publicado em 21 de outubro de 2026 às 10h40 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Bullying Saiba mais O bullying na infância e na adolescência pode ter consequências que vão além do período escolar. Pesquisas científicas que acompanharam crianças e adolescentes até a vida adulta identificaram associações entre a violência praticada por colegas e problemas de saúde mental , incluindo transtornos de ansiedade e depressão.
Experiências de intimidação, humilhação e agressões repetidas podem estar relacionadas a dificuldades que persistem anos depois. Para investigar essa relação, os pesquisadores também consideraram problemas psicológicos anteriores e condições familiares desfavoráveis.
O tema ganha destaque após o Dia Mundial de Combate ao Bullying , comemorado na última terça-feira, 20, data dedicada à conscientização sobre essa forma de violência e suas consequências. O influenciador Felca aproveitou a ocasião para revelar que foi diagnosticado com fobia social , também conhecida como transtorno de ansiedade social .
Em um vídeo publicado no YouTube , Felca apresentou um laudo médico e relatou episódios de bullying e agressões físicas sofridos durante a adolescência. Segundo o influenciador, essas experiências afetaram sua capacidade de frequentar ambientes sociais, incluindo a escola e, posteriormente, a faculdade.
Uma pesquisa publicada na revista científica JAMA Psychiatry acompanhou 1.420 participantes nos Estados Unidos. O estudo avaliou a exposição ao bullying entre os 9 e os 16 anos e investigou a saúde mental dos participantes aos 19, 21 e entre 24 e 26 anos .
Os pesquisadores analisaram quatro grupos: vítimas de bullying, agressores, pessoas que haviam sido vítimas e agressores, além de participantes que não estiveram envolvidos nessas situações.
Os resultados mostraram que as vítimas apresentavam maior probabilidade de desenvolver determinados transtornos de ansiedade na vida adulta.
Mesmo após ajustes para problemas psiquiátricos anteriores e dificuldades familiares, foram identificadas as seguintes associações entre as vítimas:
Os números representam associações estatísticas observadas na população estudada e não significam que todas as pessoas que sofreram bullying desenvolverão esses transtornos.
A pesquisa também identificou riscos elevados entre participantes que haviam sido vítimas e agressores. Nesse grupo, foram observadas associações com depressão, transtorno do pânico e comportamentos relacionados ao suicídio , com diferenças entre homens e mulheres.
Outra pesquisa, publicada na revista The Lancet Psychiatry , analisou dados de dois estudos de acompanhamento realizados no Reino Unido e nos Estados Unidos. Ao todo, foram consideradas informações de 5.446 participantes, sendo 4.026 da pesquisa britânica e 1.420 da americana.
Os pesquisadores investigaram se os problemas de saúde mental na vida adulta estavam associados à exposição ao bullying ou a outras experiências adversas durante a infância . Para isso, compararam crianças que sofreram bullying com aquelas que haviam sido vítimas de maus-tratos praticados por adultos, além de participantes expostos às duas situações.
Os resultados mostraram que vítimas de bullying apresentavam maior probabilidade de problemas de saúde mental na vida adulta, incluindo ansiedade, depressão e comportamentos de autoagressão . As associações específicas variaram entre as populações analisadas.
Os pesquisadores também consideraram fatores familiares e outras experiências adversas para avaliar a relação entre a violência praticada por colegas e os problemas identificados. Os resultados indicam que a exposição ao bullying pode estar associada a consequências psicológicas que persistem após o período escolar.
As possíveis consequências do bullying também foram investigadas em áreas que vão além da saúde mental. Um estudo publicado na revista científica Psychological Science acompanhou participantes desde a infância e avaliou indicadores de saúde, condições econômicas e relações sociais na vida adulta.
Os pesquisadores identificaram que pessoas que sofreram bullying apresentavam maior risco de resultados desfavoráveis nessas áreas, mesmo após considerar dificuldades familiares e problemas psiquiátricos anteriores. Entre os aspectos analisados estavam a situação financeira, as condições de saúde e a qualidade dos relacionamentos sociais .
Os resultados apontaram associações entre experiências de bullying na infância e dificuldades em diferentes dimensões da vida adulta. Por se tratar de uma pesquisa observacional, os dados não permitem afirmar que o bullying tenha sido a causa isolada dos problemas identificados.
Os estudos mostram um aumento do risco de determinados problemas, mas não permitem concluir que todas as vítimas apresentarão consequências permanentes.
As pesquisas identificaram diferenças estatísticas entre pessoas expostas e não expostas à violência. Esses resultados não permitem prever individualmente quem desenvolverá transtornos mentais ou outras dificuldades.
Fatores como a frequência das agressões, o contexto familiar e o histórico de saúde mental também precisam ser considerados na interpretação dos resultados.
Quando experiências de bullying estão associadas a sofrimento persistente, isolamento, dificuldades nos relacionamentos ou sintomas de ansiedade e depressão , a avaliação de um profissional de saúde mental pode ajudar a identificar a necessidade de acompanhamento.
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Atualização: Saúde
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