Entenda: Brasil continua com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic em 13,75%; veja ranking
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Consulte formatos e valores disponíveisContinua com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic em 13,75%; veja ranking Juro real, que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses, ficou em 9,05% (Pedro França/Agência Senado/Flickr)
Priorizar nos meus resultados Google Contexto 34s O Brasil mantém a maior taxa de juro real do mundo após o Copom decidir pela manutenção da Selic em 13,75% ao ano. O juro real, que desconta a inflação esperada, ficou em 9,05%, superando países como Turquia, Argentina e Rússia. O cenário global de incertezas econômicas e mudanças nas projeções de inflação está impactando as posições no ranking de juros.
Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter nesta quarta-feira, 4, a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, o Brasil segue na primeira posição do ranking global de juros reais.
O juro real, que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses, ficou em 9,05%, segundo levantamento realizado em parceria entre a MoneYou e a Lev Intelligence.
A Turquia aparece na segunda colocação, com juro real de 7,77%, seguida por Argentina (6,80%), Rússia (6,57%) e Colômbia (4,05%).
Já em termos nominais, o Brasil ocupa a quarta posição, atrás de Turquia, Argentina e Rússia. Nesse critério, a taxa brasileira fica acima das registradas por Colômbia (12,25%), África do Sul (7,25%) e México (6,50%).
O levantamento aponta que as perspectivas de inflação para os próximos 12 meses foram revisadas para cima na maioria dos países analisados. O cenário contribuiu para reduzir os juros reais em diferentes economias, com alguns países passando a registrar taxas negativas.
“O conflito Irã-EUA nos preços alterou a dinâmica das projeções globais de inflação para os próximos 12 meses e ao mesmo tempo, continua a movimentar diversas posições no Ranking, dadas posturas mais conservadoras de autoridades monetárias, em meio à imponderabilidade dos eventos", diz um trecho do levantamento.
No cenário doméstico, o estudo menciona as incertezas em torno da política fiscal e das próximas decisões do Banco Central. Além disso, aponta que a desvalorização do real frente ao dólar e a abertura da curva de juros reforçam a postura conservadora de analistas e operadores do mercado.
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