Entenda: A condenação pela Justiça americana de brasileiros que lavam dinheiro do PCC nos EUA
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google Ler Resumo Um brasileiro foi condenado a 12 anos de prisão nos EUA por lavar mais de 30 milhões de dólares de recursos ilícitos, incluindo dinheiro de tráfico de drogas, com envolvimento com o PCC. Ygor Fokin Saviolli se declarou culpado de gerenciar uma rede sofisticada, usando criptomoedas e empresas laranjas. Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em um comunicado divulgado à imprensa, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que um brasileiro de 35 anos foi condenado a doze anos de prisão “por seu papel como gerente e supervisor em uma organização criminosa de lavagem de dinheiro” que movimentou ao menos 30 milhões de dólares em recursos ilícitos — o que inclui movimentação financeira oriunda do tráfico de drogas. Trata-se de Ygor Fokin Saviolli , que, segundo as autoridades locais, declarou-se culpado das acusações. Ele tem envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) , que passou a ser classificada pelo governo de Donald Trump como um grupo terrorista.
“As organizações de narcotráfico dependem de sofisticados lavadores de dinheiro para transformar dinheiro sujo em lucros utilizáveis”, disse o procurador dos EUA Jason Quiñones , que atua no sul da Flórida. “Saviolli ajudou a gerenciar uma operação internacional que movimentou e ocultou mais de 30 milhões de dólares em lucros ilícitos, incluindo dinheiro do narcotráfico, pelos Estados Unidos e outros países. Continuaremos a visar não apenas os traficantes que envenenam nossas comunidades, mas também as redes financeiras que tornam possíveis suas atividades criminosas. Sua sentença de doze anos em prisão federal é uma consequência de ter ajudado a transformar os lucros do narcotráfico na fonte de sustento de organizações criminosas internacionais. ”
Savolli foi acusado de operar por meio de criptomoedas e empresas-laranja para obter movimentação financeira e transformar o dinheiro de origem ilícita em lícito. Ainda segundo o comunicado, em 24 de setembro, outros cinco réus receberam penas por participação no crime. São eles: Gabriel Cezar Menezes , de 29 anos, Omar Aliperti De Mello Correa , de 34 anos, Leandro de Avila Gonçalves , de 43 anos, João Andrade De Mello , de 29 anos, e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa , de 30 anos. As penas variam de um a sete anos de prisão. Destes, apenas Mello Correa tem cidadania americana. Os demais são brasileiros que estavam em solo norte-americano de maneira ilegal, segundo as autoridades locais.
De acordo com documentos judiciais, Saviolli, Menezes, Correa, Gonçalves, Mello e Barbosa faziam parte de uma sofisticada organização de lavagem de dinheiro que operava nos Estados Unidos e em diversos países. Os membros da quadrilha se organizavam para que mensageiros em solo americano recebessem grandes quantias em dinheiro provenientes da venda de substâncias controladas e, em seguida, depositassem o dinheiro em bancos por todo o país para ocultar e devolver os lucros, entre outros, às fontes de fornecimento de drogas que operavam fora dos Estados Unidos.
“Dezenas de coletas em todo o país eram coordenadas por meio de mensagens de WhatsApp que incluíam facilitadores e mensageiros. Saviolli fornecia fundos iniciais para facilitar as operações da organização de lavagem de dinheiro e supervisionava o recebimento e a lavagem das grandes quantias em dinheiro provenientes do tráfico de drogas. Menezes também atuava como facilitador, orientando e supervisionando os mensageiros, e pessoalmente coletou grandes quantias em dinheiro em diversas ocasiões. Correa, De Mello, Barbosa e Gonçalves atuavam como correios da organização de lavagem de dinheiro, realizando coletas de grandes quantias em dinheiro vivo em cidades como Atlanta , Charlotte , Chicago , Cleveland , Minneapolis , Rochester e Tampa , entre outras. Ao longo da conspiração, a organização ocultou mais de 30 milhões de dólares em dinheiro vivo”, diz trecho do comunicado. O caso foi investigado pelo FBI. Há ainda uma tramitação processual envolvendo Saviolli no Brasil depois de investigação conduzida pela Polícia Federal.
Entre junho e julho deste ano, segundo o Departamento de Justiça americano, os seis réus se declararam culpados. “Um brasileiro se declarou culpado perante um juiz de instrução criminal por conspiração para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, e o tribunal distrital aceitou a declaração de culpa. No dia 1º de junho, o mesmo tribunal também aceitou as declarações de culpa de cinco outros réus”, informaram à época.
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