Empate técnico acirra disputa de Flávio Bolsonaro e Lula — Análise
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisA pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta sexta-feira (16), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numéricamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República. Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN , o empate técnico acirra ainda mais a disputa na reta final da campanha.
Isabel Mega avaliou o cenário eleitoral e destacou que os dois candidatos apostam nos debates como fatores decisivos . Segundo ela, o PT enxerga o confronto direto na televisão como uma vantagem para Lula, dado o maior histórico do candidato nesse tipo de enfrentamento.
"O PT aposta muito nisso porque vê o presidente Lula com mais experiência do que Flávio nesse confronto direto na televisão", afirmou Isabel Mega.
Isabel Mega observou que, ao longo da semana, o bolsonarismo intensificou os ataques ao governo Lula, retomando episódios como o caso Lulinha e o nome de Marcola. Na avaliação da analista, muitos temas que geraram combustível durante a pré-campanha e o início da campanha ficaram para trás diante do volume de novidades surgidas ao longo do processo eleitoral.
Quanto ao tom adotado pelos candidatos, Isabel Mega ressaltou que ambos os lados têm optado por uma postura mais moderada . "Você ter de um lado ou de outro a elevação de um tom é avaliado, pelos dois lados, de que não ajuda muito a captar o que é que precisa nesse momento, que é justamente a atenção desse eleitor que ainda está indeciso", explicou a analista.
Esse eleitor indeciso , o que ficou em casa e o que pode dar um "voto envergonhado" são os alvos prioritários de ambas as campanhas .
Flávio e Lula querem evitar bate-boca em primeiro debate Esquerda ajusta discurso sobre maioridade penal; PL vê “enganação” de Lula Flávio é orientado a evitar postura agressiva em sabatinas e debates Trajetória da queda e mobilização O analista de Política da CNN Teo Cury apontou que o empate reflete um movimento observado nos últimos 12 dias: enquanto Flávio Bolsonaro teria adotado uma postura mais passiva após o primeiro turno, a campanha de Lula se mobilizou com maior intensidade.
"Há uma percepção de que o presidente Lula ficou jogando parado antes do primeiro turno e o Flávio se mobilizou. Com o resultado do primeiro turno, o Flávio começou a jogar parado e o presidente Lula se mobilizou", afirmou o analista. Esse comportamento teria gerado incômodo entre aliados de Flávio, que defendiam maior atuação nos dias seguintes ao primeiro turno.
Pesquisas anteriores, como a Quest e o Datafolha, apontavam uma vantagem de dois pontos percentuais para Flávio Bolsonaro. O novo levantamento do Poder Data, divulgado no dia 16 de outubro, mostra a diminuição dessa diferença e consolida o empate numérico entre os dois candidatos.
A pesquisa também analisou a migração dos votos de outros candidatos do primeiro turno. Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 47% devem votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto 36% irão para Lula.
Já entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 46% devem migrar para Flávio e 24% para Lula. No caso dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), 50% devem votar em Flávio e 30% em Lula.
Quanto ao perfil do eleitorado , a pesquisa aponta que Flávio Bolsonaro tem maior propensão de voto entre homens de 25 a 59 anos, eleitores sem escolaridade ou com ensino médio, moradores das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com renda entre 2 e mais de 5 salários mínimos e evangélicos.
Já Lula lidera entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, pessoas acima de 60 anos, eleitores com ensino fundamental e superior, moradores do Nordeste, com renda de até dois salários mínimos e sem religião, católicos, espíritas, praticantes de umbanda e candomblé e ateus.
Teo Cury chamou atenção para o dado que eleitores que nunca frequentaram a escola apresentam maior propensão a votar em Flávio do que em Lula. "Antes isso era o contrário", destacou a analista, apontando que há um temor na campanha de Lula de que esteja ocorrendo uma mudança no perfil de seu eleitorado tradicional.
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