Em destaque: UFRN conquista Grande Prêmio Capes de Tese pela primeira vez
O resultado preliminar da edição de 2026, divulgado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na última quarta-feira (21), recon

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Consulte formatos e valores disponíveisA Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi contemplada, pela primeira vez em sua história, com o Grande Prêmio Capes de Tese. O resultado preliminar da edição de 2026, divulgado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na última quarta-feira (21), reconheceu a pesquisa da geógrafa Larissa Silva Queiroz como vencedora na categoria de Humanidades.
Intitulada Método para avaliação do patrimônio geomorfológico de geoformas em rochas, a tese foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGE) da UFRN e apresenta uma metodologia inovadora para avaliar formações rochosas a partir de características científicas, estéticas e culturais.
O trabalho foi orientado pelo professor Marco Túlio Mendonça Diniz, da UFRN, e coorientado pela professora Jacimária Fonseca de Medeiros, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). A pesquisa foi realizada em duas regiões serranas potiguares: o Complexo Serrano Martins-Portalegre e as Serras do Agreste.
A conquista representa um marco para a pós-graduação da instituição. Larissa já havia recebido, em setembro, o Prêmio Capes de Tese na área de Geografia e agora foi selecionada entre os destaques de diferentes áreas do conhecimento que integram a categoria de Humanidades.
O estudo propõe uma nova forma de identificar e avaliar o patrimônio geomorfológico, considerando não apenas os aspectos físicos das rochas, mas também os significados que essas estruturas possuem para as comunidades locais.
Um dos diferenciais da pesquisa é a utilização do conceito de pareidolia, fenômeno psicológico que leva as pessoas a reconhecer figuras familiares, como rostos, animais e objetos, em elementos da natureza.
Nas formações rochosas, essas interpretações podem influenciar a relação da população com a paisagem e contribuir para a valorização cultural e turística dos locais.
“A principal contribuição está no desenvolvimento de uma metodologia inovadora, em considerar a pareidolia e, principalmente, em propor a inclusão do valor cultural como um elemento importante para definir se um local pode ser considerado um geossítio”, explicou Larissa.
Ao todo, a pesquisa avaliou 19 locais, dos quais 15 foram classificados como geossítios e quatro como sítios da geodiversidade. Os resultados podem auxiliar na preservação dessas áreas e no desenvolvimento do geoturismo, modalidade de turismo voltada à valorização das características geológicas e geomorfológicas dos destinos.
“A grande contribuição que ela dá é para entender a interação entre as formas de relevo, as rochas e a cultura das pessoas, como as pessoas interpretam a natureza, principalmente as formas nas rochas, e como isso influencia na cultura das pessoas”, afirmou.
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