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Em destaque: Só o CDI se salva em outubro, enquanto Ibovespa despenca quase 10%; confira ranking de investimentos do mês

Ao final do período, o dólar foi o investimento de melhor desempenho, com valorização de 5,2% na cotação comercial.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 21:26
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Em destaque: Só o CDI se salva em outubro, enquanto Ibovespa despenca quase 10%; confira ranking de investimentos do mês
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Outubro foi do céu ao fosso para os mercados, refletindo a mudança brusca de humor dos investidores diante do cenário eleitoral. Ao final do período, o dólar foi o investimento de melhor desempenho, com valorização de 5,2% na cotação comercial.

Enquanto o resultado do primeiro turno alimentou a expectativa de uma troca de governo e impulsionou ativos locais, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreendeu parte dos agentes financeiros e desencadeou uma forte correção de preços, da renda variável à renda fixa.

A moeda norte-americana saiu na frente com a desvalorização do real. O dólar avançou 5,20% no mercado à vista e 4,65% pela cotação PTAX, ocupando as duas primeiras posições do ranking mensal de investimentos do Seu Dinheiro.

Na outra ponta da tabela ficou o Ibovespa, que acumulou queda de 9,75% no período. O principal índice da bolsa brasileira registrou perdas de 18% nesta semana após o segundo turno, a pior da sua história.

A bolsa foi pressionada pelo aumento das incertezas sobre a condução da política econômica nos próximos anos.

A abertura dos juros futuros, o avanço do dólar e a piora da percepção de risco fiscal provocaram uma reprecificação generalizada dos ativos domésticos, atingindo especialmente empresas mais sensíveis ao cenário econômico local.

O desempenho negativo do mercado acionário também contaminou outras classes de ativos. O IFIX, índice de fundos imobiliários, encerrou outubro com queda de 2,84%, enquanto o Bitcoin (BTC) recuou 3,11%.

A renda fixa também sentiu os efeitos da disparada dos juros futuros.

Os títulos públicos estiveram entre os investimentos mais penalizados de outubro, especialmente aqueles com vencimentos mais longos.

A explicação está na marcação a mercado. Com a deterioração das expectativas econômicas e a retomada da exigência por prêmios de risco maiores pelos investidores, as taxas dos títulos subiram.

Como os preços caminham na direção oposta aos juros, os papéis perderam valor.

O destaque negativo ficou com o Tesouro IPCA+ 2050, que caiu 6,59% no mês e terminou entre os piores investimentos do ranking.

Também registraram perdas expressivas o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 (-5,54%), o Tesouro Prefixado 2032 (-5,12%) e o Tesouro IPCA+ 2040 (-4,74%).

Os vencimentos mais curtos tiveram perdas limitadas, mas o saldo ainda foi negativo. O melhor desempenho entre os títulos indexados à inflação foi o Tesouro IPCA+ 2032, com recuo de 0,96%.

Mas quem saiu ileso da volatilidade foram as aplicações pós-fixadas. O CDI avançou 1,02% em outubro e ficou na terceira posição do ranking do Seu Dinheiro. Já o Tesouro Selic 2031 rendeu 0,92%, enquanto a poupança entregou retorno de 0,67%.

#Belém#Política#Governo#Economia
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