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Em destaque: Setor portuário vê riscos à cadeia logística com saturação dos portos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 15:30
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Em destaque: Setor portuário vê riscos à cadeia logística com saturação dos portos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O setor portuário está alertando para possíveis riscos à cadeia logística com os portos brasileiros operando cada vez mais próximos do limite.

Segundo um levantamento realizado pela consultoria Macroinfra, especializada em transporte e logística, os terminais poderão atingir o limite de capacidade de movimentação de contêineres até o ano de 2030.

O estudo compilou dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), considerando os anos de 2015 a 2025, o estudo mostrou um quadro de saturação operacional em quatro importantes terminais portuários do país, sendo Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí /Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Com o cenário saturado, ocorre a migração dos fluxos de contêineres para outros portos e terminais menos ocupados.

Nesse cenário, é previsto o esgotamento da capacidade portuária de movimentação de contêineres n o Brasil para os próximos 4 anos, caso os projetos de expansão de capacidade e novos terminais não saiam do papel.

Como mostrou a CNN, o Ministério de Portos e Aeroportos prepara uma nova ferramenta para monitorar a saturação dos portos brasileiros para o próximo ciclo presidencial, entre 2027 e 2030.

Exportações brasileiras em contêineres para os EUA caem 15,6% com tarifaço Passagens aéreas puxam IPCA de outubro e caem 9,24% Infra S.A. prevê concluir estudo da Transnordestina até o fim do ano Em entrevista, Simone Ramos, diretora de Portos e Logística da Lockton, corretora de seguros que atua no gerenciamento de riscos para o setor marítimo e portuário, alertou para os riscos de acidentes, paralisações e perdas financeiras com as operações ocorrendo próximas do limite de capacidade.

Para a executiva, a exposição vai além da capacidade física do terminal e envolve equipamentos, pessoas, tecnologia e a continuidade dos negócios.

“Essas empresas, além da interrupção de negócios, você tem alguns tipos de riscos tanto seguráveis quanto não seguráveis, quando você opera dentro do limite como riscos acidentais, meio ambiente, até a parte regulatória que pode em algum momento ter algum alívio, alguma exposição de não cumprimento daquilo que é obrigatório pelo poder concedente", alertou.

Ainda segundo Simone, as empresas estão investindo em novas construções, armazenagem e equipamentos para atender ao crescimento da demanda, mas alerta que ampliar as estruturas enquanto a operação continua funcionando pode criar riscos que precisam ser mapeados.

"Dentro desse limite, ampliar essa operação com a operação funcional, você não tem nada. Então você precisa identificar quais são os principais seguros que devem ser contratados", reforça.

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, ainda há capacidade operacional disponível nos portos e ela deve ser analisada considerando o conjunto do sistema portuário, que reúne portos públicos, terminais privados e outras instalações.

Segundo Ávila, essa capacidade é finita e vai sendo consumida pelo crescimento da movimentação de cargas.

"Já esgotamos 100% da nossa capacidade operacional? Não. A gente ainda tem capacidade operacional disponível, tanto é que todos os anos a gente percebe que os nossos portos aumentam seus volumes de carga a serem movimentados", afirmou.

Apesar da disponibilidade, o secretário defendeu antecipar investimentos para atender à demanda futura, explicando que os projetos levam tempo para se transformar em capacidade efetiva, por envolverem leilões, licenciamento ambiental e obras.

Ainda segundo Ávila, a ampliação dos terminais precisam vir acompanhado de investimentos nos acessos aquaviários, rodoviários e ferroviários.

"Acessos, tanto por água, quanto acessos por terra, rodovia, ferrovia, eles são essenciais para que um porto efetivamente seja um porto", defendeu.

O secretário também defendeu uma continuidade do planejamento de longo prazo para atender à demanda futura.

"É muito importante a gente ter um aspecto de continuidade, principalmente de planejamento e projetos de Estado (...) só com planejamento de longo prazo, principalmente voltados a desenvolver as condições de melhoria de acesso e ampliação de capacidade de porto, que a gente vai buscando dar atendimento para esse volume de cargas crescente", finalizou.

No início do mês, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, divulgou uma nova carteira de projetos e investimentos do MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) para os próximos quatro anos, com investimentos de cerca de R$ 160 bilhões.

Para os portos, o ministério prevê 34 leilões, com investimentos estimados em R$ 20,6 bilhões.

Entre os projetos estão o Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), com R$ 6,45 bilhões; o SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), com R$ 3,84 bilhões; o ITJ01, no Porto de Itajaí (SC), com R$ 2,66 bilhões; o VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA), com R$ 1,93 bilhão; e o IQI15, no Porto do Itaqui (MA), com R$ 1,22 bilhão.

#Belém#Política#Governo#Negócios
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