Em destaque: "Sempre negligenciaram meu filho", diz mãe de bebê morto em hospital de SP
Certidão indica sepse e “distúrbios subsequentes a cirurgia cardíaca”

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Consulte formatos e valores disponíveisTrês semanas se passaram entre a data em que o pequeno Marcos Lucca Freitas de Almeida completou um ano de idade e o dia em que ele deu entrada no Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo, para uma operação cardíaca. O bebê nunca mais deixou o local com vida.
Ele faleceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica pouco mais de um mês depois da operação, em 10 de setembro ano passado. Para Bruna Freitas de Oliveira, mãe do menino, só há uma explicação: “Sempre negligenciaram meu filho de todas as formas”, disse em denúncia conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.
Marcos Lucca tinha pouco mais de 1 ano quando morreu no Hospital Salvalus. Certidão de óbito indica sepse e “distúrbios subsequentes a cirurgia cardíaca”
Marcos nasceu em 17 de julho de 2024 com uma condição cardíaca, que só foi diagnosticada aos sete meses de idade. O quadro exigia uma cirurgia no coração, o que fez o menino ser encaminhado ao Hospital Salvalus, considerado de referência na rede NotreDame Intermédica HapVida e atualmente investigado pela Polícia Civil de São Paulo após a morte suspeita de bebês.
Por estar abaixo do peso, a equipe médica considerou que o mais adequado seria esperar ele completar um ano de idade. “Eu vou te falar exatamente as palavras que o cardiologista dele me falou quando ele ia operar: ‘eu vou deixar ele ficar em casa para comemorar um aninho, porque eu acho muita judiação ele não passar o aniversário com vocês”, disse a mãe de Marcos à reportagem.
Em 7 de agosto do ano passado, e foi submetido à operação no dia seguinte. Nas primeiras 48 horas, o bebê apresentou complicações, como um caroço roxo na cabeça. O coração não respondia mais. “As médicas falaram para a gente que tinham feito tudo o que eles podiam, porém agora era com ele. Mas ele conseguiu se estabilizar após essas 48 horas, e estava evoluindo muito bem”, lembra Bruna.
Até que, ao ser extubado, Marcos apresentou dificuldades para respirar sozinho, e precisou retornar à entubação. “Ele foi entubado na minha frente, [eu estava] ali dentro da sala com ele, e ele teve ali um princípio de uma parada cardíaca. Porém conseguiram reanimar”, contou a mulher.
Segundo ela, após a reanimação, o bebê foi mais uma vez entubado, mas com um tubo para pacientes adultos, e não um infantil. “Ele ficava ali numa posição horrorosa para que esse tubo funcionasse, era uma dor muito grande que a gente sentia, e nós perguntávamos para os médicos, e eles falavam que o tubo era irrelevante, e que ele conseguiria permanecer ali com o tubo normalmente, não teria problema algum”, relatou a mãe do menino.
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