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Em destaque: Segurança, economia, saúde; veja propostas de Flávio Bolsonaro e de Lula para governo

Leia mais (10/22/2026 - 00h36)

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 03:36
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Em destaque: Segurança, economia, saúde; veja propostas de Flávio Bolsonaro e de Lula para governo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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22.out.2026 à 0h36 Diminuir fonte Aumentar fonte São Paulo A eleição presidencial de 2026 será definida entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o presidente Lula (PT), que tenta um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.

Os dois especificaram propostas em diferentes temas nos planos de governo. Eles divergem em temas como economia, segurança pública, energia e saúde. Em cada um dos assuntos, há eixos de atuação delimitados pelos candidatos e levantados pela Folha .

Uma série de desafios aguarda o próximo presidente da República. Há problemas históricos que afetam a população brasileira, misturados com novos obstáculos e questões pontuais.

Veja as propostas de Flávio Bolsonaro e de Lula, por tema:

Economia Eixo Lula (PT) Flávio Bolsonaro (PL) Ajuste fiscal e contas públicas Manter o arcabouço fiscal atual para conter o crescimento das despesas, reduzir a taxa de juros e manter a inflação controlada sem prejuízo de políticas públicas sociais Retomar crescimento econômico e controlar aumento do gasto primário para promover controle fiscal Discutir o sistema de emendas parlamentares, em que deputados e senadores enviam dinheiro para projetos voltados às suas bases eleitorais, classificadas pelo documento de "grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal" Reformular regras fiscais para estabilizar e reduzir a dívida pública e controlar a taxa de juros e a inflação Limitar crédito subsidiado com recursos do Tesouro e controlar gastos discricionários dos três Poderes Sob a bandeira do "tesouraço", cortar ao menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados e despesas administrativas e combater penduricalhos e supersalários Investimento e financiamento Investir em infraestrutura, indústria e crédito para que o Estado induza o aumento da produtividade, torne a produção nacional mais competititiva e promova crescimento sustentável da economia e aprimore serviços para a população Lançar mais uma edição do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para atrair e manter investimentos públicos e privados em infraestrutura logística e continuar obras públicas e concessões Retomar o Programa Nacional de Desestatização Financiar infraestrutura com recursos da iniciativa privada por meio de PPPs (parcerias público-privadas) e concessões O investimento público direto se concentrará em setores como a segurança pública (com a meta de dobrar os investimentos federais na área), infraestrutura de prevenção a eventos climáticos, além das compras públicas para induzir inovação tecnológica Reforma tributária e endividamento Regulamentar a reforma tributária do consumo para tornar os produtos da cesta básica isentos de impostos e aplicar imposto seletivo para desestimular produtos nocivos à saúde Aprimorar regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito para acompanhar o endividamento das famílias e das empresas Revisar a reforma tributária do consumo aprovada pelo governo Lula e reduzir o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) para ajustar o que o documento classifica de "distorções" Criação do programa "Ganha-Ganha", no qual o pagamento de contas em dia e a conclusão de cursos geram pontuação positiva para acesso a juros menores e cashback Educação Eixo Lula (PT) Flávio Bolsonaro (PL) Alfabetização Alfabetizar 80% das crianças na idade certa Alfabetizar priorizando o método fônico e pagar alunos de bom desempenho para dar reforço a colegas Orçamento Expandir creches e pré-escolas com recursos do Novo PAC Gerir escolas por desempenho e condicionar o orçamento a metas de aprendizagem Formato do ensino e das escolas Financiar a educação em tempo integral com Fundeb e Novo PAC Educar para conhecimento sem doutrinação, respeitar papel das famílias e expandir escolas cívico-militares Políticas para a formação estudantil Implementar o Novo Ensino Médio com reequilíbrio da formação geral básica e fortalecer o programa Pé-de-Meia Conceder voucher para rede privada em locais com falta de vagas públicas, ampliar escolas em tempo integral, dar aula nas férias e criar política para alunos com altas habilidades Oferta de educação técnica e profissionalização Expandir o ensino técnico com 111 novos institutos federais e criar cursinho preparatório Ampliar a educação técnica com o setor produtivo Ensino superior Manter o piso nacional do magistério, criar o Pé-de-Meia Licenciatura e o programa Bolsa Mais Professores Migrar a governança do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações Financiamento do ensino e inclusão Implementar políticas de equidade, educação escolar quilombola, letramento digital e programas MEC Livros e MEC Idiomas Reformular o Fies para cobrar parcelas de formados que tenham emprego e renda Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados

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Não menciona o Brics nenhuma vez em seu programa, mas em entrevista ao podcast da Prager University, em 3 de junho, disse que vai avaliar a permanência do país no bloco. Também prometeu aos Estados Unidos que o Pix não será conectado a mecanismos internacionais

Defende usar o Mercosul como principal instrumento de integração econômica, com acordos como o fechado com a União Europeia. Rechaça a proposta de transformar o tratado em área de livre comércio para permitir acordos bilaterais. Propõe um mercado comum sul-americano de energia e impulso para a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)

Propõe aos EUA aprofundar cooperação em segurança, com compartilhamento de inteligência e informações; cooperação entre PF, Receita Federal e autoridades americanas; rastreamento de lavagem de dinheiro e combate ao tráfico de armas e drogas. Não aderiu ao "Escudo das Américas"

Pediu pessoalmente para o governo dos EUA designar PCC e CV organizações narcoterroristas, defende acordos bilaterais para combater as facções e promete incorporar o Brasil ao "Escudo das Américas", iniciativa regional de segurança liderada por Washington que inclui países que aceitam operações militares americanas

Lula classifica as ações de Israel em Gaza como genocídio e defende a criação de um Estado Palestino. Hoje, os dois países têm relações diplomáticas rebaixadas, apenas no nível de encarregado de negócios

Promete transferência da embaixada brasileira para Jerusalém, adesão a Acordos de Isaac —uma iniciativa de aproximação Israel-América Latina— e restabelecimento das relações diplomáticas em nível de embaixadores

Estreitar os laços diplomáticos entre os dois países e negociar as tarifas impostas aos produtos do país, aprofundando acordos econômicos e de segurança, mas de olho nos interesses brasileiros

Propõe a criação de uma zona de livre comércio nas Américas, a Afta (Americas Free Trade Agreement). Seu irmão Eduardo Bolsonaro comemorou a imposição de tarifas de Trump sobre o Brasil em julho de 2025

Combinar endurecimento penal, castração química para estupradores e expansão de tecnologias de vigilância e reconhecimento facial

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