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Em destaque: Quase 9 em cada 10 informações sobre saúde checadas nas redes sociais são falsas, aponta relatório

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 14:30
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Em destaque: Quase 9 em cada 10 informações sobre saúde checadas nas redes sociais são falsas, aponta relatório
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Quase 9 em cada 10 informações sobre saúde checadas nas redes sociais são falsas, aponta relatório Levantamento analisou 764 alegações checadas desde 2017 e aponta falsa autoridade médica, medo e distorção de estudos entre as principais estratégias Redes sociais: falsa autoridade médica e linguagem alarmista estão entre as estratégias de desinformação identificadas no levantamento (Matt Cardy/Getty Images)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Saúde Saiba mais Um levantamento realizado no Brasil identificou que 87,3% das informações sobre saúde verificadas pela Agência Lupa foram classificadas como falsas. A análise reuniu 764 alegações publicadas entre 2017 e 30 de junho de 2026, incluindo conteúdos sobre vacinas, tratamentos e alimentação.

Os resultados fazem parte do relatório “Raio-X da Desinformação em Saúde”, produzido pelo Observatório Lupa, núcleo de pesquisa da agência de checagem, com apoio da Afya. Segundo o documento, a quantidade de alegações falsas identificadas equivale, em média, a mais de uma nova informação falsa de grande alcance checada por semana.

A Covid-19 foi o assunto mais recorrente nas publicações analisadas, presente em 61% dos conteúdos. Informações sobre tratamentos, curas e métodos de prevenção apareceram em 34% dos casos. Já alimentos, bebidas e nutrição representaram 24%. Os percentuais não são exclusivos, pois uma mesma publicação pode abordar diferentes temas.

O relatório também identificou mudanças nos formatos utilizados para divulgar informações falsas. Receitas caseiras e promessas de tratamentos milagrosos passaram a dividir espaço com anúncios pagos, vídeos manipulados por inteligência artificial e declarações falsas atribuídas a médicos.

Os pesquisadores identificaram quatro estratégias recorrentes nas alegações analisadas.

Segundo o levantamento, a estratégia de falsa autoridade também inclui a omissão de limitações de pesquisas e o exagero de conclusões científicas. Dessa forma, conteúdos enganosos podem utilizar referências à ciência para transmitir credibilidade.

O WhatsApp foi a plataforma mais recorrente no levantamento, aparecendo em 70,5% das checagens examinadas pela Agência Lupa.

Os pesquisadores também identificaram uma mudança nas estratégias utilizadas recentemente. Entre 2025 e junho de 2026, o uso do medo e da linguagem alarmista tornou-se o recurso mais frequente, presente em 33,82% dos casos desse período.

Essas publicações costumam apresentar alegações como alertas urgentes e associar produtos ou intervenções médicas a riscos graves, incluindo infertilidade, câncer e morte.

Segundo Maiquel Rosauro, pesquisador da Agência Lupa responsável pelo estudo, a pandemia de Covid-19 ampliou a circulação de conteúdos enganosos sobre saúde. Entretanto, muitas das estratégias identificadas já eram utilizadas antes da crise sanitária e continuam presentes nas publicações atuais.

O levantamento indica que os assuntos e as ferramentas de disseminação mudaram ao longo dos anos, mas os mecanismos utilizados para convencer o público apresentam características semelhantes.

“O que o estudo mostra, olhando para quase 10 anos de checagens, é que muitas das técnicas que explodiram naquele momento já existiam antes e continuam sendo usadas hoje. A mentira mudou de assunto, incorporou novas ferramentas, mas preservou mecanismos de persuasão muito parecidos”, afirmou o pesquisador.

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