Em destaque: Protestos atingem ao menos 5 países da Europa no sábado
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Consulte formatos e valores disponíveisManifestações na França, Alemanha, Portugal, Albânia e Holanda têm diferentes reivindicações; governo francês contabiliza 320 mil participantes
> copiar link --> Na imagem: protestos registrados na França, Alemanha, Albânia e Holanda Reprodução/X - 31.out.2026 PODER360 1.nov.2026 (domingo) - 0h01 Priorize o Poder no Google Uma onda de protestos vem mobilizando milhares de cidadãos em diversas capitais e grandes cidades europeias. Embora impulsionados por pautas locais, os atos compartilham um estopim comum: a perda generalizada do poder de compra, o encarecimento da energia e dos combustíveis —agravado por conflitos no Oriente Médio— e a insatisfação com a gestão fiscal dos governos.
O cenário econômico de alta inflação coincide com um momento de forte endividamento público na região, em que a dívida de vários países ultrapassa 100% do PIB (Produto Interno Bruto). Essa limitação orçamentária reduz a margem de manobra dos governantes para expandir gastos sociais, alimentando a tensão com a população.
Manifestações foram registradas em ao menos 5 países da Europa no sábado (31.out.2026). França, Alemanha, Portugal, Albânia e Holanda tiveram protestos relacionados ao custo de vida, à educação, à moradia e à insatisfação com governos. Os atos apresentam diferentes reivindicações e não integram necessariamente uma mobilização coordenada.
Na França, 320 mil pessoas participaram dos protestos, segundo o Ministério do Interior, conforme informou o jornal Le Monde. Na Alemanha, manifestações foram realizadas em 34 cidades, conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.
Em Portugal, milhares de pessoas foram às ruas para cobrar medidas contra a crise habitacional, segundo a Associated Press. Na Albânia, protestos na capital, Tirana, terminaram em confrontos com policiais, conforme a agência italiana Ansa.
Na Holanda, a polícia interveio durante uma concentração em Haia e deteve ao menos 10 pessoas, segundo o jornal NL Times.
Embora tenham sido registrados episódios de violência, as ocorrências variaram entre os países. Os protestos também se diferenciam pela dimensão, pelas reivindicações e pela participação de movimentos políticos e sociais.
A França registrou no sábado (31.out) a 3ª mobilização consecutiva de fim de semana contra o aumento do custo de vida e problemas nos serviços públicos.
Segundo o Le Monde, o governo francês estimou a participação de 320 mil pessoas, incluindo 70 mil em Paris. Os organizadores contabilizaram quase 500 mil manifestantes no país, dos quais 200 mil na capital.
Os protestos foram realizados em cidades como Paris, Lyon, Marselha, Bordeaux, Rennes e Grenoble. Os participantes criticaram o custo de vida, as condições das escolas e a falta de investimentos em serviços públicos. O Ministério do Interior mobilizou 70.000 policiais e agentes de segurança para acompanhar os atos.
De acordo com o Le Monde, a maior parte das manifestações transcorreu pacificamente, mas houve confrontos durante a dispersão dos participantes em algumas cidades. Em Paris, manifestantes lançaram objetos contra policiais, que responderam com gás lacrimogêneo. Também foram registrados confrontos em Grenoble e Marselha.
Segundo o Ministério do Interior, 511 pessoas haviam sido detidas até a noite de sábado.
France just hit “Act III” of its cost-of-living protests. 320,000 in the streets. Molotov cocktails thrown at police. Cars burning. Cops injured.
Japan has the same inflation. The same squeezed workers. We complain, tighten our belts, show up Monday morning. Nobody throws a Molotov at a cop over the price of eggs.
The difference isn’t economics. It’s the glue — a shared culture, a shared sense of what’s off-limits.
Lose that, and no amount of “political expression” fills the hole. You just get the fire.
Na Alemanha, manifestações organizadas pelo movimento juvenil Gen Z regelt foram realizadas em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, dezenas de milhares de pessoas participaram dos atos para reivindicar melhorias na educação e medidas contra o aumento do custo de vida.
Os organizadores também se posicionam contra o serviço militar obrigatório e defendem mais investimentos em políticas públicas. Antes das manifestações, cerca de 150 mil pessoas haviam se inscrito para participar dos protestos em aproximadamente 30 cidades, segundo reportagem da Al Jazeera, com informações da AFP.
Em Frankfurt, grupos encapuzados saquearam estabelecimentos comerciais depois das manifestações, conforme a Reuters. A ocorrência de saques não significa que todos os participantes dos protestos tenham se envolvido nos episódios de violência.
The protests, organised by “Gen Z regelt,” demanded better education, lower living costs and opposed compulsory military service. Violence also erupted in Berlin, Cologne and Hamburg as tensions escalated nationwide.
Masked rioters looted shops in Frankfurt, smashed storefronts and hurled fireworks, stones and Molotov cocktails at police and emergency services. https://t.co/Ea0Wd9xA58
Em Portugal, cerca de 4.000 pessoas participaram de manifestações em Lisboa e no Porto para protestar contra a crise habitacional e um projeto do governo que altera as regras de aluguel.
Segundo a Rádio Renascença, uma fonte policial estimou a presença de 3.000 manifestantes em Lisboa e 1.000 no Porto.
Na capital portuguesa, os participantes caminharam do Largo Camões até a Praça do Rossio. No Porto, a mobilização terminou na Praça D. João I, onde manifestantes decidiram voltar a montar barracas.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, os manifestantes pedem que o governo do primeiro-ministro Luís Montenegro retire um projeto de lei que, segundo os organizadores, facilitaria despejos e acabaria com limites para os valores de novos contratos de aluguel.
O projeto já passou pela primeira votação no Parlamento português. Montenegro rejeitou a retirada da proposta, mas admitiu a possibilidade de alterações antes da votação final.
Os protestos se intensificaram depois de a polícia desmontar acampamentos de manifestantes em Lisboa e no Porto no fim de semana anterior. A operação resultou em detenções e críticas à atuação policial.
Segundo a agência portuguesa Lusa, a manifestação deste sábado em Lisboa chegou ao Rossio sem incidentes. Integrantes da Provedoria de Justiça acompanharam o ato para monitorar a atuação policial.
🇵🇹 PORTUGAL: Miles de personas salieron a las calles para protestar por la crisis de la vivienda. Los manifestantes denuncian que los precios de los inmuebles se han disparado en los últimos años y que los aumentos de los alquileres son inalcanzables.
Na Albânia, manifestações contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama terminaram em confrontos com a polícia na capital, Tirana.
Segundo a agência italiana Ansa, estudantes se reuniram diante do Ministério da Educação para pedir a renúncia do premiê. Parte dos manifestantes incendiou lixeiras e lançou pedras e coquetéis molotov contra agentes de segurança. Os policiais responderam com jatos de água e gás lacrimogêneo.
De acordo com a emissora pública albanesa RTSH, foram realizados 2 protestos distintos na cidade. Um deles reuniu estudantes, professores e cidadãos diante do Ministério da Educação. O outro foi organizado pela oposição, que pediu a saída de Rama e a formação de um governo interino.
A RTSH informou que apoiadores da oposição tentaram se juntar à manifestação estudantil, mas encontraram resistência de parte dos participantes, contrários à presença dos partidos tradicionais no movimento. Os confrontos também foram registrados nas proximidades da sede do governo albanês.
Protesters in Tirana, Albania, threw Molotov cocktails and paving stones at police on Saturday, Oct. 31, in the latest of weeks of student-led protests demanding Prime Minister Edi Rama’s resignation. Police responded with a water cannon. #Albania #Tirana #AlbaniaProtests #EdiRama #Protest
Na Holanda, manifestações convocadas pelas redes sociais levaram a polícia a reforçar a segurança em Haia neste sábado (31.out).
Segundo o jornal holandês NL Times, grupos de jovens se reuniram na região do Malieveld, onde havia sido convocado um protesto da geração Z. Ao menos 10 pessoas foram detidas depois de desobedecerem a ordens policiais.
De acordo com o veículo, agentes de choque intervieram na região de Korte Voorhout. A polícia também realizou revistas para verificar a presença de armas e outros objetos proibidos. Comerciantes de Haia protegeram vitrines e fachadas diante do receio de depredações. Segundo a Associated Press, o policiamento foi reforçado depois de convocações para protestos e alertas sobre possíveis saques.
Apesar dos incidentes em Haia, não houve registro de grandes concentrações de manifestantes em Amsterdã, Roterdã e Utrecht até a tarde de sábado, segundo a agência holandesa ANP.
Massive riots have started in The Hague in the Netherlands.
A large mob of Eritrean migrants has broken into the Opera House building and are throwing bricks and rocks at police officers.
As manifestações deste sábado fazem parte de uma série de mobilizações realizadas nas últimas semanas em diferentes países europeus. Segundo a Al Jazeera, protestos liderados por jovens também ocorreram anteriormente na Itália e na Espanha.
As reivindicações variam conforme o país. Enquanto os atos na França e na Alemanha têm forte participação de estudantes, os protestos portugueses se concentram na crise habitacional. Na Albânia, as manifestações incluem pedidos de renúncia do primeiro-ministro.
O levantamento considera manifestações com registros confirmados para 31.out.2026. Protestos realizados exclusivamente em dias anteriores não foram incluídos na contagem de países do título.
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