Em destaque: Por que células cancerígenas menores podem ser mais agressivas?
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Consulte formatos e valores disponíveisPor que células cancerígenas menores podem ser mais agressivas? Pesquisadores identificaram uma associação entre o tamanho das células, a velocidade de crescimento e a resposta aos tratamentos Células cancerígenas: pesquisadores encontraram relação entre tamanho, agressividade e resistência ao tratamento (Freepik)
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 17h08 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Câncer Saiba mais Células cancerígenas menores podem estar associadas a tumores mais agressivos , capazes de crescer rapidamente, invadir tecidos e apresentar maior resistência a determinados medicamentos. A descoberta foi feita por pesquisadores da Virginia Tech, nos Estados Unidos, que investigaram como alterações no número de cromossomos influenciam o comportamento do câncer .
Os resultados foram apresentadas em pesquisas publicadas nas revistas científicas Cancer Research e Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A análise indica que células com conjuntos extras de cromossomos, chamadas tetraploides , podem apresentar comportamentos diferentes dependendo do tamanho .
Nos experimentos, as células tetraploides menores demonstraram maior capacidade de crescimento e invasão do que as maiores.
Normalmente, as células humanas possuem dois conjuntos de cromossomos , um herdado de cada progenitor. Essas células são chamadas de diploides . Entretanto, erros durante a divisão celular podem provocar a duplicação do material genético sem que a célula se divida completamente. Esse processo pode originar células tetraploides, que apresentam quatro conjuntos de cromossomos.
Como possuem mais material genético, os pesquisadores esperavam que essas células fossem significativamente maiores do que as células comuns. No entanto, ao analisar células cancerígenas humanas modificadas em laboratório, a equipe encontrou grupos de células tetraploides 25% a 30% menores do que o esperado.
Essas células menores apresentaram comportamento mais agressivo , com maior capacidade de proliferação, invasão e tolerância a medicamentos que provocam estresse celular.
Os experimentos com camundongos também mostraram que tumores formados por células tetraploides menores frequentemente cresciam mais rápido do que aqueles originados de células maiores. Resultados semelhantes foram observados em modelos de câncer de mama e câncer colorretal .
Outra investigação da equipe identificou um mecanismo pelo qual células com cromossomos extras podem favorecer a progressão do câncer. Os pesquisadores compararam tumores desenvolvidos a partir de células diploides e tetraploides em camundongos.
Durante o crescimento dos tumores, a proporção de células tetraploides diminuiu. Mesmo assim, os tumores continuaram a aumentar de tamanho. A análise mostrou que essas células estimulavam o recrutamento de células estromais, estruturas não cancerígenas que compõem o tecido de sustentação dos órgãos. Essas células podem contribuir para a formação de um ambiente favorável ao crescimento tumoral .
Segundo Megan Sweet, pesquisadora envolvida no estudo, mesmo uma pequena proporção de células tetraploides pode favorecer a presença de células não cancerígenas que sustentam a progressão do tumor .
O resultado sugere que células com alterações cromossômicas podem influenciar o desenvolvimento do câncer não apenas por sua própria multiplicação, mas também por mudanças no tecido ao redor.
Para investigar se os resultados também apareciam em tumores humanos , os cientistas analisaram informações do Atlas do Genoma do Câncer , banco de dados que reúne amostras e informações clínicas de pacientes.
A análise identificou uma associação entre células tetraploides menores e piores prognósticos e menores taxas de sobrevivência em diferentes tipos de câncer.
Segundo Daniela Cimini, bióloga celular da Virginia Tech e uma das responsáveis pelas pesquisas, a relação entre tetraploidia e desenvolvimento tumoral já era conhecida. A novidade é que o tamanho dessas células pode fornecer informações adicionais sobre o potencial de agressividade dos tumores .
Os pesquisadores ressaltam, porém, que os resultados ainda precisam ser aprofundados antes que o tamanho celular possa ser utilizado como um indicador clínico para orientar diagnósticos ou tratamentos .
A equipe pretende investigar os mecanismos biológicos que explicam por que determinadas células tetraploides menores apresentam comportamento mais agressivo.
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