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Em destaque: Paraná poderá ter dois ministérios no governo Lula

Com sua reeleição, o Estado ganha força política […] O post Paraná poderá ter dois ministérios no governo Lula apareceu primeiro em Paraná Portal.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 12:40
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Em destaque: Paraná poderá ter dois ministérios no governo Lula
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Deputada federal, Gleisi Hoffmann e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, figuram como prováveis integrantes do primeiro escalão do novo governo Lula

O presidente Lula teve significativo aumento nos números de votos no Paraná neste segundo turno, em relação ao primeiro, onde foi derrotado por Flávio Bolsonaro. Com sua reeleição, o Estado ganha força política na esfera governamental federal e poderá ser contemplado com dois ministérios em seu novo governo que se inicia dia cinco de janeiro de 2027: Gleisi Hoffmann e Rafael Greca.

Em 19 de outubro, num sarau no Bom Retiro, Rafael Greca fez o que pouca gente da direita paranaense teria coragem de fazer: declarou voto em Lula. Fez isso contra o próprio governador, contra o candidato com quem acabara de disputar o governo e contra a direção do seu partido no estado. Não foi um apoio sem ressalvas. Greca reconheceu limites do governo, mas falou de soberania, de SUS, de escola pública e de cultura. Seis dias depois, as urnas de Curitiba responderam.

Na capital que virou símbolo da Lava Jato, Lula saiu de 332.099 votos no primeiro turno para 425.092 no segundo. Foram quase 93 mil votos a mais, o maior crescimento absoluto do Paraná. Em porcentagem, subiu de 30,37% para 37,71%. Flávio Bolsonaro venceu na cidade, mas Lula cresceu mais do que ele entre um turno e outro. A abstenção também caiu: cerca de 31 mil curitibanos que tinham ficado em casa no dia 4 voltaram para votar no dia 25.

Seria desonesto atribuir esse movimento só a Greca. Lula cresceu em todos os 399 municípios do estado. Mas também seria míope ignorar que o político mais votado da história recente de Curitiba se posicionou, sozinho, no momento em que isso custava caro. Foi um gesto político de quem tem voto, não de quem precisa de voto.

Lula começa agora a montar o quarto governo e já disse que pretende renovar a equipe. O Paraná, que deu a ele pouco mais de 37%, não tem hoje um interlocutor de peso no primeiro escalão. Greca tem o que falta nessa ponte. Já foi ministro do Esporte e Turismo, governou Curitiba três vezes, conhece a gestão de cidade como poucos e fez da cultura a sua bandeira. A Cultura ou as Cidades seriam pastas naturais.

Nomear Greca não seria um prêmio de lealdade. Seria um aceno a um eleitorado que o PT não alcança sozinho: o conservador moderado, que reza, preserva a memória da cidade e não aceita que o Brasil se dobre a interesses estrangeiros. Esse eleitor existe em Curitiba, e no domingo ele deu sinal de vida.

Política de frente ampla se faz com gente que paga o preço de estar nela. Greca pagou. Resta saber se Brasília sabe ler o que Curitiba escreveu.

#Curitiba#Política#Governo
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