Em destaque: Os segredos da tecnologia da BYD no metrô de São Paulo
O que talvez poucos saibam é que a montadora chinesa também tem seus "segredos" no metrô de uma das capitais mais importantes do Brasil: São Paulo.
%3Aquality(85)%2F05984459-3e5a-40db-a4ce-ec0ea8590990.jpg&w=3840&q=75)
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisPrefira o CT no Google Divulgação/BYD A BYD é referência no segmento de carros eletrificados, e isso não é segredo para ninguém. O que talvez poucos saibam é que a montadora chinesa também tem seus "segredos" no metrô de uma das capitais mais importantes do Brasil: São Paulo.
A Linha 17-Ouro do metrô de SP "esconde" uma série de tecnologias que vão muito além dos trens que circulam sobre as vigas elevadas . Desenvolvido pela BYD , o SkyRail combina baterias embarcadas , condução automática e sistemas de controle que trabalham em conjunto para movimentar passageiros pela capital paulista. Parte dessas soluções funciona longe dos olhos de quem utiliza o transporte diariamente.
Um dos detalhes mais curiosos está nas baterias Blade , tecnologia criada pela fabricante chinesa para seus veículos eletrificados e adaptada ao monotrilho. Embora a composição utilize a rede elétrica durante a operação normal, o armazenamento de energia permite que o trem continue se deslocando em situações de emergência . A proposta é evitar que uma falha no fornecimento elétrico deixe passageiros parados em um trecho elevado.
A autonomia nominal considerada para o sistema é de 8 quilômetros , distância superior aos 6,7 quilômetros da extensão atual da Linha 17-Ouro. Em testes da BYD, uma composição chegou a percorrer 13 quilômetros utilizando apenas a bateria. Na prática, e sse recurso pode fazer a diferença em uma falha elétrica . O sistema também pode manter funções essenciais , como iluminação, ventilação, comunicação e controle operacional , enquanto mecanismos de monitoramento e proteção acompanham o funcionamento das baterias.
Outra tecnologia importante e stá no sistema de sinalização CBTC , sigla para Communications-Based Train Control . Integrado ao Centro de Controle Operacional, ele permite acompanhar a circulação dos trens, coordenar os movimentos e realizar paradas precisas nas estações . Atualmente, as composições já fazem a condução de forma automática , enquanto um supervisor acompanha o comportamento do sistema.
A arquitetura foi projetada para alcançar o nível GoA 4 , classificação mais alta de automação ferroviária , na qual a operação pode ocorrer sem a presença de um condutor ou supervisor a bordo. Essa etapa, porém, depende da conclusão dos testes , da sinalização do pátio e das certificações necessárias. A previsão informada pela BYD para concluir a sinalização do pátio é dezembro, seguida de novos testes e avaliações.
A implantação do SkyRail exigiu mais do que trazer ao Brasil um sistema já utilizado na China. A infraestrutura prevista originalmente para a Linha 17-Ouro tinha uma configuração de vigas diferente daquela adotada pela tecnologia da BYD. Para compatibilizar o trem com as estruturas existentes, a empresa precisou realizar um processo de reengenharia , incluindo o escaneamento a laser de vigas e estações para mapear as dimensões com precisão.
O trabalho reuniu profissionais brasileiros e chineses , combinando o conhecimento do SkyRail com a experiência local em engenharia, legislação e normas técnicas. Segundo as informações fornecidas pela empresa, 75 engenheiros participaram dessa etapa , incluindo profissionais brasileiros enviados à China para intercâmbio de conhecimento.
A experiência brasileira pode abrir espaço para novos projetos de mobilidade . Alexandre Barbosa, diretor da BYD SkyRail no Brasil , afirma que a operação despertou interesse de outros estados e de países da América Latina que precisam de transporte de média capacidade , mas não têm demanda suficiente para justificar os custos e a infraestrutura de uma linha subterrânea de metrô.
O SkyRail também faz parte de um portfólio mais amplo de soluções ferroviárias da empresa. Enquanto o sistema utilizado em São Paulo combina alimentação elétrica convencional com baterias embarcadas, o SkyShuttle foi concebido para operar integralmente com energia armazenada em baterias. São propostas diferentes para necessidades distintas de transporte urbano .
E já que o assunto é mobilidade urbana , deixo aqui uma pergunta: você sabe quais são os trens mais rápidos do mundo? Confira a lista com os 10 primeiros.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Panorama: TSE proíbe propaganda de Flávio associando Lula a crimes em saidinhas
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Fique por dentro: TSE nega pedido de Flávio para proibir gravações eleitorais no Planalto
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
78% dizem que Brasil vive polarização política — Datafolha
Leia mais (10/16/2026 - 20h00)


