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Em destaque: Objetivo, marcador e certeiro, Grêmio dá grande passo para ser finalista

Carlos Vinícius e Noriega marcaram no 2x0 gremista, que coroou o novo estilo de jogo sob o comando de Renato Gaúcho.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 23:36
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Em destaque: Objetivo, marcador e certeiro, Grêmio dá grande passo para ser finalista
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Tricolor Gaúcho saiu na frente do Alvinegro Mineiro no primeiro duelo entre as equipes pela semifinal da Copa do Brasil 2026. Carlos Vinícius e Noriega marcaram no 2x0 gremista, que coroou o novo estilo de jogo sob o comando de Renato Gaúcho. O time atacou esporádicamente e de forma direta, se defendeu bastante, mas esbanjou eficácia nas chances que criou.

Weverton e Carlos Vinícius foram fundamentais para conseguir uma vantagem precoce em jogo que começou complicado. O Atlético cometeu erros defensivos pontuais, mas imperdoáveis em uma partida tão decisiva. No ataque, mostrou-se pouco agudo sem um centroavante de ofício e esbarrou na boa proteção de área do Imortal.

Renato Gaúcho manteve o esquema com três zagueiros. Kannemann voltou e ficou no banco. Gustavo Martins foi mantido na equipe. Pavón ficou de fora por lesão. Enamorado iniciou o duelo.

Eduardo Dominguez não teve Reinier, Cassierra e Thiago Borbas. Victor Hugo foi o homem mais avançado. Vitão, longe de suas melhores condições, foi para o banco. Léo Duarte foi o lateral-direito e Vitor Hugo formou a zaga com Lyanco. Alan Franco compôs o meio. Cuello voltou ao time. Mesmo com o retorno de Everson após dois meses lesionado, Gabriel Delfim foi o goleiro titular.

Ter jogadores de peso nas duas extremidades do campo sempre é positivo. Seja qual for o cenário da partida ou o momento da equipe. O Grêmio precisou de dez minutos para comprovar isso. Saiu na frente de um Atlético que tinha começado melhor o jogo. Weverton lançou rapidamente Carlos Vinícius em um tiro de meta, Lyanco vacilou, Léo Duarte não parou o centroavante, e o Imortal abriu o placar.

A extrema precisão de Weverton no lançamento direto para Carlos Vinícius fez parte da estratégia inicial do Grêmio. O Galo subia a marcação com referências individuais. Alan Franco marcava Wallace. Bernard combatia Gustavo Martins. Victor Hugo seguia Balbuena. Castaño e Maycon se dividiam para vigiar Villasanti e Noriega. Renan Lodi pegava João Pedro e Cuello fazia o mesmo com Marlon.

Léo Duarte encaixava e perseguia Amuzu. Lyanco tentava cuidar do letal Carlos Vinícius. E Vitor Hugo tinha Enamorado sob sua responsabilidade. Weverton era o único homem-livre diante de um adversário que trabalhava sem ''sobra'' na defesa e pagou caro por isso. O centroavante gremista esbanjou precisão ao marcar seu 22º gol na temporada.

O lance do gol foi um dos poucos momentos de perigo do Imortal na 1ª etapa. Não seria sempre que a situação favorável em profundidade para Carlos Vinícius apareceria. Tirando isso, apenas um cruzamento de Villasanti para o próprio centroavante merece menção. Gabriel Delfim foi bem para impedir a finalização após ganho de ''segunda bola'' do Tricolor na intermediária ofensiva.

Esse foi um problema para os gaúchos. Se o caminho para o ataque era sempre traçado a partir de um passe longo, ganhar as 'segundas bolas'' entre as intermediárias seria fundamental para se manter no ataque, mas isso pouco aconteceu. O Atlético acabou controlando a pelota e trocando passes dentro do campo gremista a maior parte do tempo. Padeceu, no entanto, de capacidade para criar mais.

Os mineiros foram organizados no posicionamento. Cuello e Lodi eram os homens quase sempre bem abertos. Léo Duarte se mantinha alinhado a Lyanco e Vitor Hugo. Alan Franco se aproximava de Cuello pela meia-direita. Bernard e Castãno faziam o mesmo com Renan Lodi pela esquerda. O Grêmio nem sempre era eficaz impedindo a circulação da bola, mas protegia a área e bloqueava finalizações.

É verdade que o alvinegro, com Victor Hugo na referência ofensiva, não tinha um jogador de peso para gerar volume na área e vencer duelos físicos. Balbuena, Marlon e Wallace se destacaram em bloqueios para impedir gols após arremates nas proximidades da meta de Weverton. Lyanco assustou em batida da entrada da área. Cuello também foi agudo e parou em João Pedro duas vezes.

Faltava ao Grêmio ter momentos de desafogo, segurar um pouco a bola no ataque e apresentar alternativas diferentes das ligações diretas que fazia ou dos contragolpes que tentava, algo que quase nunca aconteceu, já que o time marcava muito atrás.

''Barba'' Dominguez sacou Lyanco - muito mal em campo - e Victor Hugo no intervalo. Igor Gomes entrou para jogar no centro do ataque. Léo Duarte passou a fazer dupla de zaga com Vitor Hugo. Alan Franco foi para a lateral-direita e Minda entrou como meia-direita. Renato foi obrigado a sacar Marlon, que sentiu a panturrilha, e colocar Caio Paulista.

Não tinha como o 2º tempo começar melhor para o Tricolor. Basicamente na primeira troca de passes do time após o intervalo, João Pedro tabelou Enamorado pela direita e cruzou rasteiro para Noriega ampliar com um minuto. Wallace chegou perto de marcar o terceiro em cobrança de escanteio pouco depois. Carlos Vinícius reclamou de pênalti no lance. Foi, de fato, puxado por Renan Lodi.

Bernard passou para a meia-direita na sequência e Minda foi jogar de ponta-direita, transferindo Cuello para o flanco esquerdo. No primeiro lance na nova função, Bernard deixou Renan Lodi na cara do gol. Weverton fez grande defesa em lance que seria anulado por impedimento, mas o goleiro mostrou todo o seu potencial mais uma vez.

Renato sacou Balbuena e Enamorado antes dos 15 minutos. Dodi e Tetê entraram. Noriega foi para zaga. Um pouco depois, tirou Carlos Vinícius e pôs e Braithwaite para tentar aproveitar os espaços de contragolpe. Sem sucesso. No Galo, Natanael substituiu o apagado Maycon. Alan Franco foi jogar de volante.

O time mineiro manteve a circulação de bola nas imediações da área, mas o pouco poder de penetração persistiu. Renan Lodi passou a fazer infiltrações por dentro, mas nem isso fez com que o Atlético aumentasse sua produtividade. O Galo só voltaria a fazer Weverton trabalhar perto dos 30 minutos, quando Vitor Hugo cabeceou firme uma cobrança de escanteio na segunda trave.

Pedro Gabriel foi a última cartada de Renato. Amuzu saiu e Caio Paulista foi adiantado. Já Eduardo Dominguez esperou até os 37 minutos para colocar seu único centroavante de ofício disponível. O jovem Cauã Soares. Castaño saiu. Cuello e Alan Franco assustaram em chutes de média distância. Já Minda não conseguiu finalizar um cruzamento na pequena área durante os acréscimos.

Vitor Hugo acertou o travessão de Weverton no arremate derradeiro dos mineiros. O Grêmio fez muitas faltas na imediações da área nos minutos finais. Gustavo Martins acabou expulso ao levar o segundo amarelo, mas isso não afetou o tamanho da vitória tricolor.

O Atlético terá que virar uma vantagem revertida apenas três vezes na semifinal em toda a história da Copa do Brasil. O próprio Galo superou o Flamengo por 4x1 em 2014, depois de perder por 2x0 no Maracanã. Athletico Paranaense, em 2019, contra o Grêmio; e Sport, em 2008, contra o Vasco, precisaram dos pênaltis para alcançar a façanha.

#Porto Alegre#Belém#Brasil#Esportes
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