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Em destaque: O que está em jogo na disputa entre Alcolumbre, Marinho e Tereza Cristina

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 8 de novembro de 2026 às 01:10
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Em destaque: O que está em jogo na disputa entre Alcolumbre, Marinho e Tereza Cristina
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google Ler Resumo A corrida pela presidência do Senado em 2027 já movimenta o cenário político, com Davi Alcolumbre buscando reeleição em aliança com o governo Lula, e Rogério Marinho e Tereza Cristina na oposição. A disputa é um teste crucial para a unidade da direita e a articulação política, com a centro-direita como fiel da balança, definindo o controle da agenda do país. Este resumo foi útil?

A vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição, em uma virada até então inédita e na contramão da onda de direita que havia varrido as disputas estaduais por vagas no Congresso três semanas antes sob a bandeira do enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal, antecipou o início das articulações para a disputa pela presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027.

O atual detentor do posto, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), busca, em uma aliança de ocasião com o governo petista, a reeleição para mais dois anos no comando do Legislativo. Há também Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha do Zero Um, e Tereza Cristina (PP-MS). Eles dizem que representam o mesmo campo da oposição, e que, mais à frente, deve haver um nome único contra a chapa situacionista.

Nada impede que, até o fim de janeiro, outros senadores se coloquem no páreo. Nesse cenário, a eleição para a presidência do Senado será um teste entre a capacidade de unidade da direita e a habilidade de articulação política de Alcolumbre, famoso pela habilidade de seduzir os colegas, independente da coloração partidária, e por usá-la para formar consensos em que todos quase sempre saem ganhando alguma coisa.

“São três variáveis em jogo. A direita tem força numérica para ser competitiva na disputa. Alcolumbre tem os instrumentos da incumbência a seu favor. E a centro-direita, congregada em União Brasil, PP e Republicanos, tem os votos para decidir a eleição. É esse grupo político, com 16 senadores, que vai definir o próximo presidente do Senado”, diz o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB).

Na última quarta-feira, 4, Marinho lançou oficialmente sua candidatura na sede do PL, cuja bancada terá 29 parlamentares a partir de fevereiro, com apoio dos três senadores eleitos do Novo e de Guilherme Derrite, do PP, que elegeu-se à Casa por São Paulo. Em tese, o coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro parte, de cara, de 33 votos. Mas, como a votação é secreta, as traições são não apenas possíveis, como esperadas. O atual presidente tem dito a aliados contar com ao menos cinco votos das fileiras bolsonaristas.

“Alcolumbre conta com o peso institucional da presidência e a interlocução com o Palácio do Planalto. Para conquistar a centro-direita, além da distribuição dos espaços de poder, terá de assumir compromissos com pautas como segurança pública e reformas do Judiciário”, afirma Medeiros.

O cientista político da UnB ressalta que a disputa pela presidência do Senado é uma disputa pelo controle da agenda política do país. Quem preside a Casa tem influência direta sobre o ritmo das votações, o controle orçamentário e a relação com o Supremo e o Planalto — o que deixa claro o tamanho da importância da disputa.

“Uma vitória da oposição no Senado obrigaria Lula a governar com um freio institucional muito mais forte. A Câmara Alta do Parlamento vai se tornar a principal trincheira institucional da oposição nos próximos quatro anos. É onde a direita terá condições de fazer um contraponto mais contundente ao Executivo e ao Judiciário”, acrescenta Medeiros.

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