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Em destaque: O maior desafio de Janones com o “Exército do Lula” após as eleições

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 19:48
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Em destaque: O maior desafio de Janones com o “Exército do Lula” após as eleições
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google Ler Resumo André Janones, coordenador do “Exército do Lula” nas redes sociais, enfrenta o desafio de manter o engajamento do grupo após a vitória de Lula. Especialistas apontam o cansaço dos integrantes e o objetivo cumprido de derrotar Flávio Bolsonaro como fatores para a provável desmobilização da tropa digital. Este resumo foi útil?

Considerado um dos principais responsáveis pela virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, o deputado federal André Janones (Rede), que coordenou o “Exército do Lula” nas redes sociais, terá mais um desafio pela frente.

Especialistas ouvidos por VEJA avaliam que o parlamentar enfrentará dificuldades para manter o nível de engajamento e de mobilização dos integrantes do grupo de WhatsApp que ajudou o presidente a garantir uma vantagem de 4,4 milhões de votos sobre o filho de Jair Bolsonaro na semana passada e a pavimentar o quarto mandato do petista na Presidência da República.

Um dos motivos é o cansaço de parte dos militantes que se dispuseram a integrar o “Exército do Lula” – hoje com mais de 10 milhões de seguidores. Como nem todos os membros são filiados ao PT, o grupo tende a se desmobilizar por entender que já cumpriu sua missão.

“Essa mobilização não vai se repetir como aconteceu no segundo turno. O que a gente viu ali eram pessoas no ‘modo guerra’, obedecendo a comandos o tempo todo. Mas claramente havia entre elas uma consciência de que aquilo seria algo temporário, reversível, que teria que durar até o momento chave, no domingo, dia da votação”, afirmou a professora de antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Letícia Cesarino.

“Foi uma estratégia que funcionou no curto prazo e no sistema de onda. O custo social dela para a militância é muito grande, porque, embora construa esse propósito de comunidade, é emocionalmente muito desgastante”, complementou Raquel Ricuero, professora da Universidade Federal de Pelotas e coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes.

Muito embora o canal tenha sido criado em abril deste ano, o “Exército do Lula” passou a ser utilizado pelos petistas com mais intensidade na virada do primeiro para o segundo turno. A decisão se deu em função do resultado das urnas na primeira rodada de votação, quando o petista saiu em desvantagem em relação a Flávio Bolsonaro.

Depois do acionamento do “Exército do Lula”, o cenário eleitoral mudou. No discurso de vitória, Lula rendeu uma homenagem especial a André Janones, chamado de “companheiro” e de “general” da tropa que, de acordo com o presidente, foi decisiva para a conquista da reeleição.

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