Em destaque: Novo planeta anão? Objeto além de Plutão pode ser um dos maiores já encontrados
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Consulte formatos e valores disponíveisNovo planeta anão? Objeto além de Plutão pode ser um dos maiores já encontrados Batizado provisoriamente de 2026 ED138, corpo celeste pode ter entre 600 e 1.500 quilômetros de diâmetro e foi identificado pelo Observatório Vera Rubin Planeta anão: novo candidato foi encontrado além de Plutão pelo Observatório Vera Rubin (Vera C. Rubin Observatory)
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Espaço Saiba mais Astrônomos identificaram um possível novo planeta anão localizado além de Plutão, a aproximadamente 6,9 bilhões de quilômetros do Sol. Chamado provisoriamente de 2026 ED138, o objeto está entre as primeiras descobertas do Observatório Vera C. Rubin, localizado no Chile.
As estimativas indicam que o corpo celeste pode medir entre 595 e 1.500 quilômetros de diâmetro. Se sua classificação for confirmada, poderá se juntar aos cinco planetas anões oficialmente reconhecidos no Sistema Solar. As informações foram divulgada na última quarta-feira, 27, pelo Centro de Planetas Menores (MPC), vinculado à União Astronômica Internacional.
O Observatório Vera C. Rubin monitora repetidamente o céu noturno a partir de uma montanha no Chile. Nas imagens individuais, 2026 ED138 aparecia como um ponto luminoso semelhante a uma estrela. Sua identificação ocorreu após a análise de registros obtidos entre março e julho.
Um programa desenvolvido pelos pesquisadores Matthew Holman e Kevin Napier reconheceu que pontos observados em noites diferentes correspondiam ao mesmo objeto em movimento. Ao todo, o telescópio Simonyi, do Observatório Rubin, registrou o objeto 30 vezes, em 20 noites, entre 4 de março e 11 de julho de 2026.
Para confirmar a descoberta, os astrônomos examinaram imagens anteriores de outros instrumentos. Registros da Câmera de Energia Escura (DECam) permitiram rastrear o corpo celeste até 2016 e reconstruir mais de dez anos de sua trajetória orbital.
Segundo Mario Jurić, cientista responsável pelos estudos do Sistema Solar no observatório, o Rubin já descobriu cerca de 2.300 objetos além de Plutão. Esse número representa um aumento de aproximadamente 50% na população conhecida desses corpos celestes. Entre os objetos identificados pelo Rubin, 2026 ED138 é o maior.
Por orbitar o Sol além de Netuno, 2026 ED138 é classificado como um objeto transnetuniano. Atualmente, está a aproximadamente 46 unidades astronômicas do Sol. Sua órbita apresenta uma inclinação de quase 25 graus em relação ao plano do Sistema Solar.
Os astrônomos estimam que seu diâmetro varie entre 595 e 1.500 quilômetros. A diferença depende da quantidade de luz solar refletida por sua superfície, uma característica ainda desconhecida.
Se o objeto for relativamente brilhante, poderá ter dimensões próximas ao limite inferior. Caso sua superfície seja escura, poderá alcançar o tamanho máximo estimado. Nesse cenário, 2026 ED138 teria dimensões comparáveis às de Haumea e Makemake, dois planetas anões reconhecidos.
Plutão e Éris, por sua vez, possuem diâmetros superiores a 2.250 quilômetros.
Segundo a União Astronômica Internacional (IAU), um planeta anão precisa ter gravidade suficiente para adquirir uma forma aproximadamente esférica, além de cumprir outros critérios de classificação.
Para objetos gelados das regiões externas do Sistema Solar, os cientistas estimam que corpos com mais de 400 quilômetros de diâmetro provavelmente apresentem essa característica.
Embora 2026 ED138 ultrapasse esse limite nas estimativas atuais, sua forma ainda não foi confirmada. Por isso, permanece classificado como candidato a planeta anão.
A identificação de 2026 ED138 não confirma nem descarta a existência do chamado Planeta Nove. Esse corpo celeste hipotético teria tamanho entre o da Terra e o de Netuno e, segundo alguns astrônomos, poderia existir em uma região ainda mais distante do Sistema Solar.
Para Matthew Holman, pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian, nos Estados Unidos, a descoberta demonstra a capacidade dos instrumentos atuais de identificar objetos desconhecidos. O pesquisador considera possível que corpos celestes do tamanho de Marte, ou até maiores, ainda não tenham sido encontrados.
Holman também levantou a hipótese de que 2026 ED138 tenha se formado originalmente perto de Júpiter e Saturno. Nesse cenário, uma interação gravitacional com um planeta gigante teria lançado o objeto para uma região mais distante. A hipótese ainda não foi confirmada.
Os astrônomos ainda precisam realizar observações no infravermelho para determinar com maior precisão as dimensões de 2026 ED138. Entre os instrumentos que poderão contribuir para essas análises está o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa.
Os pesquisadores também pretendem investigar se o objeto possui uma lua. Caso um satélite natural seja encontrado, sua órbita poderá ajudar a calcular a massa total do sistema.
Outra possibilidade envolve as ocultações estelares, fenômeno que ocorre quando um corpo celeste passa diante de uma estrela distante e bloqueia temporariamente sua luz.
Como 2026 ED138 atravessa uma região do céu com muitas estrelas, os astrônomos esperam observar esses eventos. As medições poderão fornecer estimativas mais precisas de seu tamanho e até indícios sobre a possível presença de uma atmosfera.
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