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Em destaque: MPF aciona Justiça contra bloqueios da Meta nas redes

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 23:40
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Em destaque: MPF aciona Justiça contra bloqueios da Meta nas redes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ação pede volta de perfis e multa diária de R$ 500 mil por suspensão indevida; dona do WhatsApp e do Instagram nega interferência nas eleições

Meta: plataforma é acusada de bloquear e restringir perfis de quatro organizações da sociedade civil | Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou, nesta quarta-feira (21), com uma ação civil com pedido de urgência na Justiça para impedir bloqueios, suspensões de perfis e cortes de alcance promovidos pela Meta Platforms e pelo Facebook Serviços Online do Brasil. A medida atinge diretamente as três principais redes da empresa no país: WhatsApp, Instagram e Facebook.

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A iniciativa judicial busca frear o banimento em massa de páginas pertencentes a entidades estudantis, veículos de imprensa independente, jornalistas, comunicadores e movimentos sociais ao longo do período eleitoral de 2026.

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Siga no Google Discover A atuação do MPF foi motivada por representações formais entregues à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC). As queixas partiram de quatro organizações da sociedade civil: Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z.

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Essas entidades elaboraram relatórios detalhados comprovando que a Meta vinha aplicando punições generalizadas, sem apresentar uma fundamentação individualizada para cada caso.

De acordo com a apuração do MPF, essas punições foram aplicadas de forma totalmente automatizada. A moderação funcionava por meio de algoritmos, que são programas de computador configurados para rastrear determinadas palavras-chave, sem que houvesse qualquer análise humana sobre o contexto das postagens.

O documento aponta uma série de irregularidades na condução dessas punições:

Para o órgão, esse tipo de bloqueio sem transparência prejudica a circulação livre de informações e enfraquece o debate democrático.

O próprio Comitê de Supervisão da Meta, entidade independente ligada à empresa, já havia demonstrado preocupação com a quantidade excessiva de erros e restrições indevidas durante o período de votação.

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Na ação, o Ministério Público Federal solicita uma liminar, que é uma decisão rápida concedida pela Justiça antes do fim do processo, para obrigar a liberação imediata de todos os perfis e conteúdos atingidos.

Além do retorno das páginas, o MPF pede que a Justiça estabeleça as seguintes obrigações:

No julgamento final, o Ministério Público pede a confirmação dessas medidas e o pagamento de indenização financeira por danos morais coletivos, com base nas leis de proteção ao consumidor e no Código Civil.

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A discussão sobre as regras da empresa ganhou força após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentar queixas formais à Justiça . Os representantes do petista denunciaram que a empresa derrubou temporariamente a conta de anúncios da chapa, cortou a visualização de publicações e não agiu contra contas falsas e publicações sintéticas.

Outro ponto que motivou a denúncia foi a constatação de que a ferramenta de inteligência artificial Meta AI aceitava criar imagens com a frase "Flávio 22" , em referência ao candidato Flávio Bolsonaro, mas recusava pedidos para gerar imagens com a inscrição "Lula 13".

Em manifestação encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (19), a Meta rebateu as acusações e negou ter favorecido qualquer candidato ou interferido nas eleições brasileiras . A empresa afirmou que atua com absoluta boa-fé diante das ordens judiciais e solicitou uma reunião técnica com o tribunal para prestar esclarecimentos formais.

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