Em destaque: Motorola Razr Fold é bom? Testamos o rival do Galaxy Z Fold 8
O aparelho chega para competir diretamente com a linha Galaxy Z Fold da Samsung e aposta em uma combinação de construção premium, telas grandes, câmeras avançad
:quality(85)/7576b2a4-754c-4953-a1f4-ad32bb9a02b2.png)
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisPrefira o CT no Google Ivo Meneghel Jr/Canaltech A Motorola entrou na disputa pelo mercado de celulares dobráveis em formato de livro com o Razr Fold. O aparelho chega para competir diretamente com a linha Galaxy Z Fold da Samsung e aposta em uma combinação de construção premium, telas grandes, câmeras avançadas e suporte a caneta.
Entre os principais atrativos estão o conjunto triplo de câmeras de 50 MP, a bateria de 6.000 mAh e a Moto Pen Ultra, que já acompanha o celular no Brasil. A proposta é oferecer não apenas a versatilidade de um smartphone que se transforma em uma pequena tela de tablet, mas também os recursos esperados de um topo de linha tradicional.
Mas será que o Razr Fold consegue competir com o Galaxy Z Fold 8? Testei o dobrável da Motorola para avaliar sua construção, desempenho, qualidade das câmeras, autonomia e recursos de produtividade. Neste review, conto como ele se saiu no dia a dia e se vale a pena escolher o Motorola no lugar do Samsung.
Ele também é uma ótima opção para quem pretende explorar a tela interna para produtividade. A multitarefa funciona bem e a Moto Pen Ultra já vem no kit, portanto não exige uma compra adicional para anotações ou tarefas que se beneficiam de uma caneta.
Por outro lado, quem prioriza um aparelho mais leve pode preferir o Galaxy Z Fold 8. A Samsung também oferece uma interface de multitarefa mais flexível na organização de três aplicativos e utiliza um chipset mais potente.
O Galaxy Z Fold 8 Ultra aparece como outra alternativa para quem prefere permanecer no ecossistema Samsung e procura um modelo ainda mais completo. Ainda assim, nos testes com câmeras, o Razr Fold foi o aparelho que mais me agradou entre os três.
O Razr Fold estreou no Brasil por R$ 15.999 na versão com 1 TB, um preço difícil de justificar mesmo dentro do segmento de dobráveis premium. No entanto, o aparelho já aparece em uma média entre R$ 11 mil e R$ 12 mil, mesmo valor do Galaxy Z Fold 8.
Para mim, a compra começa a ficar realmente interessante entre R$ 8 mil e R$ 9 mil. Nessa faixa, o aparelho passa a oferecer uma relação mais equilibrada entre o preço elevado dos dobráveis e as vantagens que entrega em câmeras, autonomia e produtividade.
As capacidades de armazenamento são diferentes, portanto a tabela serve apenas para contextualizar o posicionamento de cada aparelho no lançamento.
Sim. O peso é uma das primeiras características que chamam atenção no Razr Fold. Ele é perceptivelmente mais pesado que os dobráveis mais recentes da Samsung e até que alguns celulares convencionais grandes.
Isso não comprometeu significativamente meu uso, mas faz diferença na pegada. O contraste é especialmente perceptível para quem vem de um Galaxy Z Fold recente.
Fora isso, a construção passa uma ótima sensação de qualidade. A dobradiça é suave, mas firme, e o aparelho não transmite aquela impressão de fragilidade que ainda pode preocupar quem nunca teve um dobrável.
Outro ponto positivo é que o Razr Fold funciona muito bem fechado. Dá para usar WhatsApp, redes sociais, mapas e navegador normalmente na tela externa. A tela interna não precisa ficar aberta o tempo todo para que o celular seja prático.
O formato ainda permite usos específicos, como o modo nightstand. Com o aparelho parcialmente aberto sobre uma mesa, ele pode funcionar como um pequeno relógio de cabeceira com Always On Display.
Não. Ele existe e é perceptível, mas não chegou a atrapalhar minha experiência. Dá para sentir a região da dobra ao passar o dedo pelo centro da tela e também enxergá-la em determinados ângulos.
Com o passar do tempo, tive a impressão de que o vinco ficou um pouco mais evidente. Mesmo assim, quando há uma imagem, vídeo ou aplicativo aberto, ele rapidamente deixa de chamar atenção.
É uma característica que ainda lembra ao usuário que aquela é uma tela dobrável, mas não considero um problema capaz de prejudicar o uso.
Sim. As duas telas entregam excelente qualidade, mas a interna é o que realmente dá sentido ao formato do aparelho. Cores, brilho e fluidez estão no nível que se espera de um celular premium.
A tela externa é confortável o bastante para praticamente todas as tarefas comuns. Isso é importante porque evita aquela sensação de que é preciso abrir um aparelho enorme só para responder uma mensagem ou consultar um mapa.
Quando há espaço para abrir o celular, o painel interno é muito mais agradável para vídeos, leitura e trabalho. A área adicional também faz bastante diferença quando dois ou mais aplicativos ficam abertos ao mesmo tempo.
Não diria que ela substitui um tablet ou computador. A vantagem é outra: você tem uma tela grande no bolso e pode recorrer a ela sempre que fizer sentido.
Sim. O Motorola Razr Fold oferece um desempenho excelente e não apresentou travamentos ou lentidão durante os testes. O aparelho executa aplicativos rapidamente, permite alternar entre várias tarefas sem dificuldades e mantém uma navegação bastante fluida.
Apesar disso, há uma diferença importante em relação ao Galaxy Z Fold 8. O Motorola utiliza o Snapdragon 8 Gen 5, enquanto o concorrente da Samsung conta com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, um chipset mais avançado e com maior poder de processamento.
Por isso, o resultado do AnTuTu Benchmark chama bastante atenção. Mesmo com um processador teoricamente inferior, o Razr Fold superou o Galaxy Z Fold 8 na pontuação geral, com 3.435.207 pontos contra 3.325.711 do Samsung, uma vantagem de aproximadamente 3,3%.
O resultado é curioso justamente porque o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy deveria levar vantagem em capacidade de processamento. No entanto, o Motorola alcançou resultados superiores em CPU, memória e experiência do usuário, enquanto o Samsung se destacou no processamento gráfico.
A maior diferença a favor do Samsung está na GPU, com uma pontuação aproximadamente 33% superior à do Motorola. Isso indica uma vantagem de processamento gráfico, que pode ser relevante em atividades mais exigentes, como jogos pesados.
Por outro lado, o Razr Fold teve resultados melhores nas demais categorias, incluindo uma vantagem de aproximadamente 14% em CPU. Isso não significa necessariamente que seu chipset seja mais potente, já que fatores como otimização do sistema e gerenciamento de recursos também influenciam os resultados do benchmark.
Na prática, porém, não percebi uma diferença significativa de velocidade entre os dois aparelhos. Ambos oferecem desempenho de sobra para redes sociais, navegação, multitarefa e outros aplicativos cotidianos. Também não notei aquecimento relevante durante o período de testes.
Portanto, o Galaxy Z Fold 8 mantém uma vantagem importante no processamento gráfico e possui um chipset mais poderoso no papel. Ainda assim, o Razr Fold conseguiu superá-lo na pontuação geral do AnTuTu, um resultado inesperado que reforça o excelente desempenho observado no cotidiano.
Sim. As câmeras são o melhor argumento para comprar o Razr Fold no lugar de outro dobrável premium. Foi justamente nesse ponto que o Motorola mais se destacou durante meus testes.
As imagens têm cores realistas e um HDR muito competente. Em cenas com áreas claras e escuras, o aparelho consegue equilibrar bem a exposição sem estourar demais os pontos iluminados ou apagar informações nas sombras.
A teleobjetiva também agradou bastante. As ampliações usadas durante os testes preservaram um bom nível de detalhes, algo importante para dar versatilidade ao conjunto sem depender apenas da câmera principal.
Sim, e foi um dos destaques dos testes. O desfoque do fundo convence e, principalmente, o celular faz um recorte muito preciso da pessoa fotografada.
É justamente esse tipo de consistência que aproxima o conjunto de câmeras do Razr Fold de smartphones premium convencionais.
Na minha experiência, o Motorola também entregou resultados melhores que os Galaxy Z Fold 8 e Z Fold 8 Ultra. Essa é uma comparação baseada no uso dos aparelhos, não um teste laboratorial feito sob condições idênticas.
O DXOMARK ajuda a colocar esse desempenho em perspectiva. O smartphone empata, atualmente, na 12ª colocação geral e é o dobrável mais bem ranqueado.
Parte dessa qualidade também pode ser explicada pela proximidade com o Motorola Signature. Os aparelhos compartilham os sensores Sony LYTIA 828 e LYTIA 600 em partes importantes do conjunto traseiro.
Quanto tempo dura a bateria do Motorola Razr Fold? A bateria dura tranquilamente um dia de uso e foi um dos pontos fortes do Razr Fold nos testes. Em um dos ciclos, o aparelho passou 28 horas e 29 minutos longe da tomada e ainda tinha 15% de carga.
Em outro registro, foram 6 horas e 50 minutos de tela ligada com 13% restantes. São números muito bons para um aparelho com uma tela interna desse tamanho.
Também fiz um teste de reprodução contínua no YouTube. Após quatro horas, o Razr Fold havia consumido 20% da bateria. Não faz sentido transformar esse resultado em uma projeção direta de 20 horas, já que o aparelho não foi levado até 0%.
O conjunto passa segurança para usar o Razr Fold como celular principal sem aquela preocupação constante com a próxima tomada.
A recarga é satisfatória. No teste realizado, a bateria passou de 15% para 100% em aproximadamente 1 hora e 10 minutos.
O carregador que acompanha o kit brasileiro tem potência maior que o limite aceito pelo telefone. Assim, não é necessário comprar outro adaptador para aproveitar a velocidade máxima com fio.
Sim. A Motorola soube adaptar o Android ao formato sem transformar a interface em algo complicado. O sistema mantém um visual relativamente próximo do Android puro, com menus simples e boa fluidez.
As opções nativas de personalização são mais limitadas do que em algumas interfaces concorrentes. Isso pode incomodar quem gosta de alterar cada detalhe do sistema, mas não prejudicou meu uso.
A vantagem real aparece na tela interna. Dá para manter uma conversa no WhatsApp à vista enquanto outro aplicativo, como TikTok, Instagram ou Threads, ocupa o restante do painel.
A multitarefa aceita até três aplicativos em tela dividida e outros cinco em pequenas janelas. É a mesma quantidade de apps possível no Galaxy Z Fold 8, mas a organização é diferente.
No Motorola, duas áreas ficam em maior evidência e o terceiro aplicativo permanece recolhido na lateral. No Samsung, os três podem ser organizados simultaneamente em formato de mosaico. Nesse ponto, prefiro a solução da Samsung.
Sim. A caneta agrega valor ao Razr Fold, principalmente porque já acompanha o aparelho no Brasil. Para anotações e outras tarefas de produtividade, ela ajuda a aproveitar melhor a área da tela interna.
A experiência de escrita foi boa na maior parte do tempo, mas não perfeita. Notei pequenos atrasos em alguns momentos, além de falhas ocasionais no registro dos traços e na rejeição da palma da mão.
Nada disso aconteceu com frequência suficiente para estragar a experiência. Ainda assim, são detalhes que impedem a caneta de alcançar uma execução impecável, como vista nos Galaxy S Ultra ou Galaxy Tab, por exemplo.
O estojo próprio também é uma boa solução porque protege e recarrega o acessório. O problema é o transporte: não há encaixe no celular nem fixação magnética na capa fornecida, então a caneta vira mais uma peça para carregar separadamente.
Não houve aquecimento significativo durante os testes realizados. Mesmo com multitarefa e uso frequente da tela interna, o aparelho não apresentou calor em nível que prejudicasse o conforto ou indicasse perda perceptível de desempenho.
Isso não significa que ele nunca esquentará em cenários mais pesados. Jogos prolongados e outros testes específicos de estresse não fizeram parte desta análise.
Depende do que você mais valoriza. O Razr Fold é a minha escolha entre os dois se a prioridade estiver nas câmeras, na autonomia e na presença de uma caneta já incluída no kit.
O Galaxy Z Fold 8 leva vantagem no peso, oferece um chipset mais poderoso e tem uma solução de multitarefa que considero melhor quando três aplicativos ficam abertos ao mesmo tempo. Seu formato também é mais agradável, mas o visual é uma questão mais subjetiva.
Nenhum dos dois precisa vencer em todas as categorias. O importante é que o Motorola oferece vantagens concretas capazes de justificar a escolha por ele, em vez de funcionar apenas como uma alternativa diferente ao dobrável da Samsung.
Motorola Razr Fold vale a pena? Sim. O Razr Fold é um dos dobráveis mais completos que testei e uma alternativa bastante convincente ao Galaxy Z Fold 8. A Motorola acertou ao combinar uma construção premium, duas telas de excelente qualidade e desempenho consistente com um conjunto fotográfico que não fica limitado às expectativas normalmente associadas aos celulares dobráveis.
O principal mérito do aparelho está justamente nas câmeras. Durante os testes, ele entregou fotos com cores naturais, HDR preciso, bom desempenho no zoom e um modo retrato que merece destaque. Para quem prioriza fotografia, considero o Motorola mais interessante que os dobráveis recentes da Samsung.
A autonomia também surpreendeu positivamente. O Razr Fold conseguiu passar mais de um dia longe da tomada e ainda oferece uma tela interna espaçosa, que se torna mais útil com os recursos de multitarefa e a Moto Pen Ultra incluída no kit.
Naturalmente, ele não é perfeito. O peso é perceptível, a interface tem menos opções de personalização e a caneta apresenta pequenas falhas ocasionais. Entretanto, nenhum desses pontos foi grave o bastante para comprometer a experiência geral.
Além do Motorola Razr Fold, eu também testei o Galaxy Z Fold 8, e o dobrável fez eu começar a estranhar celulares "normais" pela proporção da tela.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Em destaque: O teste simples de fitness que prevê o seu risco de morte
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Ocarina of Time? — Quanto tempo leva para zerar The Legend of Zelda
Agora, com um remake previsto para chegar ao Switch 2, a aventura poderá ser revisitada com novos visuais e mudanças expressivas.
Região: Cinara Fredo pode ser 1ª mulher na Defesa após indicação de Múcio
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.


:quality(85)/d78414c5-b23d-4acd-86cb-cc4a975af121.jpg)
