Em destaque: Ministro do Interior do Paraguai renuncia em meio à crise
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Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisA saída de Enrique Riera ocorre após denúncias de fraude no banco Ueno, que levaram à abertura de impeachment do presidente Santiago Peña
Siga no Google Discover Priorizar nos meus resultados Google O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, apresentou sua renúncia nesta quinta-feira (5), depois que o presidente Santiago Peña anunciou que deixaria o cargo em meio à pressão pelo impeachment. Riera entregou a carta de renúncia de Peña ao Congresso Nacional, mas a sessão conjunta convocada para analisar o documento terminou sem quórum. O processo de impeachment seguiu para o Senado, com sessão marcada para sexta-feira (6).
Ao entregar a carta de Peña ao Congresso na quinta-feira (5), Riera disse que havia decidido permanecer ao lado do líder paraguaio até o último momento. No entanto, segundo o jornal paraguaio ABC Color, ele já havia discutido a possibilidade de deixar o ministério para reassumir sua cadeira no Senado. Horas depois, Riera apresentou sua própria renúncia ao Ministério do Interior.
No mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment contra Peña e encaminhou o caso ao Senado.
O pedido de impeachment, apresentado pela oposição, ganhou força quando parlamentares do governista Partido Colorado também declararam apoio à abertura do processo. Com a adesão da última bancada do partido, a medida passou a contar com os votos necessários para avançar na Câmara.
O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank na terça-feira (3) após constatar que o índice de solvência da instituição estava abaixo do mínimo exigido. O regulador também identificou operações de crédito com empresas ligadas ao grupo controlador que o banco não havia informado.
O Ueno tinha cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,64 bilhões) em recursos públicos. Desse total, cerca de US$ 355 milhões (R$ 1,94 bilhão) eram do Instituto de Previdência Social (IPS) do Paraguai.
Peña afirmou ter vendido sua participação no Grupo Vázquez, controlador do Ueno, em março de 2025, quando já ocupava a Presidência. A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado a instituição que deu origem ao Ueno. Em Assunção, clientes do banco foram às ruas cobrar a liberação do dinheiro depositado.
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