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Em destaque: Ministério do Trabalho recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no trabalho em três dias

Segundo a pasta, os relatos já estão sendo apurados.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 13:04
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Em destaque: Ministério do Trabalho recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no trabalho em três dias
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Fachada do MTE. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) BRASÍLIA – O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu aproximadamente 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para essas ocorrências. Segundo a pasta, os relatos já estão sendo apurados.

A ferramenta entrou em operação em 28 de outubro, após denúncias de pressão política sobre trabalhadores chegarem à internet e aos órgãos responsáveis pela fiscalização.

O balanço divulgado pela Agência Brasil mostra que São Paulo teve o maior número de registros: 1.325. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 354, Minas Gerais, com 345, Paraná, com 268, e Santa Catarina, com 259.

A Região Sudeste concentrou 48,5% das ocorrências. Os números correspondem a denúncias recebidas pelo canal, ainda submetidas à apuração.

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando chefes ou superiores pressionam funcionários a votar ou deixar de votar em determinado candidato.

A demissão motivada pela preferência política do empregado também pode caracterizar essa prática. Conforme as informações divulgadas pela Agência Brasil, caso fique comprovado que a dispensa ocorreu por esse motivo, a empresa pode ser obrigada a readmitir o trabalhador e pagar indenização por danos morais.

Assim, as denúncias podem envolver tanto a tentativa de interferir na escolha eleitoral quanto represálias pela posição política do funcionário.

Quem sofrer ou presenciar assédio eleitoral no ambiente profissional pode encaminhar o relato ao Ministério do Trabalho e Emprego ou ao Ministério Público do Trabalho.

As denúncias são mantidas em sigilo e encaminhadas aos órgãos competentes para análise.

O canal específico do ministério está disponível pela internet e recebe relatos relacionados à pressão eleitoral no trabalho.

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