Voltar para a página inicial

Em destaque: Marinho associa assédio eleitoral a discurso “ódio” da família Bolsonaro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 22:35
85.252 visualizações
Em destaque: Marinho associa assédio eleitoral a discurso “ódio” da família Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Ministro afirma que família estimulou raiva e preconceito; declaração ocorre após campanha de boicote a trabalhadores e empresários identificados como eleitores de Lula

> copiar link --> Na foto, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante participação em reunião da Comissão de Trabalho da Câmara, em abril de 2023 Vinicius Loures/Câmara dos Deputados – 12.abr.2023 PODER360 28.out.2026 (quarta-feira) - 19h35 Priorize o Poder no Google O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, associou nesta 4ª feira (28.out.2026) o aumento dos relatos de assédio eleitoral ao discurso político da família Bolsonaro. Segundo ele, manifestações de ódio e preconceito estimuladas por integrantes da família teriam influenciado empresários a retaliar trabalhadores depois da eleição presidencial.

A declaração foi dada durante coletiva em Brasília, convocada depois de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) iniciarem uma campanha de boicote a trabalhadores e empresários identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essa família que está fugindo quase toda para os Estados Unidos estimulou muito ódio, muita raiva, muito preconceito”, afirmou Marinho, em referência à família Bolsonaro.

O ministro disse que alguns empresários teriam reproduzido esse comportamento nas relações profissionais, pressionando trabalhadores por causa de suas escolhas políticas.

“Alguns empresários, levados no calor dessas lideranças, acabam extrapolando na sua relação profissional”, declarou.

Marinho afirmou que empresas não podem transformar divergências eleitorais em ameaças, demissões ou outras formas de discriminação.

A associação entre o discurso da família Bolsonaro e os episódios de assédio foi feita pelo ministro. Ele não apresentou, durante essa declaração, dados que permitissem estabelecer uma relação causal entre as manifestações políticas citadas e o aumento dos relatos.

As publicações de apoiadores da família Bolsonaro começaram a circular depois da divulgação do resultado do 2º turno, realizado no domingo (25.out).

Lula foi reeleito para seu 4º mandato depois de derrotar Flávio no 2º turno.

O movimento inclui chamados à demissão de empregados, à não contratação de profissionais e ao boicote a pequenos empresários e empreendedores autônomos.

Listas com nomes de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço associados a eleitores petistas estão sendo distribuídas em grupos de WhatsApp em diferentes cidades.

A manifestação de Marinho se deu depois de o MPT (Ministério Público do Trabalho) divulgar um aumento dos relatos de assédio eleitoral após o 2º turno.

Segundo o procurador Maurício Coentro Paes de Mello, o órgão havia recebido mais de 1.140 relatos nos 3 dias posteriores à votação.

O total aproximado registrado durante o processo eleitoral de 2026 era de 3.080 relatos, conforme o balanço apresentado na coletiva.

Questionado sobre as razões do aumento, o procurador afirmou que o órgão ainda analisava os registros e não tinha elementos suficientes para explicar o fenômeno.

“Entender o porquê isso aconteceu no momento pós-eleitoral é um pouco difícil neste momento”, declarou.

Foi ao complementar essa resposta que Marinho associou os relatos ao discurso de integrantes da família Bolsonaro.

O ministro anunciou que auditores-fiscais do Trabalho deverão dar prioridade à apuração dos relatos de assédio eleitoral.

A fiscalização será realizada nacionalmente, em articulação com o MPT, a AGU (Advocacia-Geral da União) e outros órgãos.

Segundo Marinho, empresas citadas nos relatos poderão ser convocadas para reuniões com representantes dos trabalhadores e sindicatos.

Quando forem identificadas irregularidades, poderão ser adotadas medidas para buscar a reintegração de empregados demitidos por motivação política, reparações financeiras e outras providências previstas em lei.

“Se demitiu, tem que reintegrar. Se não reintegrar, tem que indenizar”, afirmou o ministro, ao explicar a orientação que pretende adotar nas tentativas de conciliação.

Marinho também disse que o governo estuda criar uma lista pública de empresas responsabilizadas por assédio eleitoral. A proposta ainda não foi formalizada.

O ministro afirmou que as medidas não têm como objetivo atingir o empresariado como um todo, mas responsabilizar empregadores que pratiquem irregularidades.

Segundo ele, a proteção deve valer para trabalhadores de qualquer posicionamento político.

“Não cabe pressão nem pra lá e nem pra cá”, declarou.

Marinho também criticou empresários que ameacem o sustento de funcionários por causa de divergências eleitorais.

“Se tiver mau empresário, conte com a mão pesada do Estado que nós estamos anunciando aqui”, afirmou.

O governo informou que pretende orientar sindicatos e trabalhadores sobre os canais de comunicação de casos de assédio, além de divulgar informações sobre o tema na Carteira de Trabalho Digital.

#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas