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Em destaque: Manaus e outras 35 cidades seguem em nível de alerta; fumaça atinge nível perigoso no Amazonas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 17 de outubro de 2026 às 23:23
Via Exame
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Manaus e outras 35 cidades seguem em nível de alerta; fumaça atinge nível perigoso no Amazonas Concentração de partículas chegou a 80,9 vezes a referência anual da OMS; autoridades investigam a origem dos incêndios (Ibama/Reprodução)

Tamires Vitorio Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 17 de outubro de 2026 às 20h16 .

Última atualização em 17 de outubro de 2026 às 20h17 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A fumaça de queimadas levou Manaus a registrar qualidade do ar classificada como perigosa na manhã deste sábado, 17. A poluição também prejudicou a visibilidade para voos de combate aos incêndios. O governo anunciou reforços para as operações no Amazonas, enquanto autoridades investigam possíveis ações criminosas.

A fumaça de queimadas deixou a qualidade do ar de Manaus em nível considerado perigoso pela plataforma IQAir na manhã deste sábado, 17. Por volta das 9h, a concentração de partículas finas chegou a 404,3 microgramas por metro cúbico.

O valor corresponde a 80,9 vezes a diretriz anual de exposição a PM2,5 da Organização Mundial da Saúde (OMS) . A comparação usa uma referência de longo prazo e não significa que essa tenha sido a concentração média registrada ao longo do ano na capital.

O prefeito Renato Junior (Avante) pediu ajuda a autoridades estaduais, nacionais e internacionais. “Manaus precisa de socorro”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais. Ele atribuiu a fumaça principalmente a incêndios fora dos limites do município.

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O PM2,5 é o material particulado formado por partículas com diâmetro de até 2,5 micrômetros. Por serem muito pequenas, elas podem penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea. Segundo a OMS, a exposição está associada a problemas respiratórios e cardiovasculares.

A organização recomenda uma concentração média anual de até 5 microgramas por metro cúbico e uma média de 24 horas de até 15 microgramas por metro cúbico. São referências com períodos diferentes de medição, que não devem ser confundidas com uma leitura pontual.

A classificação divulgada neste sábado retrata a situação registrada naquele momento. Os indicadores de qualidade do ar variam ao longo do dia, de acordo com a concentração dos poluentes e as condições meteorológicas.

A poluição está associada a queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos. As partículas liberadas pelo fogo podem ser transportadas pelo vento por longas distâncias, enquanto a falta de chuva contribui para sua permanência na atmosfera.

O problema também interfere no combate às chamas. Segundo nota do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a baixa visibilidade impediu a saída de aeronaves de Manaus neste sábado. O órgão informou que esperava uma melhora das condições ao longo do dia para retomar os voos.

Na sexta-feira, 16, a capital chegou a suspender aulas da rede municipal para reduzir a exposição de estudantes e profissionais da educação à fumaça.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou na quarta-feira, 14, que os focos de incêndio tiveram origem humana e que ao menos 120 procedimentos investigatórios haviam sido abertos.

As autoridades investigam se houve ação intencional e possível coordenação entre responsáveis. A identificação de origem humana não comprova, por si só, que os incêndios foram coordenados. Essa hipótese depende das apurações.

Até o momento, Manaus e outros 35 municípios em situação de emergência por incêndios florestais: Apuí, Autazes, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Canutama, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maués, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves, Tapauá, Tefé e Urucurituba.

O Ministério do Meio Ambiente anunciou neste sábado cinco aeronaves adicionais, com previsão de ampliar de 11 para 16 o total disponibilizado às operações. Também informou que haverá reforço da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas, com efetivos ainda a definir.

A Defesa Civil Nacional empenhou R$ 14 milhões para apoio logístico, equipamentos e contratação de duas aeronaves, segundo o comunicado. O anúncio não estabelece um prazo para o controle dos incêndios.

Na saúde, o governo prevê instalar uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus na terça-feira, 20. Segundo o ministério, a mobilização é preventiva e, até a publicação do comunicado, não havia sido observada sobrecarga dos serviços de saúde em decorrência dos incêndios.

Por volta das 9h deste sábado, 17, a IQAir registrou 404,3 microgramas de PM2,5 por metro cúbico.

É a comparação da leitura daquele momento com a diretriz de concentração média anual da OMS, de 5 microgramas por metro cúbico. Não é uma média anual medida em Manaus.

O vento pode transportar a fumaça e suas partículas por longas distâncias. A falta de chuva também contribui para a permanência dos poluentes no ar.

Não. Autoridades investigam essa possibilidade. A afirmação de que o fogo teve origem humana não comprova uma ação coordenada.

O governo anunciou cinco aeronaves adicionais e apoio de forças de segurança e militares, com efetivos ainda a definir.

Medidas incluem apoio militar, R$ 14 milhões para ações emergenciais e uma base da Força Nacional do SUS em Manaus

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