Em destaque: Macron sugere coalizão para evitar direita e esquerda radicais nas eleições da França
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google Ler Resumo Emmanuel Macron articula a formação de uma coalizão política que abranja do centro-esquerda à direita para as eleições presidenciais de 2027 na França. O objetivo é conter o avanço da extrema-direita e da esquerda radical, que lideram as pesquisas. Apesar da baixa popularidade e divisões internas, Macron busca preservar a União Europeia e evitar a polarização extrema. Entenda os desafios dessa ambiciosa estratégia. Este resumo foi útil?
O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a criação de uma coalizão política entre centro-esquerda e direita para a eleição presidencial de 2027, segundo a agência de notícias AFP, que ouviu uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu. A iniciativa surge em um momento em que lideranças da extrema direita e da esquerda radical lideram as pesquisas de intenção de voto no país.
Impedido pela legislação de buscar um terceiro mandato consecutivo — após assumir o poder em 2017 e romper o tradicional bipartidarismo entre o Partido Socialista e a legenda de direita Os Republicanos –, Macron se recusa a aceitar um eventual duelo no segundo turno entre a ultradireitista Marine Le Pen e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon. Segundo levantamentos recentes, Le Pen sairia vitoriosa nessa eventual corrida.
Para evitar a polarização, o chefe de Estado francês defende uma articulação que se estenda do candidato social-democrata Raphaël Glucksmann ao aspirante de direita liberal David Lisnard, deixando de fora os nomes dos extremos.
Aliados de Macron afirmam que o consenso em torno da defesa da União Europeia, do Estado de direito, da economia de mercado e da rejeição aos radicalismos é mais forte do que as divergências entre essas correntes.
Essa tentativa de aproximação reflete o cenário de fragmentação da Assembleia Nacional francesa que, desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, encontra-se dividida em três blocos (esquerda, centro-direita e extrema-direita), forçando o governo a depender da direita para governar.
A construção dessa coalizão, no entanto, enfrenta resistência direta das lideranças citadas: tanto Glucksmann quanto Lisnard já rejeitaram categoricamente qualquer aliança com o “macronismo”.
Além disso, o próprio bloco governista lida com diversas candidaturas à Presidência e com o desgaste da gestão de Macron. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe aparece como o nome mais competitivo da centro-direita, mesmo estando em terceiro lugar nas pesquisas.
No entanto, Philippe não quer disputar as eleições primárias para a escolha de um candidato único, contrariando o pedido de seus adversários internos: o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal e o chefe dos republicanos, Bruno Retailleau.
A articulação eleitoral é dificultada ainda mais pelo momento político de Macron. Conforme pesquisa divulgada pelo instituto Elabe, o presidente atingiu o índice histórico de apenas 13% de confiança, superando a marca de impopularidade estabelecida por seu antecessor, o socialista François Hollande.
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